Paradas Gay Espírito Santo 2009

Notícia postada no Babado Certo:

Datas das Paradas Gays do ES:

13/09 (domingo) - Parada de Guarapari – Praia do Morro



Dia da Cidadania (Gay Day) – Vitória (Praça dos Desejos)

20/09 (domingo) - Parada de Vitória em Camburi



08/11 (domingo) - Parada de Vila Velha (Itaparica)

Entrevista com Rozângela Alves Justino na Veja




Acabo de ler a entrevista que a psicóloga Rozângela Alves Justino deu à Veja de 12 de agosto de 2009. Minha reação: rir. Gente, nunca ouvi tanta asneira e mania de conspiração juntas.

Para ela, somos um exercíto querendo mudar a sociedade e devemos ser combatidos, pois nos equiparamos aos nazistas (movimento gayzista?).

Quem acredita numa pessoa que se fantasia para dar entrevistas, pois diz-se ameaça, realmente necessita de tratamento psicológico, mas não para curar algo que não é uma doença.

Para quem ainda não leu, fica a dica de leitura.

Link

Igreja diz que relações gays estão na Bíblia

Fonte: A Gazeta

O que diz a Bíblia, de fato, sobre a homossexualidade? Se para a maioria das igrejas a resposta é simples e está ligada à condenação ou a pecado, outra denominação que já existe há dois anos em Vitória se propõe a mostrar uma nova visão - não menos polêmica - sobre este antigo tema. Para a Igreja da Comunidade Metropolitana de Vitória, que se propõe a acolher gays, lésbicas, travestis, bi e transsexuais, a homossexualidade não só não é condenada na Bíblia como lá estão vários exemplos de relações homoafetivas. "Davi e Jônatas, Rute e Noemi, o centurião romano e seu servo são exemplos. Davi era um homem de Deus, e lá está escrito que ele amava Jônatas mais que às mulheres", argumenta a pastora interina da igreja, Eliana Ferreira.

Para a pastora, que frequentava e era liderança antes numa tradicional igreja evangélica, a maioria das interpretações dos trechos da Bíblia que falam de homossexualidade baseiam-se em traduções e não no texto original. "A palavra homossexual apareceu no século XIX. As palavras em hebraico que aparecem não se referem ao homossexualismo em si", defende. Esses e outros argumentos serão postos em debate hoje, no seminário "Homossexualidade não é doença nem pecado", que acontece a partir das 15h, na capela ecumênica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Diferente

Não apenas por ter essa visão das sagradas escrituras, mas também por ser conhecida pela proposta de acolher homossexuais, a igreja desperta muita curiosidade. O rito, no entanto, é muito parecido com o de outras denominações. Seus onze membros - a maioria jovem - se reúnem aos domingos para louvar a Deus, conversar sobre a Bíblia e cear juntos.

"Temos muitos visitantes. A maioria é um público universitário. Muitos ficam curiosos sobre os encontros, mas não é nada de anormal, temos ritual de batismo, louvor. Somos uma igreja evangélica com uma proposta inclusiva, voltada para o público GLBTT", explica a pastora, que vai ser oficialmente ordenada em breve. Além de Vitória, a igreja, fundada no fim da década de 60 nos Estados Unidos, tem sedes em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Fortaleza.

Espaço para a espiritualidade sem preconceito

Membro da igreja, o administrador André Luis Santos, 32 anos, vai falar sobre a Teologia Queer (gay), durante o seminário. "Vou apresentar o assunto de uma forma mais simples. A teologia fala da inclusão de todas as pessoas", resume. Ele ressalta que os membros da igreja não querem se colocar em evidência, ou fazer um movimento em prol da causa homossexual, mas apenas ter a liberdade de culto respeitada, assim como sua orientação sexual. "Só queremos dizer que existe essa opção para as pessoas que querem viver sua espiritualidade. É só um espaço onde não se considera a homossexualidade um pecado", ressalta. Ex-estudante de colégio católico, André diz que chegou a se perguntar como iria sobreviver num mundo com visões tão excludentes em relação à sexualidade. "A sorte é que procurei me informar e estudar. Mas sempre há sofrimento".

