O que os candidatos pensam do casamento gay (Espírito Santo)



O jornal capixaba A GAZETA publicou hoje (28/05/2010) uma reportagem onde cada um dos candidatos ao governo do Espírito Santo se posiciona sobre diversas questões polêmicas, como o aborto, pena de morte e casamento homossexual.

Um dos candidatos é um dos senadores da bancada capixaba, o Sr. Renato Casagrande (PSB) e provável vencedor dessa eleição. Ano passado, ao encaminhar mensagem solicitando aprovação da PL 122/2006, o único de nossos senadores que respondeu foi o Gérson Camata, mostrando-se bem reticente à aprovação e colocando condições absurdas para ser favorável a tal projeto de lei (postarei a resposta qualquer dia desses). O Senador Casagrande e o Senador Magno Malta (o tal que se apóia somente na campanha contra a pedofilia) não se deram ao trabalho de responder.

Fico triste com as respostas dadas, pois mostram uma visão embassada pelos princípios religiosos (os de julgamento sobre o certo e o errado, não os de amor ao próximo).

Transcrevo, abaixo, trecho da reportagem com a opinião do candidatos. Pena que a Brice é do PSOL e sou contrária a outros posicionamentos dela. Caso contrário, mudaria minha escolha já.


Casagrande
"No Brasil, este assunto encontra visões bem distintas em muitos segmentos da sociedade. Meus princípios cristãos orientam-me. Tenho absoluta convicção de que o Congresso Nacional terá responsabilidade na condução desse debate, levará em conta o desejo da maioria dos brasileiros e impedirá qualquer tipo de discriminação".

Luiz Paulo
"Trata-se de uma questão privada que compete aos indivíduos. Não cabe ao Estado proibir ou incentivar a institucionalização das relações de casais homossexuais. Combater a homofobia e violência contra os homossexuais, e respeitar a opção sexual das pessoas é, sim, tarefa do Estado".

Brice
"O homossexualismo é uma realidade, queiramos ou não. Temos que romper nossos preconceitos e aprender a viver com a diversidade sexual. Parceiros (as) homossexuais são cada vez mais comuns, e não atrapalham a sociedade em nada. Nossa cabeça é que está atrasada para respeitá-los (as). Eles (as) estão dispostos (as) a viver relações afetivas, adotar e educar crianças que muitas vezes precisam dessa proteção. Isso tudo gera relações jurídicas, ou seja direitos civis e familiares que precisam ser reconhecidos e respeitados".

2 comentários:

Marco Antonio disse...

AI SE TODAS AS EMISSORAS ABRISSE SUAS PORTAS PARA A SOCIEDADE FICAREM INFORMADAS SOBRE OS PROJETOS DESSA TAL LEI 122..QUE VEM PARA DESTRUIR E DESTRUTURAR O CONCEITO *FAMILIA¨*

Renata J. disse...

Marco Antonio, defina para mim, família, por favor? E como uma nova estrutura familiar pode vir a destruir a estruta tradicional de família? Poderia ser mais claro em sua explicação?

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