“Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania”



A ABGLT lançou ontem (29/07/2010) a campanha “Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania” que procura o compromisso de candidatos com a cidadania LGBT.

A campanha visa identificar candidatos(as) que assumem abertamente o compromisso com a promoção da cidadania de pessoas LGBT, e que poderão fazer a diferença para estes segmentos da população no Legislativo e no Executivo no período de 2011 a 2014.

No Legislativo, a campanha pede principalmente o compromisso com a apresentação e aprovação de projetos de lei que promovam os direitos das pessoas LGBT, com ênfase no combate à discriminação, o reconhecimento legal das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, e o uso do nome social de travestis e transexuais (o nome pelo qual escolhem ser chamadas, que condiz com sua identidade de gênero, muitas vezes diferente do nome de registro civil).

No Executivo, destaca-se o compromisso com a implementação das decisões da 1ª Conferência Nacional LGBT e das Conferências Estaduais LGBT (2008). Nos estados, a ênfase está na criação de coordenadorias de políticas para LGBT como parte da estrutura dos governos, a elaboração e implementação de planos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, baseados nas resoluções das conferências estaduais LGBT, e a criação de conselhos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, como uma instância de controle social.

A diretoria da ABGLT será responsável pela articulação da campanha junto aos candidatos e às candidatas à presidência da república. Os diretores regionais, os coordenadores estaduais e as 237 organizações afiliadas promoverão a campanha junto aos candidatos e às candidatas a senador(a), deputado(a) federal, deputado(a) estadual e governador(a).

Na medida em que os/as candidatos(as) se aderirem à campanha, por meio de assinatura de Termo de Compromisso, seus dados (nome, cargo pretendido, partido, estado, número de candidatura etc.) serão publicados no site da ABGLT a fim de divulgar seu comprometimento com a promoção da cidadania da população LGBT.

“Queremos que os eleitos sejam assumidamente defensores dos direitos humanos da comunidade LGBT. Somos o único grupo social vulnerável que não tem nenhuma lei a nosso favor aprovada pelo Congresso Nacional” afirma Toni Reis, presidente da ABGLT.

A campanha completa e os termos de compromisso (anexos) estão disponíveis no site da ABGLT, em www.abglt.org.br , no menu direito, em Eleições 2010.

Informações adicionais:

Toni Reis – Presidente da ABGLT – (41)9602 8906
presidencia@abglt.org.br

Carlos Magno – Secretário de Comunicação da ABGLT – (31) 8817 1170
karlmagno@gmail.com

Posso casar com a minha namorada?

Sem comentários...

Educação e Diversidade Sexual: desafios e perspectivas

Acabo de chegar do Seminário Educação e Diversidade Sexual: desafios e perspectivas, organizado e coordenado pelo Coletivo Estadual de Diversidade Sexual do SINDIUPES (Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) em Educação Pública do Espírito Santo).

Exausta após quase 10 horas de Seminário vou resumir em algumas linhas tudo o que ocorreu e depois posto com mais detalhes os momentos mais interessantes.

Primeiro avaliando o seminário: espetacular! 270 pessoas encheram o auditório. Professores(as), coordenadores(as), diretores(as). Uma iniciativa muito boa do SINDIUPES, afinal, é mudando a forma de pensar das crianças que criaremos um mundo melhor, mas para isso precisamos mudar a cabeça dos educadores...

Após o credenciamento (super organizado), o evento foi oficialmente aberto (com 30 minutos de atraso) com as boas vindas de Christovam de Mendoça e apresentação de um vídeo do Gudds (Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual).

Após composta a 1ª mesa, cantamos todos o Hino Nacional e tivemos a apresentação cultural de Labelle Beauty.

Na 1ª mesa, composta pelo Prof. Dr. Alexsandro Rodrigues (UFES), Carlos Magno (ABLGBT) e Profª. Drª. Cláudia Maria Ribeiro (Universidade de Lavras) falou-se sobre Sexualidade Infantil, Direitos Humanos LGBT e Diversidade Sexual nas Redes de Proteção, respectivamente.

Em seguida foi composta a 2ª mesa, com a profª Drª Jane Felipe de Souza e com a juíza Ivone Vila Nova, que acordou a todos no final da manhã de palestras.

Após o almoço, mais um show com a Gizelly Sumer e a formação da 3ª mesa, composta pelo Prof. Luiz Cláudio Kleaim (PLUR@AL) e a Profª Fátima Aparecida da Silva (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

As 3 primeiras mesas foram de palestrantes que expuseram seus trabalhos em 30 minutos com direita a perguntas dos seminaristas.