Pronta para realizar até casamentos

Além de participar de todas as atividades, os membros da Igreja da Comunidade Metropolitana podem casar-se com pessoas do mesmo sexo, o que não seria possível nas igrejas que frequentavam antes. A igreja de Vitória ainda não realizou casamentos, mas está apta a fazer isso. "Já fui procurada por um casal de lésbicas, mas depois elas não voltaram. Basta apenas que eles ou elas tenham um relacionamento de mais de um ano", explica a pastora interina Eliana Ferreira.

A igreja também orienta que os interessados procurem oficializar a união em cartório, com um contrato civil. "Não basta ficar algumas vezes para poder casar", avisa. A mesma igreja em São Paulo já realizou casamentos coletivos.

A pastora lembra que igreja segue uma orientação teológica e uma hierarquia como as demais. "Não criamos uma igreja, não estamos isolados. Teologicamente está tudo amarrado. Boa parte da teologia cristã é aceita por nós. Não é uma igreja moralizante da cultura gay. Apenas está aberta aos que sentiram excluídos e não tiverem preconceito".

Faltou acolhida
Wanderley Pereira - Teólogo e professor da FTU

A existência de uma igreja voltada para o público gay é uma prova de que houve falha por parte das igrejas, que não souberam acolher as pessoas que têm essa orientação sexual. O surgimento dessa igreja é uma consequência do radicalismo que ainda existe. A sociedade é tão opressora, que eles tiveram que buscar uma forma de viver sua espiritualidade em outra denominação. Só fizeram isso porque não se sentiram acolhidas. Mas é preciso ter cuidado para que isso não se torne também um preconceito às avessas. Em relação à interpretação dos trechos que tratam da homossexualidade, a visão deles é mais uma interpretação. Assim como não se pode ser radical em relação a alguns trechos, também não se pode ter uma visão de estes são pontos centrais da Bíblia, para não correr o risco de se ver homossexualismo em tudo.

Projeto foi alterado - Comissão rejeita união estável entre casais gays

Notícia nada animadora... Quando isso tudo vai mudar? Quando irão desvincular Igreja de direitos civis no Brasil?

Fonte: O Globo

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou nesta quarta-feira uma nova versão do projeto de lei que regulamenta a união estável. O texto exclui do reconhecimento jurídico os casais homossexuais. A proposta ainda passará por duas outras comissões antes de ser votada em plenário e seguir para o Senado.

O projeto foi alterado pelo deputado José Linhares (PP-CE), que considera que a entidade familiar é necessariamente composta por um homem e uma mulher. Linhares, que é padre, avalia que a polêmica continuará, mas torce para que as relações homoafetivas fiquem fora da lei. Para ele, não há rejeição da realidade, mas a fixação de regras.

- Quem tem direitos adquiridos não irá perdê-los. Um homem que vive com seu companheiro, por exemplo, poderá continuar e será respeitado. Mas eles ficam lá, não teriam legitimidade jurídica - disse.

- Essas relações não constituem a célula natural de uma família. O ser humano depende da presença afetiva de uma mulher e um homem. O pai e a mãe são figuras basilares da nossa existência. Não existe um pai mulher ou uma mãe homem.

Linhares removeu do texto o conceito do "divórcio de fato" (separação por mais de cinco anos). A nova proposta revoga explicitamente a lei 8.971/94, que exige a convivência de cinco anos para o reconhecimento da relação, alvo de controvérsia jurídica.

Cresce no Supremo apoio à união estável entre homossexuais




Ministros podem unificar entendimento sobre o tema; estudo mostra que sentenças têm variado entre os Estados
Fonte: Estadão

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem sinalizado ser a favor de reconhecer a possibilidade de união estável entre homossexuais e todos os direitos dela decorrentes, como a concessão de pensão e a permissão para adotar crianças.

Há ministros que defendem que o STF deveria deixar claro que esses casais que convivem de forma contínua e duradoura formam uma família.

Atualmente, há falta de sintonia nas decisões dos tribunais estaduais e de juízes dos 26 Estados e do Distrito Federal - as sentenças são totalmente diferentes a respeito do tema. Por causa dessa disparidade, ministros do STF pensam em unificar o assunto editando uma súmula que deveria ser seguida por todo o Poder Judiciário.

