Fórum do Direito de GLBT fará Ato Público na segunda-feira


Fonte: ALES

Para marcar o Dia Internacional de Combate à Homofobia, o Fórum Estadual em Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Espírito Santo fará um Ato Público na próxima segunda-feira (31), na escadaria da Assembleia Legislativa (Ales).

A manifestação é a partir das 13 horas e conta com o apoio da Comissão de Cidadania da Casa, presidida pela deputada Janete de Sá (PMN), e da Frente Parlamentar Estadual pela Cidadania LGBT, do deputado Givaldo Vieira (PT). LGBT’s de todo o Estado denunciam a violência a que são submetidos e lutam para que a diversidade sexual seja respeitada.

O coordenador colegiado do Fórum Estadual explicou que, além dos LGBT’s, membros de outros movimentos de direitos humanos e cidadania, e representantes do Poderes Estadual e Municipais marcarão presença no ato. “Com esse ato, pretendemos dar visibilidade às nossas ações e fazer cobranças aos poderes executivos e ao legislativo, para que proponha e aprove leis favoráveis ao segmento”, disse ele.

Eles ficarão na ALES até às 18 horas com faixas, banners, cartazes, placas, carros de som e bandeiras que simbolizam a luta LGBT em todo o Brasil, dando visibilidade às violações que o segmento vem sofrendo ao logo dos últimos anos.

Parada Gay relâmpago em Moscou


Fonte: G1

Cerca de 30 militantes homossexuais russos e estrangeiros organizaram neste sábado (29) uma pequena parada do orgulho gay no centro de Moscou depois de passar a manhã fugindo da polícia, que proibiu a manifestação.

O ato, que transcorreu de maneira rápida nas principais ruas da capital russa, durou menos de cinco minutos, pois os militantes fizeram de tudo para evitar violências e prisões.

Depois de percorrer algumas centenas de metros, eles se dispersaram rapidamente.

A parada foi proibida pelo quinto ano consecutivo pelas autoridades moscovitas, dirigidas pelo prefeito Yuri Lujkov, que classifica esta manifestação de "obra de Satã".

Ao contrário dos outros anos, desta vez ninguém foi preso, pois a polícia chegou dez minutos depois do evento.

Hoje acordei meio Pitty...

O que os candidatos pensam do casamento gay (Espírito Santo)



O jornal capixaba A GAZETA publicou hoje (28/05/2010) uma reportagem onde cada um dos candidatos ao governo do Espírito Santo se posiciona sobre diversas questões polêmicas, como o aborto, pena de morte e casamento homossexual.

Um dos candidatos é um dos senadores da bancada capixaba, o Sr. Renato Casagrande (PSB) e provável vencedor dessa eleição. Ano passado, ao encaminhar mensagem solicitando aprovação da PL 122/2006, o único de nossos senadores que respondeu foi o Gérson Camata, mostrando-se bem reticente à aprovação e colocando condições absurdas para ser favorável a tal projeto de lei (postarei a resposta qualquer dia desses). O Senador Casagrande e o Senador Magno Malta (o tal que se apóia somente na campanha contra a pedofilia) não se deram ao trabalho de responder.

Fico triste com as respostas dadas, pois mostram uma visão embassada pelos princípios religiosos (os de julgamento sobre o certo e o errado, não os de amor ao próximo).

Transcrevo, abaixo, trecho da reportagem com a opinião do candidatos. Pena que a Brice é do PSOL e sou contrária a outros posicionamentos dela. Caso contrário, mudaria minha escolha já.


Casagrande
"No Brasil, este assunto encontra visões bem distintas em muitos segmentos da sociedade. Meus princípios cristãos orientam-me. Tenho absoluta convicção de que o Congresso Nacional terá responsabilidade na condução desse debate, levará em conta o desejo da maioria dos brasileiros e impedirá qualquer tipo de discriminação".

Luiz Paulo
"Trata-se de uma questão privada que compete aos indivíduos. Não cabe ao Estado proibir ou incentivar a institucionalização das relações de casais homossexuais. Combater a homofobia e violência contra os homossexuais, e respeitar a opção sexual das pessoas é, sim, tarefa do Estado".

Brice
"O homossexualismo é uma realidade, queiramos ou não. Temos que romper nossos preconceitos e aprender a viver com a diversidade sexual. Parceiros (as) homossexuais são cada vez mais comuns, e não atrapalham a sociedade em nada. Nossa cabeça é que está atrasada para respeitá-los (as). Eles (as) estão dispostos (as) a viver relações afetivas, adotar e educar crianças que muitas vezes precisam dessa proteção. Isso tudo gera relações jurídicas, ou seja direitos civis e familiares que precisam ser reconhecidos e respeitados".