As duas últimas mesas foram formadas por movimentos LGBT do ES, a saber: Durvalina Maria Sesari Oliosa (Gerência de Políticas de Direitos Humanos), Vanilly Borghi (GOLD-Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade), Deborah Sabará (travesti e porta bandeira da Imperatriz do Forte São João), Pastora Eliana Ferreira Vilela (Igreja da Comunidade Metropolitana) , Bruno Kimai (Imprensa LGBT Espírito Santo), Antônio Lopes de Souza Neto (Coordenação do Curso Gênero e Diversidade na Escola), Gean Carlos Nunes de Jesus (Fórum Municipal LGBT de Serra), Cleber Teixeira (Fórum Estadual em Defesa dos Direitos LGBT), Ariane Meireles (Santa Sapataria – Lésbicas e Bissexuais do ES) e Henrique José Alves Rodrigues (PLUR@L – Grupo de Diversidade Sexual).

Como podem notar, são muiiiiiiitas coisas para serem comentadas! Amei o evento e parabenizo o SINDIUPES pela iniciativa. A Educação Brasileira precisa de mais eventos assim.

Depois volto e comento com mais detalhes as participações mais interessantes.

Mas deixo, abaixo, o vídeo do GUDDS, apresentado no início do evento.


O que esperar de "Como esquecer"?


Já falamos sobre esse filme por aqui e os produtores gostariam de saber: O que vocês esperam do filme? Quais suas espectativas?
Ana Paula Arósio no papel de uma professora lésbica sofrendo de amor (me identifiquei com isso...)
Estou esperando um filme leve e sem muita polêmica, apesar de esse papel estar sendo considerado o mais polêmico da atriz. Mas estou ansiosa para assistir!

Confira algumas fotos do filme, que estréia em outubro.
Ah! E não deixe de responder para os produtores o que vocês esperam do filme aqui.

Minhas próximas férias: PORTUGAL


É... Acho que vou pra NY nada! Portugal está me saindo bem mais interessante. Argentina também seria um bom local (amo Buenos Aires!), mas ainda não falaram nada tão interessante como essa notícia. Não é preciso ser português ou ter cidadania para casar-se em Portugal.
Pega o(a) namorado(a), arruma a papelada e bora casar!
Mas, é claro que ao chegar no Brasil, dá-lhe briga para conseguir fazer com que a união seja válida por aqui. Mas, aos mais corajosos, vale a pena tentar!

Fonte: Opera Mundi

Agora é possível que casais formados por dois estrangeiros do mesmo sexo se casem em Portugal, apenas apresentando passaporte e certidão de nascimento. Um despacho do IRN (Instituto dos Registos e do Notariado, órgão de registro civil no país) divulgado este mês determina que as conservatórias – equivalentes aos cartórios brasileiros – realizem o casamento mesmo que os dois (ou um dos dois) noivos sejam de um país onde a união entre pessoas do mesmo sexo não é reconhecida, como é caso do Brasil.

Até quem estiver no país apenas de passagem pode realizar a união, explica o advogado Miguel Reis, que está terminando um livro sobre o casamento gay no país. “Os turistas podem casar em Portugal, desde que organizem previamente um processo preliminar de casamento”, diz.

Segundo Reis, a lei não impede o casamento de estrangeiros em Portugal nem faz exigências específicas em relação a ele. “Pode casar-se em Portugal quem estiver em Portugal. O casamento não depende de visto”, afirma em entrevista por e-mail ao Opera Mundi. A Linha Registos (serviço de orientação telefônica do IRN) informa o mesmo.

O Ministério da Justiça de Portugal não se manifestou até o horário da publicação da reportagem. Segundo o vice-cônsul Ernando Neves, turistas não podem se casar no Consulado do Brasil em Lisboa. O órgão exige um atestado de residência emitido pela Junta de Freguesia – espécie de subprefeitura –, o que impede quem está de passagem de casar ali. Neves não comentou, porém, sobre a possibilidade da celebração ocorrer nas conservatórias, pois escapa à alçada do consulado.

O vice-cônsul também afirma que a união gay não terá validade no Brasil. “Os casamentos entre parceiros do mesmo sexo realizados em Portugal não têm validade (transcrição) para o Brasil, uma vez que a lei brasileira ainda não reconhece esse tipo de união civil”, argumenta.

Para Reis, entretanto, o Brasil “haverá de reconhecer os casamentos entre pessoas do mesmo sexo celebrados no estrangeiro, contanto que não morem no Brasil”. O argumento é que a Constituição brasileira não faz referência ao sexo dos noivos nem menciona que tenham de ser diferentes. A reportagem do Opera Mundi perguntou ao Ministério da Justiça brasileiro se esse reconhecimento seria possível, mas não obteve resposta.