A constatação de que não há uma posição clara da Justiça sobre o tema aparece em pesquisa ampla realizada nos tribunais de Justiça pelo relator de uma das ações no STF, o ministro Carlos Ayres Britto.

A reportagem do Estado teve acesso aos dados que integram a ação movida no Supremo pelo governo do Rio com o objetivo de obter do STF a declaração de que os mesmos direitos dados aos casais heterossexuais devem ser concedidos aos homossexuais em relação ao Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado. Ayres Britto pretende julgar a ação neste semestre.

Em julgamentos recentes, o STF já sinalizou que é a favor de ser reconhecida a união estável entre homossexuais. Em decisão administrativa, por exemplo, o tribunal autorizou a inclusão de parceiros homossexuais como dependentes no plano de saúde dos funcionários do STF.

Além do governo do Rio, a Procuradoria-Geral da República protocolou no Supremo, em julho, uma ação pedindo que o tribunal reconheça as uniões entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Relatada pela ministra Ellen Gracie, essa ação não tem data prevista de julgamento. Recentemente, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou manifestação ao STF defendendo a posição do governo, favorável ao reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Na manifestação, a AGU sustenta que a Constituição não impede a união estável entre pessoas do mesmo sexo porque não é discriminatória. A AGU ressalta que a Constituição protege a dignidade da pessoa humana, a privacidade, a intimidade e proíbe qualquer forma de discriminação. "Em interpretação sistemática da Constituição é possível verificar que o que se pretende é justamente proteger a liberdade de opção da pessoa", argumenta a AGU.

Um outro sinal de que a ideia está amadurecendo nas Cortes é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu em 2004 a existência da família homoafetiva.

O TSE é integrado por 7 ministros, dos quais 3 do STF. Mas a decisão, inédita e unânime, prejudicou uma candidata à prefeitura de Viseu (PA). A política mantinha relacionamento com a então prefeita, que tinha sido reeleita e estava no segundo mandato. Na ocasião, o tribunal baseou-se em dispositivo da Constituição que proíbe a perpetuação de grupos familiares no Poder Executivo.

Nos Estados, há decisões de vanguarda, que reconhecem a existência de famílias formadas por homossexuais. Por outro lado, há decisões concluindo que esses casais formam apenas sociedade de fato, com direito só à divisão do patrimônio adquirido com o esforço comum. O Judiciário do Rio Grande do Sul e o de Goiás são os mais adiantados no reconhecimento dos direitos dos casais homossexuais.

Manhã Transfigurada




Fonte: Wikipedia e MixBrasil

Manhã Transfigurada é um filme baseado no romance homônimo de Luíz Antonio de Assis Brasil e dirigido por Sérgio de Assis Brasil. No final do século XIX, época dominada por oligarquias e pela Igreja, a jovem Camila (Manuela do Monte) é forçada a casar-se com um rico fazendeiro para resgatar a posição social de sua família. Porém, na noite de núpcias, seu marido descobre que ela não é virgem.

Furioso, ele a mantém prisioneira em sua casa, vigiada pela sua dama de companhia e com permissão de receber visitas apenas do padre e do sacristão locais, enquanto aguarda a anulação do casamento. A partir daí, ela se envolve em um triângulo amoroso que questiona a relação entre fé e razão. Neste meio tempo, quem mais sofre é a empregada, que entre tanto sexo começa a se imaginar ela própria na cama da patroa!O filme foi rodado em 2002, e lançado em 2008.

Movimento gay dos Estados Unidos ameaça romper com governo Obama



Fonte: A Capa

Insatisfeitos com os rumos do governo Barack Obama no que diz respeito às políticas públicas LGBTs, o movimento gay norte-americano prepara para o dia 11 de outubro, Dia Nacional da Saída do Armário, uma manifestação em Washington. O recado é simples: querem ser respeitados e terem os seus direitos aprovados no âmbito federal. Líderes do movimento gay avisam: se não houver a aprovação da união civil e de outros direitos nos Estados Unidos como um todo, eles irão se divorciar do governo democrata representado hoje por Obama.

