O casamento gay e os candidatos - Parte 2


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse em entrevista no programa Roda Viva, que é favorável à união civil de pessoas do mesmo. "Sou a favor da união civil. Acho que a questão do casamento é religiosa. Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria sobre o que uma religião deve ou não fazer. Temos que respeitar". "Direitos civis básicos, direito à herança e a receber a aposentadoria do parceiro, são direitos civis e devem ser reconhecidos de forma civil."

A polêmica continua a girar em torno da palavra CASAMENTO, ainda vista como muitos somente como um sacramento. Os políticos e muitos cidadãoes esquecem-se que o casamento civil nada tem a ver com o casamento religioso.

O casamento civil é um contrato entre o estado e duas pessoas tradicionalmente com o objetivo de constituir família. Já o casamento religioso ou "matrimônio religioso" é uma celebração em que se estabelece o vínculo matrimonial segundo as regras de uma determinada religião ou confissão religiosa. O casamento religioso submete-se tão somente às regras da respectiva religião e não depende, segundo a religião em que se celebra, do seu reconhecimento pelo Estado ou pela lei civil para ser válido.

A luta do movimento LGBT é pelo casamento civil, não pelo casamento religioso. As religiões mais conservadoras podem não saber, mas o casamento religioso homoafetivo já é celebrado por algumas religiões ditas inclusivas e os diretos pelos quais lutam esses movimentos não irá obrigar nenhuma religião a celebrar o casamento religioso homoafetivo.

O candidato José Serra, em sabatina da Folha de São Paulo, também apresentou ser favorável tanto à união civil homoafetiva quanto à adoção por casais homossexuais e deixa claro que o Governo não deve legislar sobre o casamento religioso.

José Serra já postou em seu Twitter : "Sempre defendi o direito à diversidade".

Nenhum comentário:

Postar um comentário