O casamento gay e os candidatos - Parte 3



Posto abaixo, mensagem recebida pela lista Leslist. O texto é de autoria de Carlos Alexandre (não postou o sobrenome).

O texto pode ser considerado um complemento da minha postagem anterior sobre casamento religioso x casamento civil e a posição dos candidatos à Presidência.

E gravíssimo o que os candidatos a Presidência estão fazendo. A legislação civil está sendo PROPOSITALMENTE rasgada por eles.

Começou com a Marina Silva e os demais seguiram o rastro COVARDE. Afirmar que casamento diz respeito a religião é má-fé grosseira!

Pouco importa se estamos defendendo ou não o casamento civil. A gravidade está no processo de massificação desta leviana e proposital informação dos candidatos a população brasileira.

Sem essa de equipará-los a heterossexuais que não sabem direito diferenciar o que é casamento, união estável ou homoafetiva e união civil ou mesmo que desconhecem o que está previsto na Constituição Federal e Código Civil. Francamente, existe TODO UM APARATO atrás de cada candidato e imagina se temas ditos 'polêmicos' serão respondidos sem o devido lastro político e jurídico!!! Ridículo!!! Não estamos falando do vereador Zé das Couves dos cantões perdidos dessa vida. São candidatos a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, com partidos políticos estruturados!

Lamentável que jornalistas não questionem sobre o casamento civil, previsto em nossa legislação, quando os candidatos tem a pachola de afirmarem que casamento se trata de algo religioso.

E também quero lembrar aos colegas que uma distinção básica não pode ser esquecida ao comentarem sobre pacto, união civil e estável, casamento etc. A principal distinção está no RECONHECIMENTO QUE AS UNIÕES HOMOSSEXUAIS SÃO ENTIDADES FAMILIARES. Constituímos uma família e essa questão não pode passar batida. Não queremos apenas bens, queremos também sermos reconhecidos como entidades familiares. Está pergunta não pode faltar, diante da má-fé e acovardamento dos candidatos, que tentam a aparência do politicamente corretos, reconhecendo algum direito patrimonial aos LGBTs, mas fazem o desserviço de apregoar que casamento é algo religioso, firmando para população brasileira uma mentira que adiante poderá se tornar uma verdade inquebrantável.

A noção que tais candidatos sustentam parece passar longe do reconhecimento que também constituímos uma família.

Carlos Alexandre

O casamento gay e os candidatos - Parte 2


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse em entrevista no programa Roda Viva, que é favorável à união civil de pessoas do mesmo. "Sou a favor da união civil. Acho que a questão do casamento é religiosa. Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria sobre o que uma religião deve ou não fazer. Temos que respeitar". "Direitos civis básicos, direito à herança e a receber a aposentadoria do parceiro, são direitos civis e devem ser reconhecidos de forma civil."

A polêmica continua a girar em torno da palavra CASAMENTO, ainda vista como muitos somente como um sacramento. Os políticos e muitos cidadãoes esquecem-se que o casamento civil nada tem a ver com o casamento religioso.

O casamento civil é um contrato entre o estado e duas pessoas tradicionalmente com o objetivo de constituir família. Já o casamento religioso ou "matrimônio religioso" é uma celebração em que se estabelece o vínculo matrimonial segundo as regras de uma determinada religião ou confissão religiosa. O casamento religioso submete-se tão somente às regras da respectiva religião e não depende, segundo a religião em que se celebra, do seu reconhecimento pelo Estado ou pela lei civil para ser válido.

A luta do movimento LGBT é pelo casamento civil, não pelo casamento religioso. As religiões mais conservadoras podem não saber, mas o casamento religioso homoafetivo já é celebrado por algumas religiões ditas inclusivas e os diretos pelos quais lutam esses movimentos não irá obrigar nenhuma religião a celebrar o casamento religioso homoafetivo.

O candidato José Serra, em sabatina da Folha de São Paulo, também apresentou ser favorável tanto à união civil homoafetiva quanto à adoção por casais homossexuais e deixa claro que o Governo não deve legislar sobre o casamento religioso.

José Serra já postou em seu Twitter : "Sempre defendi o direito à diversidade".

Argentina: Igreja pede plebiscito sobre casamento gay


Fonte: A Gazeta

O Monsenhor Antonio Marino, bispo auxiliar da cidade de La Plata, anunciou que a Igreja Católica propõe a realização de um plebiscito para que a população argentina decida se concorda ou não com a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segundo a cúpula da Igreja, que opõe-se categoricamente à lei, a modalidade de um plebiscito para definir a eventual aprovação ou rejeição ao projeto de casamento homossexual constituiria “uma via mais razoável” do que seu atual debate no Parlamento.

Monsenhor Marino sustenta que diversos parlamentares estão sendo pressionados para aprovar a lei. Segundo o bispo, senadores que concordam com a Igreja Católica confessaram ao clérigo que estão apoiando oficialmente a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo por aquilo que denominou de “realismo político”.