Está na capa da revista gay Advocate de setembro: "Nada? Ele era a nossa grande esperança, mas ainda falta cumprir as promessas". Atrás dessa chamada nada positiva está a foto do presidente, que foi eleito com forte apoio da comunidade e de ativistas gays dos Estados Unidos. Além da respeitada revista, reportagem assinada por Dan Dimaggio, repórter do jornal Alternativa Socialista, traz luz à situação de apoio e repúdio da comunidade homossexual frente ao governo Obama, que já é chamado de "traidor" por alguns setores da militância gay. Em ambas as reportagens o fator da discórdia é o mesmo: a Lei de Defesa do Casamento (DOMA), o "Don't Ask, Don't Tell" (que proíbe pessoas LGBT no Exército de assumir sua sexualidade abertamente) , a demora em aprovar a legislação federal de crimes de ódio e a Lei de Não-Discriminaçã o dos Empregados.

Tais restrições estavam entre as propostas do governo Obama a serem combatidas. Mas até agora essas propostas seguem o caminho inverso ao que a comunidade LGBT esperava: confiança, ou como dizia a campanha, "esperança". Em junho último o atual governo emitiu nota apoiando o DOMA, com isso, os estados podem legalmente negar casamentos onde a união gay é permitida.

Alguns ativistas já começam a se manifestar publicamente contra o governo Obama. É o exemplo de Jor Mirabella, líder do grupo LGBT "Join The Impact". "Eu não deveria ter ficado tão encantado com seus belos discursos e cartazes de campanha coloridos. Sr. presidente, você não é diferente do resto. Você usou nossa comunidade para chegar à Casa Branca e agora você nos deixou de lado. Desta vez é diferente, pois não vamos aturar isso mais!."

Na longa reportagem da revista Advocate, o jornalista Michael Joseph Gross relembra as primárias, quando o movimento gay apoiava Hillary Clinton. "Nós sabíamos que ela conhecia como o poder funciona, e queríamos alguém que pudesse ganhar. Olhamos para ela e viu-se a sua maneira de entreter, sem medo de sacrificar a integridade quando o jogo exigisse", alude o jornalista.

Em seguida ele diz: "As primárias escolheram Obama e ele fez mais do que qualquer candidato já havia feito até o momento. Ele nos nomeou." O jornalista vai direto ao ponto: "Após os seus primeiros 100 dias começamos a enxergar Obama diferente". Depois cita o questionamento de um colega de profissão, Robert Gibbs, da NBC, em relação às questões gays. "O que o Obama está fazendo? Por que não faz mais e mais rápido?".

Por conta de todo esse clima pessimista e de traição está marcado para outubro a Marcha Nacional pela Igualdade em Washington. O mote da manifestação é um só: plena igualdade perante a lei para todos/as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Além das críticas à morosidade do governo Obama, os organizadores da marcha também apontam os ativistas LGBTs ligados à liderança do Partido Democrata como parte da culpa por estarem em silêncio.

Cleve Jones, um dos líderes da manifestação do dia 11 de outubro, é enfático quanto à futura relação do movimento gay com a Casa Branca. "Precisamos de uma nova estratégia. Estamos cansados dessa luta estado a estado, condado a condado, cidade a cidade por frações de igualdade. Não existe fração de igualdade. Ou você é igual, ou não é", disse o ativista.

Jones diz também que os ativistas não devem "se preocupar com as supostas necessidades dos amigáveis políticos democratas, mas começar do ponto de vista das necessidades dos LGBTs". Como disse Dustin Lance Black, roteirista do filme "Milk", "nunca há um tempo conveniente para dar plenos e iguais direitos civis neste país."

À revista Advocate a ativista lésbica Kate Kendell, do Centro Nacional de Direitos Humanos para Lésbicas, faz uma análise crítica que muito lembra a realidade gay brasileira. Para ela é preciso mostrar a vida real dos gays à população norte-americana. "A maioria dos estadounidenses pensa que nós somos ricos, brancos e vivemos nas metrópoles. Mas a maioria dos homossexuais são da classe média e trabalhadores pobres. Um grande número de LGBT são de outras cores que não a branca e nós vivemos em regiões rurais e periféricas", disse.