Anyone but Me - 3ª Temporada




Como prometido, novidades sobre a terceira temporada de Anyone but Me.

Como nem tudo é perfeito, para que continuemos a disfrutar dessa maravilhosa série, a produção precisa de dinheiro para continuar com novas temporadas, já que se trata de uma produção independente.

Bem, com esse propósito, as produtoras da série, Susan Miller e Tina Cesa Ward, criaram o Anyone But Me Web-a-Thon. Serão dias de programação grátis no site da série (27 a 29 de julho) a partir das 16 hs (em torno de 18 hs horário de Brasília). A mostra vai sediar uma unidade de financiamento total para a terceira temporada da série.

A programação contará com novos vídeos como "As Mulheres da ABM," e um "ABM Walking Tour , além de reveladoras entrevistas com os atores. Haverá leilões do eBay e os participantes poderão ganhar também uma chamada via Skype para ver e ouvir o elenco em leituras dos scripts, bem como um almoço com os criadores e outros itens (esse último prêmio vai ser mais difícil para nós, brasileiro, ganharmos...).

O objetivo é angariar entre 100.000 e 120.000 dólares de fundos. "Mas mesmo se somente levantarmos uma boa parte desta quantia", diz Miller, "nós acreditamos que vai tornar muito mais fácil encontrar patrocínio ou financiamento para compensar a diferença."

Bem, aos fãs da série, convido todos a participarem dessa Web-a-thon para que possamos ter, o mais breve possível, a terceira temporada de Anyone But Me on line.

Para mais informações, clique aqui.

Norma Morandini


Discurso de Senadora argentina a favor do casamento gay no país, cuja lei foi aprovada esse mês (julho) após 14 horas de discussão por 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções.

“O que nos define é a nossa humanidade, e que corre contra a humanidade é a intolerância” - Norma Morandini.

Precisamos eleger pessoas com esse perfil para mudar a história de nosso país.

A visão Anglicana da homossexualidade

Entrevista do Reverendo Aldo Quintão no Jô Soares. Um pouco antiga, 10 de Junho de 2009. Uma visão bem diferente da católica sobre a homossexualidade. Adiante até -22:00, mas vale a pena assistir toda a entrevista.

Algumas sugestões...

Nada para postar decidi falar sobre alguns sites e blogs que acompanho.



Um deles é o Nossas Várias Histórias. Não há um único colunista. Os colunistas são os próprios leitores que enviam suas histórias e reflexões sobre ser homossexual.

As histórias são surpreendentes e fazem a gente refletir sobre a gente mesmo, sobre tudo o que ocorre conosco. Me vejo em diversos dos depoimentos. Depoimentos de sofrimento, de alegria, de libertação, de dor...

Um dia arrumo tempo e envio a minha história, tão logo ela se defina.


Outra sugestão é o Diversidade Católica, um grupo de leigos católicos formado em 2006, no Rio de Janeiro, que compreende ser possível viver duas identidades aparentemente antagônicas: ser católico e ser gay.

Nele há artigos diversos sobre o tema religião x homossexualidade, depoimentos etc.

Debate On Line Cancelado!

Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! decidiram na noite desta quinta-feira (22) cancelar a realização do 1º Debate On-Line Presidenciáveis 2010, que seria realizado na próxima segunda-feira (26), às 15h.

A candidata Dilma recusou oficialmente o convite na terça-feira (20) e hoje, no início da noite, depois de ter confirmado presença formalmente, a coordenação de comunicação da campanha do candidato Serra informou à organização do evento de que ele não participaria mais por problema de agenda. A candidata Marina Silva havia confirmado sua presença.

Sabatinando Dilma


Dilma está sendo sabatinada agora pela Record na Web. O programa será apresentado hoje à noite na TV (22:00 hs).
Questionada sobre União Civil x Casamento homossexual, a candidata ressaltou que é favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Já sobre o casamento, afirmou que se trata de um tema relacionado à religião. Perguntada sobre a hipótese de ser madrinha de um casal de amigos, evitou responder. Disse que este é um ponto "que não está em questão".

É Dilma!! Difícil agradar a gregos e troianos, não é?

"IBGE ... SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !"


Mensagem recebida da lista de discussão Leslist:

Pela primeira vez em todo o Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contabilizar casais homossexuais no Censo Demográfico 2010. A proposta do instituto é trazer informações atualizadas de acordo com as mudanças da sociedade brasileira nos últimos anos.

“No passado nós só perguntávamos se eram cônjuges. Hoje nós abrimos para cônjuge do mesmo sexo e cônjuge de sexo diferente”, explica o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

Só vão ser contabilizados os casais homossexuais que declararem, no questionário de perguntas, que moram no mesmo domicílio em união estável. O IBGE já utilizou questionários com questões sobre a união estável homossexual em alguns municípios, mas esta será a primeira vez que a pesquisa envolve todas as cidades brasileiras.

