Religiosos criticam adoção de crianças por lésbicas gaúchas


Somente o tempo e "casos de sucesso" na adoção de crianças por homossexuais fará com que religiosos preconceituosos critiquem sem o menor embasamento, somente usando o preconceito e interpretações ultrapassadas das escrituras para julgar os direitos dos adotantes e dos adotados: o de ter uma família e o de amar e ser amado.

Fonte: Cena G

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não gostou da autorização que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu a duas lésbicas de Bagé, no Rio Grande do Sul para adotarem duas crianças.

Para a entidade, a decisão judicial tira da criança a possibilidade de crescer em um ambiente familiar formado por pai e mãe, o que ele não considera bom.

O discurso foi reforçado pelo presidente do conselho de doutrina da igreja evangélica Assembléia de Deus, pastor Paulo Freire. Para ele, “a criança precisa da figura do pai e da mãe para entender a vida”, completando ainda que não é contra os homossexuais, "somos contra o casamento deles”.

Por outro lado, a Federação Espírita Brasileira apoiou a decisão. Geraldo Campetti, diretor-executivo da FEB, argumentou que "o mais importante em termos de educação e família é o amor. Com ele, não se entra na questão da sexualidade”. Para ele, "o maior problema das uniões é a promiscuidade, tanto em relações entre homem e mulher quanto em relações entre pessoas do mesmo sexo."

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) se manifestou dizendo que esse tipo de crítica incita o preconceito contra homossexuais.

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