O ativista Robin Tyler declarou ao jornalista Dan Dimaggio que com essa lerdeza o movimento gay irá se divorciar dos democratas. "Se o Partido Democrata Nacional, depois de 35 anos de promessas à nossa comunidade, não assegurar plenos direitos iguais neste país, o divórcio gay que vocês verão é o divórcio da comunidade gay do Partido Democrata. Somos um movimento pelos direitos civis. É hora de agir como um", alertou Tyler.

Em entrevista exclusiva ao A Capa, a prefeita travesti Stu Rasmussen declarou o mesmo descontentamento que assola boa parte da comunidade gay dos EUA. "Percebo que elegemos um governo que ignora o bem-estar da maioria em benefício da minoria. Eu votei em Obama como a melhor opção entre os dois candidatos, mas estou de fato desconfiada com a sua administração, que está tomando passos muito largos, sem se preocupar com as consequências" , disse.

No final de seu artigo, o jornalista Dan Dimaggio pontua alguns problemas que deveriam ser o foco do governo Obama, mas não são. Por exemplo, entre os jovens que se assumem para a família, 1 em cada 4 gays é obrigado a sair de casa. Estes jovens representam 1,6 milhão de adolescentes sem teto; nas escola a cada 10 estudantes, nove já foram alvo de homofobia e as taxas de suicídio entre os jovens LGBTs são estimadas em 4 vezes superiores aos dos jovens heterossexuais.

Já o jornalista da revista Advocate, Michael Joseph Gross, finaliza a sua reportagem de forma conciliatória. Pondera e diz que é preciso paciência com Obama. "Temos de agradecer a ele por ter quebrado o ódio (às minorias), para mostrar-nos que, sem o saber, estávamos prontos para fazer a coisa certa (votar em Obama). Agora é a nossa vez de retribuir o favor."

Parada Gay na Serra pede fim do preconceito contra homossexuais




Fonte: Folha Vitória

Este domingo (16) foi bastante colorido no município da Serra. É que milhares de pessoas participaram do II Manifesto de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT do município, que aconteceu na orla de Jacaraípe. Segundo estimativas dos organizadores, quase dez mil pessoas compareceram ao evento.

Durante o evento, dois trios elétricos animaram o público que prestigiou a festa, que foi embalada ainda por apresentações de DJs, Drag Queens e shows musicais. Para o secretário de Direitos Humanos e Cidadania da Serra, Helon Martins, este evento é importante para chamar atenção de todos os cidadãos para a questão da diversidade sexual. “Queremos uma cidade sem preconceito e discriminação com o público LGBT, todos devem ser respeitados, independentes da sua orientação sexual”, ressalva.

Com o tema ‘Respeite a Diversidade Sexual’, o manifesto foi realizado pela Associação Arco-Íris Espírito Santense. Segundo a presidente da Associação Arco-Íris, Hellen Brizzarte, a entidade existe desde 2007 e tem por objetivo lutar por direitos iguais e humanitários, buscando conscientizar a sociedade sobre homofobias e discriminação sexual.

Travestis denunciam discriminação em boate




Fonte: Jornal A Gazeta

Daniela, Amanda e Maísa passaram a semana inteira preparando-se para o que esperavam ser "a noite". Mas, na madrugada do último domingo, depois de uma produção caprichada, com direito a roupas e sapatos novos, viram frustradas suas expectativas ao serem barradas na porta da Casa Clube, na Praia do Canto, em Vitória.

Segundo denúncia feita à polícia e ao Centro de Atendimento às Vítimas de Violência e Discriminação, a causa teria sido o fato de Daniela, Amanda e Maísa serem, na realidade, Gleison Silva Goes, 24, Anderson Felix dos Santos, 20, e Alfred Rodrigues Oliveira, 18, todos travestis.

A direção da casa de shows nega, mas Daniela não tem dúvida: "O que aconteceu ali foi um caso de homofobia. Logo que os seguranças nos viram chegando, ouvimos os comentários de que éramos travestis".