Enquanto isso, militantes de organizações católicas pretendem pressionar os senadores por conta própria com a convocação de uma marcha de protesto. A manifestação está marcada para o dia 13 de julho, véspera da votação do projeto de lei no Senado.

A lei, que esteve engavetada durante meses no Parlamento – e que foi aprovada recentemente na Câmara de Deputados – provocou divisões dentro das fileiras do governo da presidente Cristina Kirchner e nos próprios partidos da oposição. Nas últimas semanas, grupos de atores e intelectuais fizeram campanhas em defesa do direito do casamento de pessoas do mesmo sexo.

União civil
Se a lei for aprovada pelo Senado, a Argentina se tornará o primeiro país no continente a contar com uma lei que autorize o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o território nacional.

O casamento gay possui precedentes na Argentina, já que em dezembro passado um casal de homens casou-se graças à uma disposição especial da Justiça da província de Tierra del Fuego. De lá para cá, ONGs argentinas pressionaram o Parlamento para a aprovação de uma lei que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Por que o casamento homossexual incomoda tanto a Igreja? Em nenhum momento leio que as organizações LGBT desejam OBRIGAR as instituições religiosas a celebrarem o casamento. Sempre ouço falar do desejo de ter a reunião conhecida, somente.

Mais uma vez o religiosos querem impor suas leis. Lei humanas, diga-se de passagem.

Algum religioso poderia me explicar, sem embasar-se em um livro milenar escrito por homens para domar uma sociedade, o por quê dessa aversão?

Stonewall


Já ouviram falar de Stonewall? Não?

Stonewall era um bar freqüentado por gays, lésbicas e travestis em Nova York no final da década de 60 que se destacava dos outros por permitir que os casais de mesmo sexo dançassem à vontade. Como os demais bares do gênero, Stonewall estava sujeito a ocasionais batidas policiais sob qualquer pretexto qualquer e durante essas batidas, os policiais geralmente levavam presos todos os homens ou mulheres que estivessem travestidos.

No dia 28 de junho de 1969 o bar Stonewall foi local de uma batida policial na qual todos os travestis que se encontravam no bar foram recolhidos. Só que nesse dia, os que foram liberados pela polícia resolveram resistir, fazendo com que os policiais se refugiassem dentro do próprio Stonewall para se proteger.

Os homossexuais começaram a pôr fogo no bar com os policiais dentro apontando extintores e mangueiras, jogando água em direção à multidão furiosa. Mesmo com a chegada de reforços policiais o pessoal não saiu dali e voltou a se agrupar para vaiar os policiais atirando pedras, tijolos, garrafas e colocando fogo nas latas de lixo.

No dia seguinte os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes. No terceiro dia, um domingo, as coisas pareciam ter voltado ao normal e o bar Stonewall foi reaberto. Seus clientes habituais voltaram, a polícia os deixou em paz por um tempo e os jornais acabaram se ocupando de outros assuntos.

Mas na verdade tudo havia mudado. A partir daquele dia, aqueles gays, lésbicas e travestis perceberam que nunca iriam ser aceitos pela sociedade se ficassem apenas esperando e dependendo da boa vontade da sociedade. A rebelião mostrou a eles que a atitude que deveria ser tomada era a do enfrentamento. O discurso mudou. Nada mais de pedir para ser aceito: era preciso exigir respeito.

Stonewall foi um marco por ter sido a primeira vez que um grande número de LGBTs se juntaram para resistir aos maus tratos da polícia para com a sua comunidade, e é hoje considerado como o evento que deu origem aos movimentos de celebração do orgulho gay.

Las Aparício

Quando me deparei com a notícia de mais uma série com personagem lésbica no blog Le Biscoito não dei muita atenção, pois estava totalmente entretida com o Anyone But Me.
Mas eis que hoje, leio no site Dykerama mais uma notícia sobre a série e com um vídeo da primeira noite entre duas personagens.
Pronto! Curiosidade atiçada e em breve começarei a botar a sére em dia, assistindo a todos os episódios já disponíveis da série Las Aparício.
A série conta a estória de cinco mulheres de uma mesma família (família Aparicio) cuja matriarca, Rafaela tem três filhas.A filha mais velha, Alma, é viúva como a mãe e é diretora de um centro cultural. A filha do meio se chama Mercedes (também viúva) e tem uma filha. A filha mais nova, Julia, namora com um jogador de futebol e tem uma amiga lésbica chamada Mariana.
E adivinhe quem são as protagonistas da noite de amor do vídeo? Acertou quem disse Julia e Mariana.
Para deixá-las com água na boca e com vontade de assistir a série (recomendo visitarem o Le Biscoito), eis o tal vídeo de Julia e Mariana.

Agenda gay sai do armário e entra na pauta eleitoral



Fonte: Brasil Econômico

Ausência sentida na última Parada Gay, em São Paulo, José Serra não titubeou quando, na sabatina do jornal Folha de S.Paulo, anteontem, foi inquirido sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo e adoção de crianças por homossexuais.