1º Aniversário


Há um ano, após uma discussão com a namorada, decidi começar a escrever esse blog. Como ela não gosta de conversar sobre o assunto e como não tenho com quem conversar, decidi escrever e publicar informações sobre o mundo LGBT.
A brincadeira rendeu, um ano se passou, as discussões continuam, o namoro também e a vontade de falar mais ainda.
Obrigada a todos(as) que nesse um ano de vida participarão do blog com comentários, dicas ou somente lendo os posts.
Espero ter contribuido em algo para a vida de vocês!

Anyone but Me 2ª temporada 9º Episódio


Desculpem Bete e Tina, mas Vivian e Aster, são, para mim, o melhor casal les de todas as séries ou filmes que já assisti. No início, eu tinha uma grande queda pela Aster (olhos e sorriso muito parecidos com o da minha amada!rs). Mas confesso que a Vivian tem me chamado bem mais atenção atualmente, não tanto por sua beleza (Aster ainda é imbatível), mas pela maturidade da personagem.
Para uma série gratuita, feita para a Internet, Anyone But Me me surpreende (e me vicia) a cada episódio (e esse episódio em particular me deixou de queixo aberto com a surpresa do final!)
Mais uma vez agradecendo à Pandora69836, eis o 9º Episódio, com legendas em português.

LGBT's no Fantástico - O Curioso

O quadro do Fantástico, O Curioso, apresentou nesse domingo 23 de maio de 2010, programa que apresenta a primeira escola para lésbicas, gays, bissexuais e travestis, sediada em Campinas e a história da travesti Luma, de Russas, no Ceará, que é formada em Ciências, faz doutorado em Educação e quer estudar na Sorbonne.



Em resposta ao comentário de Deco Ribeiro, Diretor da Escola Jovem LGBT.
A Globo tem merecido os parabéns pelas reportagens que tem colocado no ar, em diversos programas, que tocam no assunto diversidade sexual. A exposição do assunto na TV aberta é ótima, pois mostra que existimos e temos uma vida como a dos héteros, com desejos, família, emprego etc.
Entretanto, programas como O Fantástico acabam sendo superficiais. Essa reportagem poderia ter sido bem mais abrangente, mostrando mais a fundo o porquê da criação de uma escola para o Jovem LGBT com mais detalhes, mostrando se sofrem ou não preconceito no local onde está sediada etc.
Mas a exposição, principalmente a exposição positiva é sempre bem vinda e deve ser incentivada pelas organizações LGBT, mesmo sendo superficiais ou quando mostram somente uma realidade da comunidade LGBT (como por exemplo a Revista Veja sobre os jovens bem aceitos pelas famílias. Sabemos serem uma minoria, mas os outros pais, que não aceitam bem a situação, podem ser levados a refletir sobre o assunto e, quem sabe, mudarem seu comportamento).
No mais, aproveito a oportunidade para elogiar o Deco, pela brilhante iniciativa e trabalho que têm feito na Escola de Campinas.

Briga contra pastor inimigo de gays


Fonte: Jornal A Tribuna de 20 de maio de 2010

Uma associação de homossexuais quer entrar na Justiça contra o pastor que ficou conhecido como o inimigo dos gays, Silas Malafaia, do Rio de Janeiro.

O diretor da associação que realiza a Parada Gay de Guarapari, Gilson Santos, disse que ficou revoltado com as declarações do pastor em entrevista para A Tribuna na última semana.

"Já estamos conversando com os representantes de Vitória para entrar com uma ação contra a pessoa do pastor. Acredito que ele foi muito agressivo, inclusive ao comparar os homossexuais a animais nas declarações", afirmou.

Gilson disse que não é a intenção bater de frente com denominação nenhuma, mas quer respeito por parte dos religiosos.

"Tenho certeza que deus ama a gente do mesmo jeito. Acredito que as igrejas deveriam fazer ações para aproximar os homossexuais das igrejas e não afastá-los. Não é algo que escolhemos, já nascemos assim. A vida de quem é homossexual não é só felicidade e declarações como essas só ferem mais", afirmou.

O diretor da associação afirmou que agora está estudando formas para entrar com a ação e juntando forças para isso.

"As pessoas têm que aprender que não podem sair falando o que querem", disse.


 

Juiz autoriza união entre duas mulheres


Fonte: Jornal A Tribuna, 20 de maio de 2010

Duas servidoras da Universidade Federal do Espírito santo (UFES) que moram juntas há mais de uma década e têm entre 35 e 40 anos conseguiram na Justiça o reconhecimento da união.

O caso foi julgado na Vara de Família de Vitória. Na sentença, dada em 2009, o juiz declarou aceita a chamada união homoafetiva de 11 anos entre as duas, semelhante ao contrato de união estável.