Ainda de acordo com a denúncia, depois de verem as carteiras de identidade de Daniela, Amanda e Maísa, seguranças teriam dito que, para entrarem na Casa Clube, elas deveriam voltar para suas casas e vestir "roupa de homem".

Amanda diz que "foi muita humilhação". Indignadas com o fato de terem sido barradas, enfrentando constrangimento e "chacota", as três decidiram, então, chamar a polícia.

Alô, é da polícia?

"Ligamos para o 190 e, em pouco tempo, os policiais chegaram. Mas disseram que não poderiam forçar a nossa entrada na casa. Decidimos, então, ir até uma delegacia para registrar uma ocorrência", contou Daniela.

Ontem, de posse do boletim de ocorrência da polícia, as três foram até o Centro de Atendimento às Vítimas de Violência e Discriminação, em Vitória, para registrar outra denúncia.

"Queremos punição para que não se repitam situações como a que vivemos. Ali, houve discriminação, porque, à 1 hora da manhã, a casa não estava lotada. Muita gente entrou depois de nós", disse Daniela, que quer voltar à Casa Clube para "entrar pela porta da frente".

Maísa também quer ter o direito de frequentar a casa, mas Amanda se diz receosa. Elas garantem que nunca viveram situação semelhante. "Somos respeitadas, frequentamos outras casas noturnas, sem problema. A gente tem nível. Além disso, tinha sentido vestirmos roupa de homem com os seios e os corpos que nós temos?", dizem elas.

Honest World - Catie Curtis



When I was 19
I broke up with my first girlfriend
Because of a guy down the hall
Who was a Christian
He said, "I look at you
I can see you don't wanna lie
And if you stay with her
Your whole life you're gonna have to hide"
And I believed him
So I let her go
And I cried my eyes out
In my room alone
And he would come by with the Bible
Until I shut the door
And decided I wasn't going to lie to myself any more

Some day
We'll all be free
I can feel it
It's our destiny
Some day I believe
Love will make
An honest world for me

It took a long time
To find you
I knew right away
I was gonna want to spend my life with you
We took our wedding vows
We had our wedding night
We had everything
Except the legal right
And so we jumped the broom
Like plantation slaves would do
Cause they couldn't marry
Under the master's rules

Some day
We'll all be free
I can feel it
It's our destiny
Some day
They'll see the truth
And I will make
An honest woman of you
Hey...

There's a baby being born
Somewhere in the world
Who's gonna need us
As much as we're gonna need her
And we will board the plane
And we're gonna bring her home
And that's how we'll make
A little family of our own
But the documents
Will leave off one of our names
Like one of us cut
Right from the picture frame

Some day
We'll all be free
I can feel it
It's our destiny
Some day I trust
Love will make
An honest world for us

And today
I believe
Love has made
An honest woman of me

Conheça mais sobre Catie Curtis: http://catiecurtis.com/

7º Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual



Divulgando!

Tema: Academia e Militâncias em Diálogo: Diversidade Sexual e Lutas Sociais.

Local: Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais.

Data: De 3 a 7 de setembro de 2009.

Objetivos: Com o tema “Academia e Militâncias em Diálogo: Diversidade Sexual e Lutas Sociais”, a sétima edição do ENUDS pretende (a) conjugar os esforços de estudantes e pesquisador@s congregando os movimentos sociais para um debate incisivo no que se refere à diversidade sexual no contexto universitário; (b) problematizar, junto aos movimentos sociais, a forma como lidam internamente com a diversidade de orientação sexual e identidades de gênero; (c) somar esforços no questionamento ao Estado quanto à proposição e execução de políticas públicas no que tange a diversidade sexual; (d) discutir os modos como o ENUDS tem lidado com as outras lutas sociais; (e) debater como essa confluência de atores contribui para a formulação de um ideal de sociedade, pensando se existe a possibilidade de constituição de uma arena onde todas essas lutas sociais se encontrem; (f) problematizar a relação entre militância e academia propiciando o intercâmbio de saberes.