Disse que é a favor de ambas e foi além. "Tem tanto problema grave de crianças abandonadas no Brasil. Isso vale para qualquer tipo de casal, qualquer tipo de pessoa. Não vejo por que não aprovar."

Dilma Rousseff, que também não esteve na parada, já manifestou opinião semelhante diversas vezes. Dos três favoritos na disputa à presidência, só Marina Silva é contra.

Ainda assim, a candidata verde, que é evangélica, faz malabarismos verbais sempre que a pauta GLS vem à tona.

A postura dos candidatos demonstra claramente que o tema deixou de ser um tabu para entrar com força na agenda da campanha.

Os partidos nunca investiram tanto no público batizado de LGBTT, sigla para Lésbicas, gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

"Não existe um estatística oficial, mas as estimativas do movimento gay são que 10% da população seja LGBTT. Em 2010 o IBGE vai, pela primeira vez, mapear o número de famílias gays no Brasil", afirma Mitchelle Meira, coordenadora de promoção dos direitos humanos LGBTT da presidência da República.

Urna colorida

O primeiro partido político brasileiro a investir no eleitorado gay foi o PT. Desde 1991 o diretório nacional da legenda conta com um núcleo de gays e lésbicas.

"Eu diria que, hoje, 80% dos militantes gays estão no PT. Mas felizmente isso está mudando e os partidos estão se abrindo. Até o PCdoB, que tem um histórico conservador, agora tem um núcleo GLS", diz Julian Rodrigues, coordenador nacional setorial LGBT do PT, e coordenador do programa de governo de Dilma Rousseff nessa área.

"Nunca o Brasil teve tantas políticas públicas para a diversidade. Em 2008 o governo realizou a I° Conferência Nacional LGBT. Pela primeira vez na história do mundo o poder público convocou um evento dessa natureza.

Em 2004, foi lançado o programa ‘Brasil sem homofobia'", entusiasma-se Mitchelle Meira.

Outro lado

"O ‘Brasil sem Homofobia' é a versão gay do Fome Zero: muita propaganda e pouca ação. O governo Lula cooptou o movimento gay.

A maioria dos convênios dos centros de referência (espaços que oferecem cursos e acolhem a população LGBT) não foi renovado", responde Wagner Tronolone, assessor do governador paulista, Alberto Goldman (PSDB), e coordenador da "Diversidade Tucana".

O braço gay do PSDB começou paulista mas está se articulando em outros estados. E, a partir da semana que vem, começa a se reunir com militantes dos outros partidos da coligação para elaborar o programa LGBT da campanha.

"O PSDB não tinha tradição partidária no movimento gay, mas a campanha será um divisor de águas", aposta Pronolone.

Ele enumera as vitórias tucanas no movimento: "FHC foi o prmeiro presidente a dizer a palavra homossexual em público e a incluir os gays na Carta Nacional de Direitos Humanos. E foi o Serra quem criou as Coordenadoria da Diversidade Sexual."

Bom ler toda essa discussão sobre política LGBTT nas eleições 2010. Parece que nessas eleições tem havido grande preocupação por parte dos candidatos com essa "fatia" dos eleitores. Isso demonstra que estamos mais visíveis e que os partidos sabem que nosso voto pode ser decisivo.

Nossa hora de aproveitar essa visibilidade para fazer valer nossos direitos. Me descobri homossexual (ou bi, ainda não sei) há pouco tempo (quase 3 anos) e sinto a necessidade de, mesmo ainda "pela fresta", ajudar de alguma forma em uma "discriminação" da homossexualidade (sim, acredito ser possível definir a homossexualidade no Brasil como um crime, pois vemos muitos homossexuais serem assassinados somente pela orientação sexual).

Daí os parabéns a pessoas que se expõe, saem do armário e botam o rosto a tapa: "sou homo/bi/trans e isso não muda meu caráter".

Cada vez que uma personalidade sai do armário é criticada por uns e aplaudida por outros. Aplaudo todos! Mostrar que a personalidade está além da sexualidade é importante. Gostaria de um dia chegar a um de meus alunos e falar: "Gosto de mulheres!". E ouvir deles: "Puxa, professora, você não parece ser sapatão." E poder responder que a sexualidade é algo totalmente desvinculado de personalidade e que ser homo/bi/trans não tem nada a ver com ser uma pessoal legal ou não. É só mais um aspecto da diversidade humana, como a cor da pele, a religião, o time ou o partido político escolhido.

Rádio LGBT-ES



Fuça de lá, fuça de cá, descubro na rede um site bem interessante: a Rádio LGBT-ES.
Música 24 hs por dia, notícias, programação de festas etc. Acho que faltava algo assim no ES.
Parabéns pela iniciativa.

The Real L Word - Legendado


O Parada Lésbica disponibilizou essa semana o primeiro episódio de The Real L Word, reality show inspirado na série da Showtime, The L Word.

O reality tem como foco seis lésbicas bem sucedidas que vivem em Los Angeles, falando sobre seus cotidianos e desventuras emocionais.