Nesses casos, são garantidos os direitos à partilha de bens, participação em plano de saúde, conta conjunta em banco, seguro de via e outros benefícios do casal.

Segundo o advogado da área de Direito da Família Gustavo Bassini, responsável pelo caso, as mulheres resolveram entrar na Justiça para assegurar os direitos.

"Como, por exemplo, a possibilidade de o companheiro ser incluído como herdeiro", explicou.

Bassini afirmou que já são 15 sentenças favoráveis desde 2001.

Segundo a Defensora Geral do Estado, Elizabeth Haddad, os casais pedem o auxílio de um advogado para conseguir que os cartórios oficializem a união estável.

"A união passa a ter um valor jurídico maior e o casal pode até tentar adotar uma criança, por exemplo. Muitos casais homossexuais estão entrando com processo", disse Elizabeth.

O defensor público Carlos Eduardo Rios do Amaral, que é conhecido por defender os direitos dos homossexuais, afirmou que entrou com duas ações civis públicas para permitir que os casais homossexuais adotem crianças e para que seja reconhecido o casamento entre eles.

"Tudo o que os homossexuais conquistam é feito aos poucos. O serviço da defensoria mesmo tem inúmeros casos de pessoas pedindo direitos mais diversos, como mudança de sexo ou inclusão em um plano de saúde, por exemplo. Se isso ficasse legalizado, seria muito mais simples resolver questões como essas", afirmou.

União

Ele explicou que a união entre duas pessoas do mesmo sexo acontece da mesma forma que uma união estável, no caso de namorados de sexo diferentes.

"A chamada sociedade homoafetiva é bem semelhante. Basta que se amem e queiram construir uma família juntos, que durma no mesmo leito. Não existe um tempo de relação estipulada. Vai depender do que o juiz decidir", afirmou.

1ª Marcha de Luta contra a Homofobia


Fonte: Yahoo

Centenas de homossexuais e simpatizantes realizaram hoje uma manifestação de protesto em Brasília para pedir às autoridades a elaboração de leis que protejam seus direitos e castiguem a discriminação sexual.

Os manifestantes levaram uma grande bandeira colorida, símbolo da luta contra a homofobia, às portas do Congresso. Os participantes da passeata reclamam da falta de iniciativa para proteger os direitos dos homossexuais e travestis.

Muitas dos casais se beijaram em plena marcha, em um gesto que ainda não é muito comum nas ruas e lugares públicos do Brasil fora dos círculos de homossexuais.

A passeata foi organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) por causa do Dia Mundial contra a Homofobia, comemorado no dia 17 de maio.

O grupo protestou pela falta de leis que consagrem a igualdade de direitos, a paralisia na Suprema Corte de várias ações pelos ataques a gays e pelas diferentes formas de violência e intimidação que os cerca de 20 milhões de homossexuais reconhecidos no Brasil sofrem diariamente, segundo a ABGLT.

No Brasil um homossexual é morto a cada dois dias, segundo dados desta organização, que, além disso, denunciou os ataques sistemáticos e preconceitos contra gays nas escolas, em suas próprias casas e em quase qualquer esfera da sociedade.

Manifestações como essa, a meu ver, têm maior impacto para as ações desejadas pela comunidade LGBT e maior credibilidade que as Paradas Gays. Uma manifestação séria, com um objetivo bem definido, onde as pessoas que participaram tinham como única meta a de exigir os nossos direitos.

Parabéns à ABGLT pela organização do evento e parabéns a todos os que se deslocaram, nas diversas caravanas, à Brasília.


“Homossexualidade não é o problema. O preconceito é o problema” - Ricky Martin, em microblog no Twitter, no Dia Internacional de Combate à Homofobia

Gays avançam na luta contra a homofobia



Fonte: Jornal A Gazeta

O STJ já concedeu a um casal de lésbicas o direito de adotar crianças. O tribunal obrigou, no Rio, a Caixa de Previdência do Funcionários do Banco do Brasil (Previ) a pagar pensão a um associado cujo parceiro havia falecido. E a Agência Nacional de Saúde obrigou as empresas de seguro saúde a aceitarem parceiros gays como dependentes. O Dia Nacional de Combate à Homofobia será o pano de fundo para a realização do VII Semináriode Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT) no Congresso e culminará, na quarta-feira (19/05/2010), com a primeira Marcha Nacional contra a Homofobia em brasília. O presidente em exercício, José Alencar, assinaria o decreto. Mas decidiu não realizar a cerimônia.