Mais informações: http://www.enuds.net/



VII Congresso Nacional Exodus Brasil

Posto mais cedo uma noticia que acho interessante contra a intolerância dos religiosos e me choco com uma outra que li no Mix Brasil.
Um Congresso, aqui em Vitória, que tem como público pastores e líderes de ministérios de ajuda, pessoas de alguma forma afetadas sobre homossexualidade que desejam aprender mais sobre esse assunto, assim como homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, que experimentam comportamento e/ou atrações homossexuais, e que possuem um sistema de valores em conflito com o comportamento homossexual, e que desejam receber ajuda para deixá-lo.
E vai ser no meu bairro! Na semana da Parada Gay de Vitória!
O Congresso é organizado pela Exodus Brasil
Aguardar pra ver o que vai dar.

Igrejas debatem intolerância em Vitória


Seria um pequeno passo para mundança de atitudes de grandes consequencias?


Fonte: Jornal A Gazeta 07/08/2009

Evangélicos, católicos, messiânicos, kardecistas, judeus, budistas, além de representantes da Umbanda e do Candomblé vão estar reunidos em Vitória, no próximo sábado, para discutir formas de enfrentar um problema quase tão antigo quanto a fé do homem: a intolerância religiosa.

Promovido pela Prefeitura de Vitória, o evento também quer incentivar o diálogo entre as diversas religiões que existem na cidade, tarefa nada fácil, mesmo em tempos em que a busca pela religiosidade é percebida em todas as classes e grupos sociais.

Para o primeiro seminário que vai discutir esse assunto, a prefeitura fez vários convites, mas não terá a participação de várias igrejas, como explica a gerente de Política de Raça, Nelma Monteiro. "Não teremos representantes de igrejas neopentecostais, que não responderam aos convites. Mas esse é um primeiro momento. O importante é iniciarmos o debate", afirma.

Esse é um sinal, segundo o professor de Teologia da Faculdade Unida de Vitória, Júlio Zabatiero, que também é palestrante do evento, de como a intolerância é mais simbólica do que física nos dias de hoje, e de que ainda é preciso evoluir muito nessa área. "Há um preconceito em relação a esse debate, o que também é um sinal de imaturidade de algumas religiões. Participar ativamente do exercício da democracia é muito importante e é um sinal de solidariedade, de compaixão, princípios comuns do religioso", contextualiza o professor.

Participe!
I Seminário Intolerância Religiosa em Debate: Desafios e Superações: além do debate com representantes de 10 religiões, haverá palestras com o professor de Teologia da Faculdade Unida de Vitória Júlio Zabatiero e com o secretário-executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas do Rio de Janeiro (CEAP-RJ), Ivanir dos Santos

Quando: no próximo sábado, a partir das 14 horas
Onde: no auditório da Casa do cidadão, em maruípe, Vitória
Inscrições: gratuitas, podem ser feitas pelos telefones 3382-6699 e 3382-6697, pela internet, no site da Prefeitura de Vitória (www.vitoria.es.gov.br) ou no local do evento


Fonte: Lista de discussão Intimas

Sim, casais formados por pessoas com 90 anos ainda discutem ocasionalmente. O exemplo pode ser visto no sofá da casa de Caroline Leto e Venera Magazzu: "Não vamos ter uma festa", diz Magazzu, de 97 anos, argumentando que elas são muito idosas para esse tipo de coisa. "Sim, nós somos", responde Leto, de 96, que admite que as duas podem ainda dançar polka.

Uma festa celebrando os 70 anos juntos é um marco para qualquer casal. Especialmente para essas duas senhoras, considerando que elas tiveram de silenciar sobre a história de amor delas durante décadas. "Você simplesmente não podia dizer para todo mundo que nós éramos amantes", contou Leto. "Você diz para as pessoas que somos amigas, algumas pensam que éramos irmãs".

Leto e Magazzu ignoram seu pioneirismo na comunidade gay e lésbica. Mas muitos dos seus amigos e parentes reforçam o seu papel, apontando para o fato de como o amor das duas foi capaz de transcender o tempo, cheio de obstáculos. Para celebrar o amor das duas, membros da Etz Chaim, uma associação de gays e lésbicas em Wilton Manors, estão planejando uma festa. Eles esperam que Leto e Magazzu atendam ao pedido e mostrem a todos como dançar a polka.