Mas para o coordenador técnico do censo do IBGE, Marco Antônio Alexandre, a mudança não foi feita com o objetivo de revelar o percentual homossexual da população brasileira, até porque nem todos vivem em união estável.

O Instituto vai visitar 58 milhões de domicílios em 5.565 municípios. “Quando os(as) recenseadores(as) baterem em sua porta e você for “casado(a)” com uma pessoa do mesmo sexo, diga que é. É importante que nós ativistas e governo tenhamos dados concretos para construirmos políticas públicas”, disse Toni Reis, presidente da ABGLT.

A Contagem da População pelo IBGE em 2007, realizada em cidades pequenas, identificou, pela primeira vez, 17.560 pessoas que declararam ter companheiros do mesmo sexo. Desse total, 9.586 homens se declararam cônjuges de companheiros do mesmo sexo, o mesmo ocorrendo em relação a 7.974 mulheres.

Cinema Nacional


Acho que já falei sobre ele por aqui, mas vamos atualizar, né?

Baseado em livro de Miriam Campello, conta a história de Júlia (Ana Paula Arósio), professora abandonada pela namorada depois de mais de 10 anos de relação.

Ela vai morar com Hugo (Murilo Rosa), seu amigo gay, em Pedra de Guaratiba, Rio, onde também mora Lisa (Natália Lage) e eles formarão uma espécie de ‘nova família’. Júlia despertará o interesse da aluna, Carmen (Bianca Comparato). Mas será Helena (Arieta Correia) quem mexerá com ela.

Fonte: O Dia
Blog do filme

Making of logo abaixo.

Debate On Line


Dia 26 de julho, a partir das 15h e será transmitido via internet um debate on line entre os candidatos à Presidência da República. Serra e Marina já confirmaram (a Dilma parece ter medo de câmeras e não participará).
As perguntas poderão ser enviadas por todos nós via Facebook, Twitter ou pelo próprio site do Terra.
Que tal participarmos com uma enxurrada de perguntas sobre os temas mais polêmicos relacionados às lutas LGBT?
Fica a dica. Já mandei minhas perguntas!
Para saber como participar acesse o site.

Se Crepúsculo tivesse sido feito para homens...

Tudo bem, mostra como os homens ADORAM lésbicas da sua maneira nojenta e desinformada, mas é muito engraçado pensar em como seria se Crepúsculo fosse assim. Se já é um sucesso, conheço gente que odeia a série, mas desse jeito até que iria assistir. rs

Sim, eu aceito!



Fonte: Central de Notícias Gays

Esse é o nome da campanha criada pela Associação Cultural MixBrasil que convidou personalidades, artistas e formadores de opinião para participar de uma campanha em apoio a livre expressão do amor e o direito universal ao casamento.

A campanha já teve a adesão dos apresentadores Astrid Fontenelle e Cazé Peçanha, que posaram para as fotos segurando uma placa com os dizeres “Sim, eu aceito”. “É muito importante mostrar para a sociedade que pessoas reconhecidas por eles como exemplos em suas áreas apoiam a causa”, conta André Fischer. Já estão marcadas sessões de fotos com outras personalidades como Regina Casé que, em breve, também emprestará sua imagen a esta causa.

Acredito firmemente no direito universal das pessoas firmarem seus compromissos de amor. As relações de uma vida têm direitos adquiridos e que precisam ser preservados. Se em uma sociedade comercial os direitos são preservados, em uma relação de amor também tem que ser assim. Simples assim!”, disse Astrid Fontenelle quando perguntada o que a levou aceitar o convite para a campanha.

As duas primeiras peças já estão sendo veiculadas, de forma voluntária, pela Revista Júnior e estão disponíveis para outros veículos de imprensa que tenham interesse. “É muito importante que os mais diversos veículos de imprensa veiculassem estas peças”, finaliza Fischer.

Argentina é "exemplo danoso", diz deputado brasileiro autor de projeto anti casamento gay


Novamente, respaldados em "verdades" Bíblicas, políticos brasileiros tentam cercear nossos direitos.
Quando se fará valer a laicidade de nosso Governo?

Fonte: Noticias UOL

O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (15) o reconhecimento do matrimônio civil de casais homossexuais, em uma medida que foi qualificada pelo deputado Paes de Lira (PTC-SP) como “um exemplo danoso” para a região.

“Não tenho dúvida de que essa decisão dará força a grupos de pressão no Brasil, grupos que já são recebidos no Congresso com uma pompa desproporcional, grupos absolutamente minoritários”, afirmou o deputado, em entrevista ao UOL Notícias. “É um exemplo danoso, muito próximo de nós.”