Para baixar os episódios, basta acessar o site.

Vanessa Carlton: "I am a proud bisexual woman"


Mais um artista que decide abrir as portas do armário e se expor. A cantora e compositora Vanessa Carlton assumiu ser bissexual nesse domingo (20/06/2010) durante uma apresentação no Festival Nashville Pride, no Tenessee.

Mais de 18 mil pessoas ouviram com exclusividade a declaração da artista, que aos 29 anos, revelou que se sente orgulhosa de ser uma bissexual.

Revelações atrás de revelações. Com tantos famosos com muitos fãs heterossexuais saindo do armário será que um dia os preconceituosos desse mundo irão notar que somos tão normais quanto eles e que nossa existência não é uma ameaça a existência deles?

Para quem não conhece a cantora, um de seus maiores sucessos.



PS: Ah lá em casa!!!

Eminem defende o casamento homossexual


Lembram-se do Eminem, cantor de rap estadounidense, que já nos brindou com letras como "My words are like a dagger with a jagged edge. And I'll stab you in the head, whether you're a fag or les. A homosex, hermaph, or a transeves. Homophobic? Hey fags, the answer's yes".

Bem, parece que esse Eminem andou repensando seus conceitos e defendeu o casamento gay em entrevista ao The New York Times dizendo que "todos devem ter a chance de ser igualmente infelizes".

Descrevendo-se como mais tolerante, Eminem disse: "Acho que se duas pessoas se amam, qual o problema? Meu olhar geral sobre as coisas está mais maduro do que costumava ser."

Para quem já foi alvo de organizações de defesa dos direitos dos homossexuais, que protestavam contra algumas das letras ofensivas do rapper, Eminem evoluiu bastante!
E que mais pessoas evoluam dessa forma!

Deputado Lelo - Retratação

Bem, como o blog é um espaço democrático, damos também direito a resposta.
O Deputado Lelo escreveu na postagem sobre sua declaração no Twitter sobre a roupa do Dunga.
Transcrevo abaixo:

Renata e seguidores do blogue pela fresta. Minha postagem foi fruto de uma brincadeira ocorrida entre amigos que assistiam o jogo do Brasil. Incorreta, mas não é fruto de posicão homofóbica. Defendo no congresso a união civil homossexual e temas afins. Considerem esse registro uma retratação pessoal, que me dá a oportrunidade de conhecer o trabalho deste blog e interagir com o trabalho realizado. Um abraço.

Políticos X Homossexualidade


Voltando ao assunto, já que estamos em ano de eleições e de Copa do Mundo.
O que uma coisa tem a ver com a outra?
Bem, um dos deputados capixabas, o Senhor Lelo Coimbra, deputado federal (PMDB), presidente da executiva estadual do PMDB, ex vice governador do ES e ex secretário estadual de educação, comentando a roupa do Dunga na estréia da seleção me veio com o seguinte comentário no microblog Twitter:"Ta todo mundo de sacanagem com Dunga. Agora encrencaram com a roupa de bichinha básica, dos anos setenta, que ele usou."
Vergonha para o estado que tem dois candidatos que já se posicionaram contra o casamento homossexual e tem como candidato a Senador homofóbico Magno Malta.
Deputado Lelo, temos que pensar muito antes de postar qualquer piadinha na Internet. Uma brincadeirinha que para o Senhor pode não ser nada, pode causar muita repercusão e como formador de opinião, o senhor deve ponderar antes de postar qualquer coisa e ser responsável em seus posicionamentos.

Feliz dia das namoradas


Às apaixonadas de plantão, que o dia de hoje seja repleto de beijos, trocas de declarações, romance e muito, muito amor!
Abaixo, vídeo do site Dykerama, de 2008.



"Ninguém chega em casa falando ‘mãe, sou hetero’. Então por que tem que chegar e dizer ‘mãe, sou gay’?" - Maria Gadu, em entrevista à Revista Rolling Stones, informando ter beijado pela primeira vez uma garota aos 15 anos e afirmando que não sabe hoje se é gay ou não.

Em um mundo perfeito ou num futuro não muito distante, que se façam as palavras de Gadu. Um mundo onde o mais importante será a índole e o caráter da pessoa e não com quem ela gosta de dormir. Mas, para Gadu, parabéns pela sinceridade e pela singela abertura nas portas do seu armário. Com o tempo, quem sabe, as portas não se escancaram? (isso vale para você também Luiza Possi. Vocês formam um casal super talentoso! rs)

Cem mil participam de parada gay em Tel Aviv


Fonte: Portal Terra

Dezenas de milhares de israelenses participaram nesta sexta-feira, num clima de festa, da parada Gay Pride, em Tel Aviv, organizada desde 1988 pela prefeitura.

Em meio a um forte calor, drag queens, militantes dos direitos cívicos, homossexuais dos dois sexos, com roupas provocantes, e heteros vindos com a família, percorreram as ruas da cidade balneária, agitando bandeiras nas cores do arco-íris e de Israel, ao som de muita música.