Resistência

Oficialmente, o cancelamento foi decidido para dar ao presidente Luiz Inácio Lula da silva a oportunidade de assinar o decreto quando voltar de viagem internacional. Segundo pessoas ligadas ao evento, Alencar desistiu por causa do Partido Republicano Brasileiro (PRB), ao qual é filiado. Seus membros no Congresso, ligados à igreja Universal do Reino de Deus, formam parte da bancada religiosa que se opõe aos cerca de 20 projetos de lei que buscam garantir direitos civis à população LGBT.
"A sociedade, o Judiciário e o governo estão andando mais rapidamente, em termos de dar garantias legais para a comunidade LGBT do que o Congresso, que em tese representa a sociedade e deveria legislar sobre o tema", diz Toni Reis, presidente da Associção Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBT).
A subprocuradora-geral da República, Deborah Duprat, que no ano passado recorreu ao Supremo Tribunal federal para que seja reconhecida a união estável de pessoas do mesmo sexo, acha que o Congresso está na "contramão da história": "É um problema de fundamentalismo. A questão religiosa está no centro do debate político, o que é uma distorção".
Opinião semelhante tem o ex-direto da Faculdade de Direito da USP e hoje diretor da Faculdade de Direito da FAAP, Álvaro Villaça Azevedo: "No Brasil, por atuação de católicos e evangélicos, principalmente, o Congresso empaca projetos de união civil de pessoas do mesmo sexo".
Não é o que pensam parlamentares religiosos: "Queremos defender a vida, a família e os valores religiosos. Há uma minoria tentando impor, para que o anormal seja considerado normal", disse o líder do PHS, Miguel Martini, ligado à Renovação Carismática.

Giulia Gam viverá uma policial lésbica no cinema (mas não comemorem...)



Marcos Paulo estreiará como diretor no cinema com o filme "Assalto ao Banco Central". O argumento foi escrito por sua namorada, a atriz Antônia Fontenelle. Nele, Giulia Gam estará no elenco como uma policial lésbica.

Antônia interpretará a namorada de Giulia, que terá visual inspirado em Michelle Pfeiffer.

O filme já está sendo rodado e deve estrear em janeiro de 2011.

Sobre uma possível cena de beijo, Antônia afirmou que pediu que fosse incluído no roteiro, mas que foi vetado por influenciar na classificação indicativa do filme.

Ces't Brasil! Tanta coisa "pior" rola nos filmes nacionais e me saem com esse falso puritanismo? Fala sério! Nem dá vontade de ir assistir...

Ação na Justiça para garantir a casais gays direito de adotar


Fonte: Jornal A Gazeta

Existe um crescente interesse de casais homossexuais na adoção de crianças e adolescentes no país, mas a falta de clareza na legislação e a Justiça ainda são entraves que dificultam o processo. Com o objetivo de mudar isso, o defensor público estadual Carlos Eduardo Rios do Amaral ingressou, na última terça-feira, com uma ação civil pública na 2ª Vara da Fazenda de Vitória para que sejam reconhecidos os direitos dos casais homossexuais no momento da adoção.

Um dos argumentos da ação tem como base uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve o registro de adoção de duas crianças a um casal de mulheres. A psicóloga Luciana Reis Maidana e a fisioterapeuta Lídia Brignol Guterres criam os meninos há oito anos. O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul questionava a decisão que as autorizava a criar as crianças.

Mas os ministros reafirmaram um entendimento já consolidado pelo STJ: nos casos de adoção, deve prevalecer sempre o melhor interesse da criança. Foi a primeira vez que uma instância superior de Justiça reconheceu o direito de casais gays à adoção, e a sentença abre precedentes para que outros casais homossexuais possam adotar em nome das duas partes. Até então, o procedimento era fazer uma adoção unilateral, em que apenas um dos cônjuges aparecia como adotante.

Adoção em conjunto
"Quando o casal adota junto a criança, isso serve para preservá-la em caso de separação e morte, por exemplo. Essa criança só terá direito aos bens de um dos pais ou mães. E a pessoa que não adotou formalmente também não tem direitos de visitação após uma separação e não é obrigada a dar suporte financeiro", explica Carlos Eduardo.

De acordo com a lei da adoção, para que o processo seja realizado por casais, há necessidade de se comprovar o casamento ou a união estável. Como não há na lei a previsão expressa de união estável para casais homossexuais, alguns entendem que o casal gay não tem esse direito.

"Eles não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios. A legislação não proíbe, mas, na visão do Poder Público, não se pode emitir certidão de casamento, o que dificulta muito a vida dos casais. Eles não têm garantidos os efeitos jurídicos de sua união", afirma o defensor público. Não há previsão de quando sai a decisão sobre a ação civil pública.