Paes de Lira é coautor de um projeto que pede a alteração do Código Civil, com o objetivo de tornar explícito que “nenhuma relação entre pessoas do mesmo sexo pode equiparar-se ao casamento ou a entidade familiar”. O projeto de lei 5167, em tramitação na Câmara, foi apresentado em 2009 por Lira e pelo deputado Capitão Assumção (PSB-ES).

“A Constituição do Brasil é muito clara: o casamento é a união entre mulher e homem, a família origina-se dessa união”, afirmou o deputado Lira. “Os modos alternativos são uma realidade com as qual temos que conviver, mas essa realidade não encontra respaldo nos fundamentos cristão de um país como Brasil ou mesmo Argentina”.

Para o deputado, a decisão do Senado do país vizinho é “surpreendente”. “Infelizmente os parlamentares optaram por essa linha, depois da pressão de grupos minoritários muito organizados, muito barulhentos, com financiamento internacional”, afirma Lira, ex-comandante do 3º Batalhão de Choque e do Policiamento Metropolitano da Capital.

“Tenho confiança que uma legislação assim no Brasil não passa. Eu faço parte dos que vão impedir isso de todas as formas. É inconstitucional”, argumenta Lira. “O casamento existe para perpetuação da espécie humana; até por percalços naturais, não há perpetuação com pessoas do mesmo sexo”.

O deputado acrescenta que nenhuma forma de união civil deveria ser admitida, tampouco a possibilidade de adoção por parte de casais gays. “Adoção deve ser feita por uma família, e não por um simulacro de família”, afirma.

O coronel da reserva da Polícia Militar Jairo Paes de Lira, que em 2006 recebeu cerca de 7 mil votos, ocupa na Câmara a cadeira que foi de Clodovil Hernandes, que recebeu 494 mil.

Após a morte do estilista, no ano passado, a Justiça decidiu que a vaga deveria ser ocupada por um suplente do PTC, partido pelo qual Clodovil assumiu o cargo. Atualmente o projeto de Lira tramita junto a um projeto de Clodovil, que propunha reconhecer a união homoafetiva.

“Irreversível”

A reforma aprovada hoje na Argentina substitui as palavras “homem e mulher” da versão atual da legislação por “cônjuges” e “contraentes”, o que torna indistinto perante a lei a orientação sexual do casal que contrai matrimônio.

Após 14 horas de debate, o projeto foi aprovado com 33 votos a favor, 27 votos contra e três abstenções. A medida segue agora para assinatura da presidente Cristina Kirchner, último passo para que a Argentina se torne o primeiro país na América do Sul e o décimo no mundo a reconhecer o matrimônio gay.

A medida foi muito comemorada por ativistas brasileiros, e demonstra que o movimento de conquistas de direitos para os homossexuais é “irreversível”, segundo a desembargadora aposentada do Tribunal Justiça do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias, uma das pioneiras na defesa dos direitos homossexuais no país.

“A decisão argentina em aprovar uma lei que regulamenta o casamento entre pessoas do mesmo sexo bota em cheque o legislativo do Brasil e mostra que o movimento é irreversível”, afirmou a especialista ao UOL Notícias.

“Na sociedade argentina nada deve mudar. A família não vai acabar e tudo vai continuar igual. O país mostrou que venceu preconceitos”, explica.

Phamela Godoy, vice-presidente da ONG Visibilidade LGBT, também vê descompasso do Brasil nesse tema. “Esse debate na Argentina mostra que enquanto o Brasil avança em outras questões, ainda está muito atrasado no tema da união homoafetiva”.

Para Godoy, a principal razão para isso seria a força da religião no país. “Por mais que o Brasil seja um estado laico, ele está preso a questões religiosas, porque algumas frentes colocam uma questão privada, que é a fé, acima dos direitos de uma população.”

Legislação atual

O Brasil não reconhece nem o matrimônio, nem a união civil de casais homossexuais. Na falta de legislação pertinente, o casal homoafetivo pode recorrer a uma brecha no Código Civil brasileiro para formalizar a união como uma “sociedade de fato”, nos termos de uma sociedade comercial, seguindo o artigo 981.

No âmbito do poder legislativo, o projeto mais recente sobre a união gay foi encaminhado em 2009 por um conjunto de deputados liderados por José Genoíno (PT-SP) e ainda tramita na Câmara. A proposta é estender aos casais homossexuais o mesmos direitos e deveres da união civil, mas afirma explicitamente que o casamento continuaria vetado.

A possibilidade de união civil poderia chegar também a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que deve examinar uma série de ações nas quais se argumenta que negar o direito de união aos gays viola os princípios constitucionais de igualdade.