Segundo a imprensa israelense, cerca de 100 mil pessoas participaram do desfile, um recorde de afluência para o acontecimento que tem como divisa, este ano, o versículo bíblico "amarás o próximo como a ti mesmo".

"A aceitação da diferença faz a nossa força", declarou, durante um pronunciamento no início da manifestação, a líder do partido Kadima (centrista, oposição), Tzipi Livni.

Pela primeira vez, um grupo "alternativo" de gays e lésbicas usou o slogan "pelos direitos iguais em todas as comunidades", em referência à discriminação sofrida pela minoria árabe de Israel.

Muitos policiais foram mobilizados para proteger os manifestantes, e várias grandes artérias da cidade foram fechadas.

Ao contrário de Jerusalém, Tel Aviv tem a reputação de ser uma cidade muito liberal do ponto de vista dos costumes.

Apesar da hostilidade causada pelos homossexuais, nos círculos religiosos em Israel, a homossexualidade não pode ser penalizada desde 1988 e alguns direitos dos casais gays ou lésbicas são reconhecidos pelos tribunais.

PS: Saudades de um beijo assim...

Pregadores Virtuais

Toda vez que entro em um site com alguma notícia sobre homossexualidade, deparo-me com muitos comentários. Era de se esperar que os comentários fossem de pessoas que têm interesse no assunto, ou seja, homossexuais, bissexuais, transexuais etc.

Mas para minha surpresa a maioria das mensagens são trechos da Bíblia, "pragas" contra os homossexuais, mensagens homofóbicas, mas principalmente mensagens evangelizadoras, tentando comprovar por "Paulo + João Batista" que a homossexualidade é algo que não é de Deus, que a Bíblia condena, que ainda temos chance de nos salvar, blablabla.

Hoje não resisti e, ao acessar notícia sobre opinião de Ney Matogrosso de que "O ideal de equilíbrio sexual é a transa com os dois sexos" no portal Terra, deixei mensagenzinha mal criada para esses evangelizadores virtuais, geralmente pessoas bitoladas que se baseiam sempre nas mesmas passagens e as leem sem atualizar seu contexto para a sociedade moderna, baseando-se somente na mensagem passada por pastores e padres ultrapassados.

Uma vez ouvi de um funcionário: "Você não interpreta a Bíblia, a lê" (não com esse português, claro, pois geralmente as pessoas que mais ofendem e agridem nesses comentários apresentam um português sofrível, demonstrando o nível de ignorância desses probres cristãos.

Abaixo, minha resposta aos comentários:

"Reportagens sobre sexualidade são as mais evangelizadoras possíveis. Se esse povo de Igreja condena tanto homossexualidade e bissexualidade por que leem tanto notícias sobre esses assuntos? Curiosidade? Homossexualidade reprimida? Notícias evangelizadoras passo longe! Façam o mesmo, por favor! Somente assim viveremos num mundo como Jesus Cristo pregou: de paz e amor (no sentido de respeito) ao próximo. Releiam as escrituras sem preconceitos e com a visão do Deus é Amor e não na visão do Deus Pai Punidor que vocês tanto pregam."

PS: Esse post está generalizando a situação. Compreendo que existam pessoas ponderadas em qualquer credo. Por favor, não enxerguem como uma forma de preconceito também. Só um questionamento, inclusive para que essas pessoas ponderadas que convivem com os bitolados ajudem a modificar.

Nova Boate em Vitória



Será inaugurada no dia 11 de junho a partir das 23 horas a nova boate para o público LGBT de Vitória, a Ink Lounge .

Localizada à Rua Romulo Samorini, 115, Praia do Canto (no local onde era a The One, ao lado da ponte Ayrton Senna) o espaço tem capacidade para aproximadamente 400 pessoas, dois bares e vai contar com Dj’s convidados como atração.

O dono, Diogo Baracho, empresário com experiência no ramo do entretenimento (e hétero) deu uma pequena entrevista para o blog Babado Certo e informou que na boate não haverá shows de Drag Queens, como acontece nas demais casas da Grande Vitória.

A média do preços de entrada ficará em torno de R$ 40,00 somente entrada ou R$ 60,00 com consumação. Com nome na lista, R$ 40,00 com consumação.

Anyone but Me 2ª temporada Season Finale



Para quem espera final feliz na segunda temporada, acredito esse episódio ser meio decepcionante, mas emocionante e com gostinho de "Quando começa a terceira temporada?".

Agradecimentos novamente à Pandora pela rápida postagem do episódio legendado.

Para as(os) fãs da série, agora é esperar novidades.

"Papai é gay, meu filho!"