Aos 18 anos, a vontade de lutar por uma família
Apesar da pouca idade, a auxiliar de serviços operacionais T.M., de 18 anos, já sabe que quer formar uma família com uma parceira. Ela tem consciência das dificuldades que vai enfrentar para ter um filho, mas diz não ter medo de lutar por esse sonho. "Penso adotar uma criança após me estabilizar financeiramente. Eu e minha namorada estamos juntas há três meses, mas antes disso tive um relacionamento de dois anos. Sempre quis ter filhos, e minha orientação sexual não vai ser empecilho", afirma. Ela diz que, se em último caso não conseguir adotar com a namorada, adotará sozinha. "O que vale é o comprometimento e a responsabilidade com a criança. Vou explicar a ela que algumas pessoas vão agir com maldade e ensiná-la a se defender disso", destaca.

Por dentro da lei


O que prevê hoje

Não existem normas que estabeleçam a legalidade de adoção de crianças por casais homossexuais. Tecnicamente, se um dos parceiros resolvesse adotar uma criança, ele teria respaldo legal para isso
O problema é que a criança seria apenas herdeira de seus bens e não daqueles conseguidos em conjunto com seu parceiro. Em caso de separação, a pessoa que não adotou formalmente também não tem direitos sobre a criança, independentemente dos laços afetivos

O que pode mudar
Os casais homossexuais terão direito de adotar crianças para a constituição de uma família, com todas as previsões civis, registrais, previdenciárias, entre todos os outros direitos e garantias que já são permitidos aos casais heterossexuais
O Estado também deverá promover, para esclarecimento da população interessada, campanhas públicas institucionais nos meios de comunicação de massa e por meio de cartilhas explicativas

"Decisão do STJ é um caso isolado"
O juiz da Vara da Infância e da Juventude de Vitória, Paulo Luppi, diz que, enquanto não houver mudanças na legislação, nada pode ser feito quanto à adoção de crianças por casais homossexuais.

"A decisão recente do Superior Tribunal de Justiça que foi favorável em um caso é um resultado isolado. A lei não admite que um casal homossexual adote uma criança", comenta.

Luppi afirma que não se trata de discriminação, mas de se fazer cumprir a lei. "Eu sempre dei o mesmo tratamento para uma pessoa que é homossexual e para um casal que é heterossexual. Com o tempo, as coisas podem mudar; e a lei, também. Mas, enquanto não houver essa previsão, tenho que cumprir o que a lei prevê", frisa o magistrado.

Opinião nas ruas


"Tudo depende da criação"

Fernanda Pereira Santana 29 anos, nutricionista

"Ter dois pais do mesmo sexo pode ser um pouco complicado para a criança, mas tudo vai depender das pessoas que vão adotá-la. Ela deve ser criada com valores, carinho e sem vulgaridades."

"Pais do mesmo sexo influenciam"
Luiz Carlos Souza 33 anos, auxiliar de serviços gerais

"Não concordo com isso. A criança precisa de uma referência masculina e de uma feminina. Se os pais forem do mesmo sexo, isso vai influenciar na formação dos valores e princípios dela."

"Casais devem ter direitos iguais"

Cristina Larúccia 48 anos, assistente de importação

"Acredito que casais homossexuais deveriam ter os mesmos direitos dos héteros. Não vejo problema, contanto que a criança receba atenção, cuidado e carinho e que seja orientada desde cedo a respeito da questão."

"O que importa mesmo é o amor"

Teresa Cristina Bergamim 39 anos, dentista

"Acho que a sexualidade dos pais não é o fator a ser considerado e sim o amor que darão ao filho. Há muitas crianças maltratadas por casais héteros, e há pais que não merecem ter filhos."

À espera


334 crianças - Esse é o número de crianças disponíveis à adoção no Espírito Santo. O dado é da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja).

Visão


Tânia Viana - Psicóloga

"O casal gay deve ter todo o direito de adotar uma criança"

Para a psicóloga Tânia Viana, a formação do caráter, da personalidade e da orientação sexual da criança não depende da escolha sexual dos pais. A profissional defende que não há prejuízo algum na criação da criança por um casal do mesmo sexo. "Os novos arranjos familiares são um fato, e a família constituída como antigamente, com o pai, a mãe e os filhos, não é mais modelo", diz. Os pais também não devem esconder do filho o modelo familiar ao qual ele pertence.
"É essencial conversar sobre o assunto e preparar o filho para os preconceitos que ele poderá encarar", afirma a psicóloga.

Um dos argumentos usados contra a adoção por casais homossexuais é que a convivência com seus novos pais abriria espaço para que a criança também se torne homossexual. Isso procede?
Antigamente, a discussão era que filhos de pais separados teriam problemas no futuro, mas isso não é verdade, porque filhos de pais casados também têm problemas. Não é a opção sexual dos pais que determina isso, mas as relações que se estabelecem, as circunstâncias, os valores, os laços, os vínculos e o papel social que cada um na família vai desempenhar. E a homossexualidade não é uma doença, como se entendia no passado.