Sem a instituição civil do casamento, pelo menos 78 direitos civis expressamente garantidos aos heterossexuais na legislação brasileira ficam negados aos homossexuais, segundo análise do advogado Carlos Alexandre Neves Lima, Conselheiro Político do Grupo Arco-Íris (RJ). Fica excluída, por exemplo, a proteção legal em temas como posses comuns, direitos de família e direitos de representação.

Seminário: Educação e Diversidade Sexual


Não adianta só ficar discutindo e reclamando. Temos que tentar mudar a situação. Para o pessoal do Espírito Santo,que tal participar desse evento?
Apesar de ser uma data complicada para mim, irei me inscrever e tentarei dar um jeito de comparecer.
Como educadora é de grande importância adquirir conhecimento que possa ajudar a mudar nossa realidade nos bancos escolares e a mudar cabecinhas que serão as cabeças pensantes de amanhã.

Marina Silva assume ser contra o casamento gay


Fonte: JC OnLine

Acho que já decidi em quem eu NÃO voto.


Para a presidenciável Marina Silva, do PV, casamento é algo apenas para heterossexuais. O comentário tirou a candidata de cima do muro em relação ao casamento gay e direitos LGBT. Em entrevista ao portal UOL, Marina disse que "não tem uma posição favorável à união de pessoas do mesmo sexo", disse.

Segundo ela, o casamento é uma instituição para pessoas de sexos diferentes. "[O casamento] existe há milhares de anos, não tenho uma posição favorável".

A candidata afirmou que "essas pessoas tem todo do direito de defender suas bandeiras", em relação à militância dos homossexuais.

Dias atrás, o historiador e ativista Marcelo Cerqueira, do Grupo Gay da Bahia, anunciou que deixará o PV por não concordar com as opiniões de Marina em relação aos gays e também o aborto. Ele, que militava pelos verdes há 10 anos, ingressará o PT.

Saiu chamando Marina de "dissimulada" e criticou o partido por querer se tornar uma "direita reacionária".

Projeto que proíbe adoção de crianças por casais homossexuais em votação


Pois é... Mais uma vez na contramão da humanidade, os políticos brasileiros votam um projeto de lei que proíbe a adoção de crianças por casais homossexuais.
O gênio criador de tal insanidade: Deputado Zequinha Marinho, dito educador, cujos interesses são "Jesus, Política e Educação", que tem como música favorita "Qualquer música gospel tradicional que louve Jesus" e como livro preferido "A Bíblia".
Por que as pessoas não aprendem a dissociar política de religião?
Nosso país é laico, mas não temos visto isso ultimamente. Uma leva de políticos religiosos estão na contra mão da história, indo contra muitos avanços conseguidos na área social. Eles querem tirar direitos de quem não se adequa a sua "verdade".

Para quem quiser ler esse projeto (leia-se, insanidade) na íntegra, basta baixá-lo aqui.

Ótimas são as justificativas para o crime cometido pelo Deputado (e candidato!).

1) "Tais '“casais'” por assim dizer -- não constituem uma família,
instituição que pode apenas ser constituída por um homem e uma mulher unidos pelo
matrimônio ou pela estabilidade de sua união"

Mais usa-se como justificativa algo que tem mudado nos últimos anos. A palavra casal não precisa se referir somente a homem e mulher. Se quiser usar outro nome, use, mas continuará sendo uma família.

2) "A adoção por casais homossexuais exporá a criança a sérios
constrangimentos."

Não será a adoção que gerará constrangimentos e sim a sociedade hipócrita da qual fazemos parte. São os adultos preconceituosos que perpetuam esse preconceito por meio da educação de nossas crianças.

3) "A educação e a formação de crianças e adolescentes deve ser processada em ambiente adequado e favorável ao seu bom desenvolvimento intelectual, psicológico, moral e espiritual."
Que tipo de lar é esse? O que ensina que o diferente é errado e deve ser combatido, reprimido e eliminado?

4) "Creio, portanto, que devemos seguir o exemplo de países
como a Ucrânia, que recentemente tornou explícita a proibição de que estamos a tratar.

Realmente, a Ucrânia é um país com exemplos a serem seguidos. Num próximo projeto o digníssimo deputado estará citando como exemplo a ser seguido o Irã!

Bem, esse é mais um candidato das eleições 2010. Cabe a nós mantê-lo ou não na política brasileira para perpetuar essa mentalidade mesquinha e retrógrada para nosso país.

Dilma e os evangélicos


Dilma encontra-se atrás de Serra entre os evangélicos. Por essa razão, decidiu "contratar" um coordenador de campanha junto aos evangélicos, o pastor Manoel Ferreira.
Abaixo, artigo publicado sobre o assunto no Radar On-Line.
Ainda sem confirmação dessa notícia, mas vale a pena ficarmos de olho. Tudo pelo voto?