Fonte: A Gazeta

O fotógrafo Maurício Coutinho, 44 anos, é gay. Depois de anos tentando lutar contra seu desejo, numa época em que era feio e perigoso ser homossexual, ele conseguiu se assumir. A maior preocupação passou a ser como contar para o filho Bryan, então com 8 anos. Sabe o que o menino, hoje com 18 anos e uma tatuagem do nome do pai no braço esquerdo, disse? “Vão te sacanear, papai". Dito isso, logo depois passou a cobrar: “Você não disse que o namoro era igual, só que entre dois homens? Então manda beijo”, quando o pai desligou o telefonema para o namorado. Para contar sua história e ajudar outros como ele, Mau Couti- como é conhecido profissionalmente - criou o blog Papai Gay, para que crianças e adultos possam encarar o homossexualismo com a mesma naturalidade - e respeito - de Bryan.

Como você se descobriu homossexual?
Desde criança eu sempre soube que era gay, já admirava amigos do meu pai. Eram os homens que despertavam minha sexualidade. Meu pai era militar, mas não era o tipo de pessoa preconceituosa. Mas eu não conseguia me aceitar. Era anos 1980 e não havia ídolos gays. A personagem em voga era a travesti Rogéria, com quem eu não me identificava. Então eu fiquei assim, negando a minha realidade dos 8 aos 14 anos, quando tive minha primeira relação sexual com um homem.

Mas você também teve relacionamentos com mulheres.
Entre os 14 e os 18 anos também tive experiências com mulheres. Eu era considerado um bom partido, então pegava todas as meninas. E pegava homens também, mas com eles era tudo muito escondido, clandestino. Eu achava que com homens era só sexo, que eu nunca ia me apaixonar por nenhum, até porque eu também via aquilo tudo como muito sujo. E sexo é sexo, é bom, principalmente quando se é adolescente, então eu acabava ficando com as mulheres, porque eu também gostava e me apaixonava loucamente por elas. Quando tinha 18 anos, surgiu forte a questão da Aids, a história do Cazuza, e ninguém sabia direito como é que pegava aquilo. Na dúvida, preferi continuar transando com mulheres, porque, além do prazer, parecia mais seguro. E depois, quando decidi contar tudo pro meu pai, ele também acabou me influenciando a tentar com mulheres.

Por que você optou por sufocar sua sexualidade?
Eu gostava de mulheres, mas a atração maior era por homens, sempre foi. Estava muito na dúvida. Sabia que era gay, mas não queria ser. Naquela época ninguém queria ser gay, porque era muito difícil. Além disso teve a influência do meu pai. Foi bom ter contado tudo para ele, parecia que eu tinha me livrado de um câncer, mas, nessa conversa, meu pai, que era muito inteligente, acabou me influenciando, mostrando que já que eu tinha prazer com mulheres deveria continuar com elas. E aí a gente começou a se identificar mais um com o outro e eu me senti mais hetero. Foi então que me apaixonei pela mãe do meu filho, com quem casei aos 20 anos. Ficamos 10 anos juntos e eu sufocando minha homossexualidade. Fomos morar nos Estados Unidos e depois de 7 anos de casamento começamos a nos desentender, como todo casal. Depois de um tempo resolvi que queria viver tudo aquilo que eu tinha vivido com ela, uma relação séria, com um homem.

Foi aí que você começou a se aceitar?
Nos Estados Unidos, desde aquela época, os gays eram muito mais assumidos, tinham muito mais direitos conquistados e isso me ajudou a me aceitar. Quando eu voltei pro Brasil, decidi que a sociedade brasileira machista não ia mais me prender. Me separei, me apaixonei por um menino de 18 anos (eu tinha 30 na época) e assumi para a família toda.

E como foi esse processo até contar para o seu filho?
Foi uma confusão enorme. Minha separação teve briga na Justiça e tudo. Mas depois conseguimos nos entender e passamos a ter uma relação legal para poder criar nosso filho. Juntos, decidimos qual seria a melhor hora para contar para o Bryan. Aconteceu quando ele tinha 8 anos.

Foi mais difícil contar para ele do que para seus pais?
Pelo contrário, foi muito mais fácil. Depois que contei, percebi que nunca deveria ter escondido. A preocupação era se isso poderia influenciar a sexualidade dele, mas eu sabia que um gay já se reconhece assim desde pequeno. Se meu filho fosse gay, ele ia continuar sendo. Se fosse hetero, pelo menos ia se tornar um cara mais aberto, mais liberal, sem preconceitos. E foi isso que aconteceu. Esconder é subestimar a inteligência das crianças, a capacidade delas em entender uma coisa que existe desde sempre. A maldade está muito mais na cabeça dos adultos. Depois que contei, ele fez algumas perguntas sobre como é namoro, o que faz ou não. Eu respondi na medida do possível e em uma semana ela já tinha assimilado tudo.

O que o surpreendeu?
Nosso diálogo foi lindo. Eu perguntei para ele se teria problema se o pai fosse gay, ele disse que não. Então eu confirmei: “Pois é, papai é gay, meu filho”, e a primeira reação dele foi chorar e dizer que as pessoas iam me sacanear. Aí eu expliquei que todo mundo já sabia, menos ele. E ele quis que eu tivesse contado antes.