A falta de uma das figuras, materna ou paterna, em um par homossexual é problemática?

Não. As funções de gênero masculino e feminino podem ser exercidas por homens e mulheres. A mulher hoje pode exercer a autoridade, que teoricamente é papel do homem. Além disso, ela também é provedora e não depende mais de um homem para executar esse papel. O mesmo acontece com uma mãe solteira, por exemplo. Não é porque ela é sozinha que não teria condições de cuidar de uma criança. E ter um marido, muitas vezes, não garante isso. O pai pode simplesmente abdicar dessa responsabilidade.

A pressão social seria maior para uma criança criada por pares homossexuais?
Pode ser que ela exista, assim como outros tipos de preconceito. Crianças negras não sofrem preconceito hoje? Há que se considerar qualquer preconceito, qualquer pressão social que essa criança possa passar.

Como os homossexuais devem abordar o assunto com o filho?
Devem conversar com a criança sobre tudo, preparando-a desde cedo. Esse casal com certeza já deve ter passado por todo tipo de preconceito e deverá saber lidar com a situação. O casal gay deve ter todo o direito de adotar uma criança, porque a condição sexual dos pais não será uma pré-condição para que o filho tenha qualquer tipo de problema.

Ajude a manter o Mix Bar (Amparo-SP) aberto


A comunidade local, em parceira com Igrejas, entrou com uma petição pedindo o fechamento do único bar LGBT da cidade.

As donas recolhem assinaturas para mantê-lo aberto: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6138

Quem preferir assinar o abaixo assinado diretamente no bar, eis o endereço: R Capitão Alceu Vieira 314 Centro Amparo

Anyone but Me 2ª temporada 8º Episódio


Disponível no site da série desde 11/05, disponibilizo a versão legendada do 8º episódio de Anyone But Me.

A 2ª temporada já está chegando ao final e cada episódio tem me surpreendido pela qualidade dos atores, do roteiro e da direção.

Agradecimentos à Pandora69836 pela tradução e publicação do vídeo legendado no YouTube.

Profissão Repórter

Ontem a Globo apresentou no Profissão Repórter programa que aborda as dificuldades de pais que estão aprendendo a lidar com filhos gays.

Para quem não assistiu, eis o programa, dividido em quatro partes.







ONG “enforca” manifestante em protesto durante inauguração de nova sede da Embrapa


Fonte: Blog do Paulo Nunes

Ativistas da ONG Estruturação – Grupo LGBT de Brasília fazem protesto contra a violação dos direitos humanos pelo Irã durante a cerimônia de inauguração do Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação. Os manifestantes simularam o enforcamento de um homossexual, em alusão às execuções de LGBTs no Irã. A manifestação faz parte da campanha “Lula, lá não!” que a ONG promove contra a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã.

A viagem do presidente brasileiro está programada para o próximo dia 15 de maio. O grupo planeja um conjunto de ações para mobilizar os brasileiros contra o fortalecimento de relações com o país liderado por Mahmoud Ahmadinejad. “O direito humano básico, que é o direito a vida é violado diariamente no Irã e não podemos deixar isso passar despercebido”, adverte o presidente da ONG Estruturação, Julio Cardia. O presidente Lula estava presente no evento e não se emitiu opinião sobre a manifestação.

Movimento – Por meio do site www.lulalanao.com a ONG colhe assinaturas da população brasileira que não aprova esse encontro. “Mesmo que nosso Presidente vá ao Irã queremos que ele saiba que parte dos LGBTs do Brasil não são favoráveis a essa visita” completa Cardia.

O ato terminará na sexta-feira, 14 de maio, com a entrega para a Presidência da República de um relatório confeccionado pelos representantes do movimento com toda a mobilização social feita e com a assinatura dos brasileiros que não concordam a posição do governo.

Irã – O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é figura polêmica no que diz respeito a direitos humanos. Já declarou que em seu país não existem homossexuais, que nunca houve Holocausto e que pretende “varrer Israel do mapa”. Além disso, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou recentemente que o Irã representa um risco para o mundo por causa de seu programa nuclear.

Serviço – A articulação das ações está sendo coordenada pelo Estruturação – Grupo LGBT de Brasília -organização não governamental que atua há mais de 15 anos na construção da cidadania de LGBTs em Brasília e tem o apoio de diversos segmentos que também possuem seus direitos violados diariamente no Irã.

Eleições chegando e...

Fonte: Cena G

Anthony Garotinho faz campanha anti-gays em eventos religiosos

O pré-candidato ao Governo do Rio, Anthony Garotinho foi acusado de incentivar a homofobia em eventos realizados por todo o estado. Oficialmente, os atos têm caráter religioso, mas na prática servem como palanque para que Garotinho, que é evangélico, fale contra a união homoafetiva e ataque adversários que apoiam a realização de Paradas Gay.

