Pode beijar a noiva.

“Os enlaces familiares de qualquer espécie, desde que pautados na afetividade, estabilidade e ostensividade, estão sob as regras do Direito de Família. Sendo assim, onde houver afeto entre duas pessoas, respeito, solidariedade, comunhão de vida, ética familiar, ostensividade e intenção de constituir família, haverá uma união familiar tutelada pelo direito”.

Essas palavras são do juiz da 1ª Vara da Família de Colatina, Salomão Akhnaton Zoroastro Spencer Elesbon. Foi ele quem autorizou o primeiro casamento civil homoafetivo do Espírito Santo, na cidade de Colatina.

Na tarde de quarta-feira, 26 de setembro de 2012, Ediana Calixto (23 anos) e Kamila Roccon (20 anos) trocaram alianças diante de familiares e amigos.

Para ficarem juntas, além de lutarem na justiça, Ediana e Kamila tiveram problemas com as famílias, já que o casamento não era desejado pela família de Kamila.

Para realizadem o sonho de se casarem, as duas inclusive simularam o fim do namoro para poderem levar adiante a luta judicial e, no fim, o amor venceu o preconceito.

E que essa união seja somente a primeira de muitas!

Fonte: G1 Espírito Santo

2 comentários:

Angela e Carla disse...

Meu casamento aconteceu a três meses atrás, foi o primeiro tbm do nosso estado. Imagino bem o que a Kamila passou, eu sofri bastante quando no início do ano começaram a circular pela impressa notas do andamento do nosso processo e minha mãe ficou doente, não quis falar comigo e virou por completo as costas para nós duas. No dia do sim não vou mentir que ainda tive esperança, nada aconteceu. Pelo contrário ela agora se isolou em casa e até aposentou-se para não encarar os colegas de trabalho. Já me senti muito culpada por isso, hoje tento entender que é uma escolha dela e que sofrerá até quando ela mesma quiser. Nosso casamento foi lindo, amigos e parentes da Angela (minha esposa) estiveram presentes, meus irmãos foram os únicos de minha parte que apareceram. Fiquei emocionada e apesar de tudo não mudaria minha tragétoria, essa é a vida que escolhi para mim.

Pela Fresta disse...

É uma pena que em um momento tão feliz de nossas vidas nossas famílias não estejam dispostas a compartilhar de nossa felicidade. Mas dê tempo ao tempo. Ela vai ver o quanto você está feliz e como te ama, um dia a ficha vai cai e ela voltará a fazer parte da sua felicidade. Sucesso!

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