Você acha que a sua opção se refletiu de alguma forma na adolescência do seu filho, na relação dele com os amigos?
Lógico que as pessoas reagiram. Ele começou contando apenas para os amigos mais íntimos e, sem querer, acabou se tornando um militante no colégio, excluindo amigos que falavam coisas preconceituosas.

E ele participa da sua vida amorosa?
Nos finais de semana em que ele ficava comigo, viajávamos com meu namorado. No começo não tinha beijo, carinho, nada, era como se fosse um amigo. Mas depois que ele ficou sabendo, ele mesmo cobrava. Numa ligação para meu namorado, disse: “pai, você não falou que o namoro era a mesma coisa, só que entre dois homens? Então porque não mandou um beijo antes de desligar?”. Ele me fez ligar de novo, só para mandar beijo, e isso mostra a naturalidade com que encarou as coisas. É uma besteira não mostrar carinho, não beijar na frente de crianças, porque é exatamente isso que um casal hetero faria.

Que tipo de preconceito mais o incomoda?
É não poder andar de mãos dadas na rua. Não poder dar um beijo no meu namorado quando tiver vontade. Só acha que está tudo bem quem se satisfaz com subcidadania. Sou uma pessoa como todas as outras e tenho que ter os mesmos direitos de todo mundo. Por isso a homofobia tem que ser criminalizada. Só assim a sociedade brasileira vai entender que eu tenho o direito de passear de mãos dadas com meu namorado pela rua, sem achar que eu esteja agredindo ninguém. Se as crianças virem, melhor, aí os pais vão poder explicar que é normal e não teremos mais pessoas bitoladas, porque apesar da maior exposição dos gays, ainda tem muita gente por aí que acha que pode espancar uma pessoa só por causa da sua opção sexual.

Você está fazendo sua parte...
Criei o blog para falar sobre o que vivo e ele acabou virando uma ferramenta de utilidade pública, com as pessoas me procurando para tirar dúvidas. Da minha parte, acho que sou o único homem do mundo que quer que o filho seja gay. Queria pelo menos que ele experimentasse, mas ele não quer. Eu transei com um monte de mulher e nem por isso deixei de ser gay. Um hetero pode se permitir experimentar sem deixar de sê-lo também. Até brinco, dizendo que não adiantou nada tocar Cher quando ele era criança, meu filho acabou virando metaleiro!

Histórias e mais histórias de homens e mulheres casados que saem do armário são mostradas. Deve ser revoltante você ser casado com alguém e de repente descobrir que a pessoa "não gostava da fruta". E estão certas!

Mas o leva uma pessoa a fingir ser hétero deveria ser levado em conta na hora do "julgamento". A sociedade quase que impõe que casemos e procriemos. Algumas pessoas conseguem peitar essa exigência e mostrarem ao mundo quem realmente são, do que realmente gostam e provar que orientação sexual não tem nada a ver com caráter: faz parte da diversidade humana.

Outros não têm a mesma sorte e sofrem e fazem outros sofrerem para manter as aparências.

Então, antes de julgarmos, sejamos héteros ou homos, devemos aprender a nos colocar no lugar de quem cometeu esse não tão pequeno delito.

Aos héteros, serem menos preconceituosos e tentarem, ao menos, respeitar a diversidade.

Aos homossexuais assumidos, compreender que nem todos somos iguais também no que diz respeito à coragem de escancarar o armário e dizer: "Sou gay, e daí?"

O casamento gay e os candidatos


FONTE: Estadão

O nome de Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência da República, figurou ontem com destaque em sites e blogs gays de todo o País. Foi por causa das declarações que deu, em entrevista, contra o casamento gay.

Não tem jeito. Entra eleição e sai eleição e o assunto continua sempre causando algum tipo de embaraço aos políticos, assim como o aborto e a maconha ­– os chamados temas delicados de campanha. Eles sabem disso e, sempre que podem, fogem deles. Se alguém pergunta ao candidato sobre economia, ele tem prazer em se alongar na resposta, mostrar seu cabedal e propostas. Se a pergunta for, porém, sobre o fim da criminalização do aborto, a resposta será curta e, de preferência, não muito definitiva.

É sabido que quanto mais o candidato se alongar, maior a chance de pisar no calo de uma parte do eleitorado. Se defender o aborto, agrada feministas, setores da área de saúde pública, parte do mundo acadêmico e algumas cabeças livre pensantes; mas também corre o sério risco de despertar a ira em grupos religiosos e afastar o eleitorado mais conservador.

Marina tentou agradar os dois lados. De olho no eleitorado gay, garantiu que é favorável à união civil entre homossexuais. E, com o outro olho no eleitorado evangélico, afirmou que não pode aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, porque se trata de um sacramento.

Parece politicamente correto. Mas não é. A candidata do PV confunde religião com Estado. Os gays não estão reivindicando sacramento religioso, mas sim direitos iguais aos de outros cidadãos perante o Estado – que, no caso brasileiro, é laico e não religioso, como ocorre no Irã. Eles sabem que a união civil é mais limitada do ponto de vista legal do que o casamento em cartório civil que está ao alcance dos heterossexuais.