Para ser o coordenador da campanha de Dilma Rousseff junto aos evangélicos, o pastor Manoel Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil, fez exigências que devem causar algum rebuliço entre os militantes históricos do PT. Da conversa que teve há duas semanas com Dilma, Ferreira saiu com uma promessa: se vencer a eleição, ela não tomará iniciativas que afetem temas caros aos evangélicos, como legalização do aborto, regulamentação da prostituição, retirada de símbolos religiosos de locais públicos e a união estável entre homossexuais. Dilma aceitou a proposta do pastor para que esses temas só sejam discutidos no Congresso por iniciativa dos próprios parlamentares, nunca do Executivo. Satisfeito, o pastor prometeu abrir caminho para Dilma transitar com desenvoltura entre os 25% de eleitores evangélicos.

As crianças estão bem


Postei em janeiro desse ano a notícia sobre um filme onde Julianne Moore e Annette Bening fazem um casal de lésbicas que tem dois filhos adolescente, Joni e Laser, que foram concebidos através de inseminação artificial através de um doador anônimo.
Bem, a novidade é que já há data de lançamento para o mesmo no Brasil: 20 de agosto de 2010.
Espero que passe logo por aqui.
Assistam ao trailer e vejam o que nos espera!

And then came Lola


Acabo de assistir e ADOREI. Linguagem diferente, estória interessante, mulheres interessantes. Filme que vale a pena ser assistido.
Simplesmente DELICIOSO.
Confiram em Elas e Elas Filmes.
PS: Na verdade, acho que o que me atraiu nesse filme foi uma certa semelhança com meu (ex-atual-sei lá) relacionamento. Vivo correndo para apagar os incêndios e deixar ela dentro dos prazos. Acabo me f... como a Lola na maior parte do tempo.
Só espero que nosso final seja parecido...

Semana da Diversidade Sexual


Essa semana a GNT exibe programação especial sobre diversidade sexual.
Serão filmes, documentários e entrevistas sobre o tema.
Quem tem assinatura do canal, prestigie, grave e disponibilize aos pobres coitados que somente têm a TV aberta (como eu! rs)

Programação:

Marília Gabriela Entrevista: Dr. Klecius Borges
Domingo, 4 de julho, às 22h
Horários alternativos: na madrugada de domingo para segunda, às 3h30; terça, às 22h30; na madrugada de terça para quarta, às 5h, quarta às 10h30 e às 14h, sábado, às 14h.

Jerusalém: As Fronteiras do Preconceito
Quarta, dia 7, às 21h

Sou Gay, E Daí?
Quarta, dia 7, à 0h

Passaporte Para a Igualdade
Na madrugada de sábado para domingo, dia 11, à 1h30

O Novo Mundo
No ar domingo, dia 11, às 19h
Horários alternativos: sábado, dia 17, às 16h, e domingo, dia 18, às 8h30.

Mundo Árabe: Além do Talibã
Domingo, dia 11, à 0h30

Além desses filmes e documentários inéditos o canal reapresentará ainda os documentários “Porque a Bíblia me Diz Assim” e “Mulheres que Amam Homens Gays” na segunda, dia 5. Na terça, dia 6, é a vez de “Hijras: o Terceiro Sexo”, “Como Ellen Degeneres saiu do armário” e “Um Amor na Trincheira”. “O Chá de Panela de April” e “Um Amor Inesperado” serão exibidos na quarta, dia 7. Na quinta, dia 8, o GNT reapresenta “Um Inglês em Nova York”, “Uma Família Moderna”, “101 Garotos de Aluguel”, “O Garoto do Pôster” e o primeiro episódio da série “Entre Elas”. As produções “Visita Inesperada”, “Papai e Papai” e “As Filhas de Chiquita” passam na sexta, dia 9. No sábado, dia 10, o canal mostra ainda o documentário “Passaporte para a Igualdade”.

Fonte: GNT

Shiloh, filha de Jolie


Todos já devem ter ouvido falar da polêmica sobre o comentário de Angelina Jolie sobre sua filham Shiloh, em entrevista à revista Vantity Fair, que gosta de usar tudo que seja de garoto e ser chamada de John.
O Portal Terra publicou artigo interessante com especialistas analisando o comportamento apresentado pela pequena.

