Os capixabas e o relacionamento homossexual


A Futura é uma empresa capixaba que faz diversas pesquisas para a CBN e outras empresas públicas e privadas.
A pesquisa dessa semana foi sobre a aceitação do relacionamento homossexual na Grande Vitória.

Como mostra o texto a seguir, a população capixaba, em sua maioria, é indiferente a esse tipo de relacionamento, até que se toque no assunto casamento civil ou união estável. Aí tudo muda e a maioria se torna não favorável a esse direito civil de todo cidadão brasileiro (com exceção dos homossexuais).

O motivo para a rejeição desse direito já era de se esperar: o casamento homossexual é contrário à lei de Deus (30%).

Acho que é hora do movimento LGBT brasileiro colocar as mangas pra fora e tentar mostrar à população brasileira que existe uma grande diferença entre casamento civil e casamento religioso. Ou seja, a primeira é um DIREITO CIVIL até então negado aos cidadãos homossexuais enquanto que o segundo é um SACRAMENTO. E que a aprovação do casamento civil ou da união estável homoafetiva não irá obrigar que as religiões contrárias à homossexualidade sejam obrigadas a celebrar casamentos religiosos homoafetivos.

Para quem quiser ler o relatório completo, basta clicar aqui

Para os mais preguiçosos (rs), basta escutar os podcasts: 1,2,3,4,5,6 e 7

Fonte: FuturaNet

O relacionamento entre pessoas do mesmo sexo ainda é uma questão controversa para a maior parte da população da Grande Vitória, conforme pode ser averiguado através de pesquisa feita pela Futura.

A grande maioria da população da Grande Vitória (91%) reconhece que existe preconceito contra os homossexuais. Essa percepção é igual entre homens e mulheres, e aumenta conforme maior é a classe social do respondente.

Quando questionados acerca do posicionamento que apresentam sobre relação homossexual, 52% dos entrevistados se declaram indiferentes, ou seja, nem contra, nem a favor. Apesar de predominar nos municípios da Grande Vitória um posicionamento de indiferença, Serra e Cariacica apresentam índices de pessoas que têm um posicionamento contrário maior do que pessoas favoráveis (38,2% e 27,3%, respectivamente). Em detrimento dos homens, as mulheres assumem um posicionamento mais favorável à relação homossexual: 29,2% contra 14,5% dos homens. A posição favorável diminui conforme o aumento da faixa etária dos respondentes, enquanto, com esse aumento, cresce o percentual de pessoas que se declaram indiferentes.

A legalização da união estável ou casamento civil de pessoas do mesmo sexo tem a oposição da maioria da população (55,5%), independente do sexo, escolaridade e do município de moradia – exceto por Vitória, onde há um empate técnico.

O principal argumento daqueles que se opõem, em todos os municípios, é de que o casamento homossexual é contrário à lei de Deus (30%). Além disso, também se destaca a concepção de que o casamento é uma instituição entre um homem e uma mulher, com 17% de citações. Vale notar que, no município da Serra em especial, 23,4% consideram que os relacionamentos homossexuais são imorais. O argumento de que casamento destina-se a perpetuar a espécie também se destaca em Cariacica (21,2%) e Serra (18,8%). Já entre os entrevistados que são favoráveis à legalização da união estável ou casamento civil entre homossexuais se destaca a concepção de que as pessoas são livres para se unir com quem desejarem (com 62,7% de citações).

A adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo divide a opinião da população: 39,3% são a favor e 38,3% contra. Entre aqueles que são contrários, os principais argumentos são: a criança vai sofrer preconceitos na sociedade em que vive (27,9%); há perigo da identificação das crianças com o modelo dos pais e também se tornarem homossexuais (24,7%); e as crianças podem sentir falta de uma figura paterna ou materna (21,4%). Já para as pessoas que são favoráveis, a maioria (51,3%) cita que a criança será amada da mesma forma, argumento seguido pelo entendimento de que existem muitas crianças carentes que precisam do amparo de uma família (18,4%) e de que não há diferenças entre o exercício da paternidade/maternidade por heterossexuais e por homossexuais (10,8%).

A pesquisa da Futura também permitiu constatar que 49,5% da população da Grande Vitória não aprovaria um relacionamento homossexual de um familiar direto, a exemplo de pais, filhos e irmãos. A questão divide a população de Vitória e Vila Velha; entretanto, na Serra – em especial –, e em Cariacica, o posicionamento contrário dos entrevistados sobressai. Os homens são mais taxativos sobre isso: 29,5% aprovariam, contra 53,9% que não. Quanto maior a classe social, maior é a aprovação. O posicionamento contrário é maior entre jovens abaixo de 19 anos e pessoas acima de 50 anos.

Um comentário:

Além de Mim disse...

A população com mais de 50, até dá pra entender.Eu por exemplo, tenho na família pessoas com mais de 50, e que na época delas a coisa fluía diferente de hoje. O fato é, não dá para eles se adaptarem a situação atual, de aceitação. Nós é que temos que respeitar a opinião, já formada. Digo isso, mas se houver um respeito, tem muita gente de 50 que é homofóbico e isso eu não aceito. Já os jovens, é questão de criação, se a pessoa cresce ouvindo que gay e lésbica é isso e aquilo, que referencia ela vai ter? Foda! Boa matéria, Rê.

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