José Serra, do PSDB, já deu resposta mais elegante e afiada sobre o mesmo assunto. Quando concorreu à Presidência pela primeira vez, em 2002, ao ser indagado sobre o projeto de lei que propõe a união civil entre homossexuais, eles disse sem pensar duas vezes: “O Estado não deve se intrometer na vida das pessoas.”

Pode-se dizer a favor de Marina que ele está situada, do ponto de vista dos interesses dos homossexuais, anos-luz à frente de Anthony Garotinho – político e evangélico como ela. Naquele mesmo ano de 2002, concorrendo como Serra à Presidência, pelo PSB, ele atacou frontalmente o projeto de união civil e outros direitos dos homossexuais, açulando os setores evangélicos mais conservadores. “Eu, pessoalmente, não sou frango”, fez questão de frisar o ex-governador do Rio, em tom debochado, numa entrevista, para afastar dúvidas sobre sua orientação sexual.

Grosserias e gafes são comuns nesse território. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já protagonizou algumas. Nos anos 70 disse em entrevista que não existiam homossexuais no meio dos operários. Em 2006, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, deixou escapar que a cidade era um “pólo exportador de veados” (falou como uma gracinha, uma piada entre amigos, sem saber que estava sendo gravado).

Grosserias e gafes à parte, o partido do presidente, o PT, foi o primeiro a tratar abertamente em seu programa da questão da defesa dos direitos dos homossexuais. E Lula, em seus dois mandatos, seguiu o que estava no programa. Entre outras coisas, organizou a primeira 1.ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em Brasília. Na ocasião, vestiu o boné usado pelos participantes do encontro e discursou contra o preconceito e a favor da igualdade de direitos.

O antecessor de Lula já havia aberto a trilha. Na segunda edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, de 2002, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tratou pela primeira vez dos direitos dos homossexuais. Na cerimônia de lançamento do programa, quando um gay pôs nas mãos de Fernando Henrique uma bandeira do arco-íris, ele não a escondeu: abriu e exibiu para os participantes do encontro.

Quero esse calendário!


Não, não é a Angeline Jolie adolescente, mas guarda muitas semelhanças.
Trata-se de Nicole Pacent, atriz da web serie Anyone But Me, meu atual vício e que semana que vem encerra sua 2ª temporada on line.
O Autostradlle, comunidade virtual para uma nova geração de lésbicas e bissexuais, lançou, esse mês, o calendário de junho com Nicole como Miss June.
Para quem ainda não conhece os dons dessa maravilhosa atriz (em todos os sentidos), veja as fotos do calendário e assista a série!

Da série presidenciáveis e políticas LGBT: Marina Silva


A candidata a Presidência da República, Marina Silva, em entrevista ao Terra TV disse que quer ser transparente com seus eleitores sobre sua posição quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Não tenho opinião favorável quanto a isso. Tenho profundo respeito pelos homossexuais e no meu partido milita o (Fernando) Gabeira, que sempre defendeu os direitos deles. Nunca desrespeitei ninguém, o estado tem que prover direitos para todos os brasileiros, independente do credo, da cor, da raça. Isso nunca me impediu de conviver com as pessoas", afirmou.

Marina disse que, para este caso, é a favor da união civil de bens, mas não do casamento, de acordo com os preceitos religiosos. "Prefiro que as pessoas falem: 'não voto na Marina, porque ela não concorda com isso', mas que ela vai respeitar meus direitos de cidadão. Porque agora é comum as pessoas dizerem ser contra o aborto e, depois, com a polêmica, falam que são a favor. Não vejo porque não posso ter direito ao meu ponto de vista, mas isso não vai cercear o direito do cidadão".

Parece-me que o grande problema da questão está somente em uma palavra: CASAMENTO.

Quando falamos essa palavra, o que vem à cabeça da maioria das pessoas é o casamento religioso, o matrimônio, sacramento que, estabelecendo e santificando a união entre um homem e uma mulher, funda uma nova família cristã. Matrimônio é o casamento entre homem e mulher, celebrado na Igreja e santificado na indissolubilidade e na fidelidade.

A luta dos movimentos LGBT não é por esse tipo de casamento, visto que está repleto de dogmas religiosos e sim do casamento civil, ou seja, reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo no que diz respeito a seus direitos civis como casal.

Apesar da manchete do canal Terra deixar a impressão de que a candidata é contra os homossexuais não é bem isso que Marina Silva deixa explícito em sua fala, pois demonstra ser somente contra o casamento religioso e não contra a união civil.

Trata-se de uma candidata intrigante para mim. Apesar de não ser minha primeira opção de voto, tem demonstrado muito mais coerência em seus discursos e suas ações do que os demais.

Mas ainda vou pensar um pouco mais sobre o assunto, afinal, ainda estamos começando a corrida eleitoral e muita coisa ainda há de acontecer.

Para ler mais sobre a entrevista da candidata, acesse o site do Terra.