Esta semana, um comentário polêmico da atriz Angelina Jolie deixou uma interrogação na cabeça de pais do mundo inteiro. Mãe de seis filhos, entre eles três adotivos e três biológicos, a mulher de Brad Pitt disse, em entrevista à revista americana Vanity Fair , que uma de suas filhas, Shiloh, de 4 anos, "quer ser um menino". "Então, nós cortamos o cabelo dela curtinho. Ela gosta de usar tudo que seja de garoto. Ela pensa que é um dos irmãos", complementou a atriz, bissexual assumida. No fim da semana, em entrevista ao jornal carioca "O Globo", ela reafirmou o comportamento da filha.

A atitude da atriz acabou levantando a questão: será que é possível uma criança demonstrar uma tendência homossexual tão precocemente? O consenso é de que, a princípio, as preferências de Shiloh pelo universo dos meninos não significam absolutamente nada. Segundo a psicóloga Adriana Nunan, crianças nessa idade gostam de experimentar tudo. "Da mesma forma que há as que brincam de casinha, de ser astronauta ou bombeiro, existem outras que gostam de se vestir de menino ou menina. São mecanismos que a criança cria para lidar com o mundo", explica ela, que ainda assim aconselha: "Só é preciso estar atento se o comportamento começar a aumentar e a persistir. Nesse caso, seria bom procurar um psicólogo infantil especializado em sexualidade para descobrir o que está acontecendo".

Para a psicanalista Ângela Vilela, membro titular da Formação Freudiana, a atitude tomada pelo casal hollywoodiano é a mais aconselhável: deixar a criança à vontade para fazer o que considerar melhor, dentro do limite, é claro, do apropriado. Apesar disso, ela pondera que a decisão da Angelina de cortar os cabelos da filha pode representar uma projeção pessoal e não uma vontade da criança. "Se a Shiloh apresenta identificações mais fortes com a figura masculina, imagino, pelo universo em que vivem, que seus pais não se prendam às determinações que vêm da cultura e da sociedade. Parecem ter feito a escolha de dar à criança a chance de expressar o que ela supõe ser".

O passado e a história de vida paternos também podem influenciar as decisões dos filhos, segundo Ângela. "É sabido que a Angelina teve uma infância difícil e nenhuma criança escapa do inconsciente e dos desdobramentos da história de seus pais sobre elas. A forma como os pais lidam com a sexualidade dos filhos tem a ver com a própria sexualidade deles. Isso, é claro, afeta o imaginário e as fantasias que a criança tem de si mesma", observa.

Sobre o fato de Angelina ser declaradamente bissexual, as especialistas concordam: não há influência na opção sexual dos herdeiros. "Hoje em dia se acredita que a homossexualidade tenha uma razão biológica. E ela é irreversível. Não adianta reprimir, bater, obrigar. A maioria dos gays nasce de pais heterossexuais, então não há indícios de correlação entre pais e filhos homossexuais. No caso de pais gays, a criança vai ter mais abertura para experimentações, para fazer, de repente, coisas que heteros têm vontade, mas não tem coragem", diz Adriana Nunan.

Para Ângela, no entanto, a opção sexual é delineada pelo que Freud chama de "séries complementares": fatores genéticos, influências do meio ambiente e da cultura em que estão inseridas. "Segundo a teoria freudiana, desde que nasce, a criança passa por várias fases de desenvolvimento sexual, e os recalcamentos, mistérios, experiências e acidentes que vão delineando esse percurso contribuirão para que ela, mais tarde, faça sua opção sexual. De preferência, sem enquadramentos no que se convenciona chamar de normalidade", ressalta.

A psicóloga Adriana reforça que o comportamento de Shiloh não é motivo para pânico. Isto porque uma criança de quatro anos não tem consciência sexual, ela está somente experimentando e se conhecendo. Ângela faz coro com a profissional e diz que uma criança ter dúvida sobre algo que ela nem sequer conhece é muito difícil: "A criança não tem como ficar em dúvida sobre o próprio sexo, porque ela só vai ter o instinto da sexualidade mais tarde. Ela pode falar que prefere ser menino porque gosta mais de jogar bola, mas isso não vai indicar necessariamente uma homossexualidade. Existem meninas que odeiam brincar de boneca e nem por isso se tornaram homossexuais".

A situação tem solução? Ângela Vilela responde: "Sim: esperar e aceitar. A melhor coisa que os pais podem fazer quando surgem esses questionamentos é procurar um psicólogo, mais para eles do que para a criança. Eles precisam de uma orientação, saber lidar com esses sentimentos ambíguos em relação a isso e lidar até com o medo de que o filho opte por outro sexo. Existem muitas questões envolvidas, ainda mais quando há certo conservadorismo. Mas o segredo é deixar a criança à vontade. Não adianta reprimir porque isso vai gerar um constrangimento que pode atingir a própria personalidade dela no futuro. Tem que deixar fluir e ver o que acontece com o tempo", aconselha.