Na última semana, na Baixada Fluminense, Garotinho esteve acompanhado por Emanuel de Albertin, cantor gospel que soltou a pérola: "Se Deus fizesse o homem para casar com homem, não seria Adão e Eva, teria feito Adão e Ivo". O mesmo cantor perguntou aos presentes no palco e à platéia se eram favoráveis à união civil gay. Todos disseram ser contra e Garotinho aproveitou para alfinetar Fernando Gabeira e Sérgio Cabral. "O Gabeira e o Sérgio Cabral são a favor. O governador patrocina Parada Gay em Copacabana", disse.

Silvana Batini, procuradora regional eleitoral do RJ, já anunciou que vai acionar o TRE para impedir que Garotinho continue usando seus eventos para fazer campanha eleitoral antecipada.

Hora de avaliarmos nossos candidatos pelo que eles têm feito também a favor ou contra a comunidade LGBT. Interessante analisar o passado político de cada um e as políticas para os que já exerceram postos como Governadores, Senadores, Deputados etc.

Assim que o tempo permitir, postarei aqui um breve histórico sobre a posição de cada um frente o assunto.

Enquanto isso, num lugar bem distante do Brasil...

Igreja Evangélica Luterana da Itália vai definir, em breve, se acolhe casais homossexuais

Fonte: ANSA Latina

A Igreja Evangélica Luterana da Itália (Celi, na sigla em italiano) assinalou que poderia começar a abençoar uniões homossexuais, durante a assembleia anual de seu Sínodo, encerrada hoje.
Esta é a primeira vez que uma instituição religiosa cristã do país europeu aventa a hipótese. Ela será analisada por uma comissão de estudos "que produza uma relação sobre a possibilidade de bênçãos a uniões de vida, inclusive homossexuais".
Tais "bênçãos", assinalaram os luteranos em uma nota, "no entanto, não podem e não devem ser confundidas com a hipótese de uma celebração nupcial".
O decano da Celi, Holger Milkau, se disse satisfeito de sua reeleição ao cargo coincidir com "uma decisão em um certo sentido histórica para a Itália, tal como o início de um percurso, pela primeira vez da parte de uma igreja, que poderá levar à aprovação da bênção das uniões de vida diferentes da família clássica".
"Um caminho difícil, mas para ser confrontado com serenidade e coragem e no qual conciliar os aspectos pastorais e humanos", acrescentou o evangélico.
De acordo com a nota da Celi, o lançamento da comissão nasceu "da experiência pastoral que leva cotidianamente ao contato com novas e diversas formas de convivência".
"Cada igreja deve assistir e apoiar as pessoas, também nas suas situações mais difíceis, e contribuir para a superação de qualquer possível forma de discriminação social, marginalização e isolamento", continuou a entidade.
A comissão "não deverá estabelecer se é favorável ou não a formas de convivência não tradicionais ou às uniões homossexuais, mas simplesmente trabalhará para compreender como fazer para acolher e respeitar realmente todos, mesmo quem é diferente da maioria", explicou Milkau.
"Se o casamento, com seu valor peculiar na tradição cristã, não é equiparável a outras formas de convivência, a Igreja Luterana entende legítimo que pessoas que vivem um sentimento de amor desejam valorizá-lo com a bênção de Deus, que não seria portanto uma afirmação ética, mas pastoral-religiosa", completou o decano.
Segundo o religioso, "no centro da convicção evangélica do luteranismo está a escuta da palavra justificante de Deus e o reconhecimento recíproco de quem vive percursos de vida diferentes".
Cerca de 82% da população da Itália é cristã, sendo que destes, 96,6% são católicos. É na capital do país, Roma, que se encontra a Santa Sé -- sede da Igreja Católica --, que tem como uma de seus mais enraizados princípios a não aceitação da união entre pessoas do mesmo sexo. (ANSA)

Religiosos criticam adoção de crianças por lésbicas gaúchas


Somente o tempo e "casos de sucesso" na adoção de crianças por homossexuais fará com que religiosos preconceituosos critiquem sem o menor embasamento, somente usando o preconceito e interpretações ultrapassadas das escrituras para julgar os direitos dos adotantes e dos adotados: o de ter uma família e o de amar e ser amado.

Fonte: Cena G

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não gostou da autorização que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu a duas lésbicas de Bagé, no Rio Grande do Sul para adotarem duas crianças.

Para a entidade, a decisão judicial tira da criança a possibilidade de crescer em um ambiente familiar formado por pai e mãe, o que ele não considera bom.