"Honestamente, eu acho que as duas estão mais apaixonadas do que no passado", afirma um amigo pessoal do casal. "Olhe para os casais heterossexuais. Você tem sorte se ainda permanece casado após sete anos. Esta é uma história de amor incrível".

Em 1939, Leto e Magazzu se conheceram em uma festa em Nova York. Leto achou Magazzu estilosa, que a considerou divertida. Um ano depois, Magazzu, professora, e Leto, operadora de telégrafo, mudaram-se para uma humilde casa, em Nova York. Elas passaram a maior parte da vida lá, com poucos parentes e amigos próximos sabendo sobre o relacionamento.

Magazzu conta que sempre brigou para contar para as outras pessoas, mas que temia o que elas poderiam pensar. Ela acredita que a sociedade daquela época era muito mais receptiva a duas mulheres que moram juntas do que a dois homens – e também bem menos inquisitiva.

"Eu acho que a maior parte das pessoas desconfiava, mas nunca fizeram escândalo sobre isso porque éramos apenas duas mulheres", disse. "Eles não perguntavam, e nós simplesmente não falávamos".

A sobrinha de Leto, Patricia Dillion, contou que cresceu acreditando que as duas fossem irmãs e sempre se referiu a elas como tias. Leto contou o "segredo" a ela durante uma festa de família. "Ela mencionou que elas tinham se casado", disse Dillion. "Eu fiquei tão feliz, mas depois fiquei pensando em todo o tempo que elas não puderam admitir isso".

Em 1996, as duas se registraram como parceiras em Nova York. Elas contam que fizeram isso porque sentiram que precisavam contar a todos sobre a sua vida juntas.

Anos depois, se mudaram para a Flórida, quando se tornaram mais ativas na comunidade LGBT, servindo de exemplo para os ativistas. Além disso, passaram a levar a vida de qualquer jovem aposentado na Flórida: viajando em cruzeiros, jogando pôquer com os amigos. Adotaram um animal de estimação, um macaco chamado Chi-Chi.

Em 2006, com uma desacelerada normal causada pelo avanço da idade, Magazzu colocou no papel a história delas, num livro chamado An Unadulterated Story: Young and Gay at 90 (Uma história pura: jovem e gay aos 90). Durante a entrevista que originou a matéria do Herald Tribune, o repórter presenciou um fato curioso: as duas discutindo sobre onde estava um exemplar do livro. Magazzu insistia que estava no quarto. Leto, que havia visto no bagageiro do carro.

"Ok, então se você sabe onde está tudo, vá lá e pegue", provocou Magazzu, enquanto apelava a uma busca na cozinha. Leto apenas sorriu e disparou: "Meiga, não?"

Postado por Nina Ferri

Sonhando acordada





Sonho acordada
Seu sorriso, seu toque e lábios
Meu corpo sente sem te ver
Suas mãos - carícias
A noite chega
E aguardo, sozinha, na cama
Uma forma de mais uma vez
Te encontrar


Poeminha antigo que fiz pra minha amada. Mas como ela está fora fazendo um curso e amanhã vou vê-la, tem tudo a ver com a noite.

Contando as horas!

Preconceitos




Ontem fui deixar minha namorada na casa da avó dela. Enquanto a esperava no carro, eis que chega o irmão dela e a namorada. Batemos um papo e ela logo se foi, deixando meu "cunhado" em casa.
Assim que minha namorada volta para o carro, pergunta como estavam os dois (irmão e cunhada) e eu digo que estão super bem. Ai ela me conta que estavam falando deles na casa da avó. Que ela é muito legal, uma gracinha de pessoa, mas não tem nada a ver com ele. Razão: ela é gordinha!
Caraca, o povo vive na igreja e me vem com essa. A menina é uma amor de pessoa, ama demais meu "cunhado", são um casal para lá de fofo e a família me vem com essa?
Uma outra sobrinha já foi condenada por eles por ter se casado com um negro (a família é de moreninhossss!!!)
Imagina quando souberem com que a sobrinha namora? Quero nem pensar!