Em nome do amor (Carlos Tufvesson)

Fonte: O Dia On Line

Na terça-feira, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu uma sentença histórica para nosso País, reconhecendo o direito de um casal de duas lésbicas, moradoras do interior do Rio Grande do Sul, de registrarem, como casal, seus filhos adotados. Os julgadores da questão entenderam que, como diz a lei, "nos casos de adoção, deve prevalecer sempre o melhor interesse da criança".
É uma decisão emocionante para quem nesse País luta diariamente por uma sociedade mais justa, na qual os direitos de todos os cidadãos sejam respeitados de forma igualitária.
Chama a atenção nesse caso que os dois meninos eram irmãos e tinham 6 e 7 anos. Caso essa decisão não tivesse sido favorável, voltariam a um lar adotivo quando estavam, em família, num lar de amor.
E, pelas estatísticas, em idade muito complicada de serem adotados. Além do mais irmãos e além do trauma que seria criado de mais uma rejeição.
Com tanta criança precisando de um lar com carinho e amor, e tantos casais de pessoas do mesmo sexo com condições para dar e querendo exercer seu instinto humano de pais, beira a maldade nosso Estado fingir não ver a realidade de nosso e de outros países pelo mundo: a de famílias formadas por casais do mesmo sexo.
Antes dessa decisão do STJ, a criança poderia ser adotada apenas por um dos parceiros, deixando-a sempre ao relento da lei no que diz respeito a seus direitos e aos deveres dos pais.
Aos moralistas, que instrumentalizam a questão, deixo claro que, caso a homossexualidade fosse algo "influenciável" pelos pais, ela simplesmente não existiria. Afinal, todos os pais de filhos homossexuais são, pelo menos em princípio, heterossexuais.

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