O discurso foi reforçado pelo presidente do conselho de doutrina da igreja evangélica Assembléia de Deus, pastor Paulo Freire. Para ele, “a criança precisa da figura do pai e da mãe para entender a vida”, completando ainda que não é contra os homossexuais, "somos contra o casamento deles”.

Por outro lado, a Federação Espírita Brasileira apoiou a decisão. Geraldo Campetti, diretor-executivo da FEB, argumentou que "o mais importante em termos de educação e família é o amor. Com ele, não se entra na questão da sexualidade”. Para ele, "o maior problema das uniões é a promiscuidade, tanto em relações entre homem e mulher quanto em relações entre pessoas do mesmo sexo."

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) se manifestou dizendo que esse tipo de crítica incita o preconceito contra homossexuais.

OAB-ES faz história e cria a Comissão de Diversidade Sexual


Fonte: OAB-ES

Nesta quarta-feira (28), a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Espírito Santo (OAB-ES) protagonizou um momento histórico. O Conselho Seccional aprovou a criação a Comissão de Diversidade Sexual na Ordem. Na reunião, estavam presentes representantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) .

Segundo a secretária adjunta da Ordem, Flávia Brandão, responsável por apresentar a proposta, o objetivo da comissão é trabalhar em prol do avanço do debate sobre a diversidade. "Os processos relativos à diversidade sexual são extremamente importantes, pois podem favorecer o entendimento. A partir deles a justiça pode ajudar a acabar com os preconceitos, na medida em que cria conceitos", afirmou.

"Nós não podemos estar a reboque de ninguém. Hoje, a questão LGBT é discutida no Brasil inteiro e as Comissões estão sendo formadas também em outros Estados. A Ordem tem condições e quer encampar essa ideia", acrescentou Flávia Brandão.

Durante a reunião, foi lida uma nota em favor da Comissão de Diversidade Sexual, na qual o movimento LGBT ressaltou a importância da Comissão para o avanço dos debates sobre diversidade sexual e identidade de gênero como forma de ampliar o conhecimento e garantir a defesa de direitos.

Leyse Cruz, integrante do movimento LGBT no Estado, destacou a importância da criação da Comissão para reverter o quadro de privação de direitos enfrentado atualmente: "A gente ainda enfrenta um processo muito forte de discriminação, homofobia e isolamento social, chegando a situações mais graves de violência, por isso é importante construirmos essas pontes. Queremos ajudar nessa construção, dialogar, pois é com essas discussões que nós esperamos traçar caminhos razoáveis para as demandas existentes".

O coordenador do curso Gênero e Diversidade na Escola, vinculado à Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Proex-Ufes) , Antonio Lopes, ressaltou o papel educativo da iniciativa: "A Ordem como entidade pública, com sua capacidade de repercussão, pode ajudar a levar à sociedade o diálogo que estamos travando, propiciando o entendimento da diversidade sexual."

Lopes destacou ainda: ‘A luta por direitos passa pelo fato de que nós temos, pelo menos, 37 direitos que não são reconhecidos, e a OAB, como instituição fundamental para o Direito, possui um papel importante nessa luta".

A criação da Comissão de Diversidade Sexual acontece na mesma semana que a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão inovadora para o direito de família. Por unanimidade, os ministros negaram recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul e mantiveram a decisão que permitiu a adoção de duas crianças por um casal de mulheres.

Seguindo o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, a Turma reafirmou um entendimento já consolidado pelo STJ: nos casos de adoção, deve prevalecer sempre o melhor interesse da criança. " Esse julgamento é muito importante para dar dignidade ao ser humano, para o casal e para as crianças", afirmou.

Uma das mulheres já havia adotado as duas crianças ainda bebês. Sua companheira, com quem vive desde 1998 e que ajuda no sustento e educação dos menores, queria adotá-los por ter melhor condição social e financeira, o que daria mais garantias e benefícios às crianças, como plano de saúde e pensão em caso de separação ou falecimento.

A adoção foi deferida em primeira e segunda instâncias. O tribunal gaúcho, por unanimidade, reconheceu a entidade familiar formada por pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de adoção para constituir família. A decisão apontou, ainda, que estudos não indicam qualquer inconveniência em que crianças sejam adotadas por casais homossexuais, importando mais a qualidade do vínculo e do afeto no meio familiar em que serão inseridas. O Ministério Público gaúcho recorreu, alegando que a união homossexual é apenas sociedade de fato, e a adoção de crianças, nesse caso, violaria uma séria de dispositivos legais.

O ministro Luis Felipe Salomão ressaltou que o laudo da assistência social recomendou a adoção, assim como o parecer do Ministério Público Federal. Ele entendeu que os laços afetivos entre as crianças e as mulheres são incontroversos e que a maior preocupação delas é assegurar a melhor criação dos menores.

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