Lésbicas acusam times e estádios de discriminação durante jogos



Fontes: sites Outsports e Queerty

Versão para o português: Eduardo Peret (Enviado para a Lista de discussão de e para lésbicas)

A Kiss cam, uma tradição nos esportes norte-americanos, não tem
acontecido nos jogos de alguns times da liga feminina de basquete, a
WNBA. Por quê? Porque existe a grande possibilidade de aparecerem duas
mulheres trocando beijos.

A Kiss cam é uma tradição que acompanha a história dos jogos: no
intervalo, a câmera que transmite os lances mais importantes para o
telão começa a percorrer a torcida e, quando ela focaliza um par de
‘pombinhos’, a arquibancada começa a gritar e torcer para que eles se
beijem apaixonadamente. Beijos ardentes são recebidos com ovações e
palmas. A transmissão chega a ser passada para a emissora de TV que
está cobrindo o jogo e, dependendo da ocasião, pode ser vista em rede
nacional.

Porém, alguns times da liga de basquete feminina, como o Washington
Mystics, por exemplo, baniram a Kiss cam de seus jogos. A razão é
clara: grande parte da torcida das equipes da WNBA é formada por
lésbicas – e abundam rumores sobre freqüência igualmente grande do
lado de dentro da quadra – e as empresárias que administram esses
times, querendo evitar confusão com grupos conservadores, preferiram o
caminho do “respeito”. Segundo a empresária Sheila Johnson, do
Mystics, “vêm muitas crianças assistir nossos jogos e não achamos
apropriado mostrar certas coisas em público”.

O problema não é só do basquete, nem é novo. No ano passado, dois
casais de mulheres foram ‘convidados a sair’ de jogos de basebol
porque estavam se beijando na arquibancada – quando havia casais
heterossexuais fazendo o mesmo, sem que a segurança lhes desse a
mínima atenção. Em ambos os casos, as mulheres se recusaram a sair,
fotografaram outros casais com seus celulares e entraram com ações na
justiça contra os times (que são os principais responsáveis pela
segurança dos estádios durantes seus jogos). Nos dois casos, tanto os
Mariners de Seattle quanto os Dodgers de Los Angeles, times
tradicionais da liga de basebol, pediram desculpas públicas e
ofereceram tickets gratuitos, lugares de honra e produtos autografados
do time às torcedoras. O que, na visão deles, compensa o fato de que
as mulheres ofendidas haviam comprado ingressos para a temporada
inteira e gastaram bastante com bonés, jaquetas, copos e outros
produtos de merchandising – como boa parte das torcidas, aliás.

Por enquanto, a solução jurídica – e financeira – parece ser a saída
para resolver esses casos isolados de discriminação, ou pelo menos
amenizá-los. Quanto à Kiss cam, o Mystics e outros times em situação
similar resolveram “nivelar por baixo”: suas gerências afirmam que não
se recusam a exibir beijos entre mulheres, mas sim “todo e qualquer
tipo de beijo”. Assim, será que soa menos preconceituoso?

Grupo Arco-Íris lança vídeo sobre Campanha Não Homofobia



Fonte: Notícia enviada pelo Grupo Arco-Íris para a Lista de discussão de e para lésbicas.

A Campanha Não Homofobia ganhará um novo fôlego nos próximos dias. Várias emissoras de televisão, como a Sony, MTV, TV Cultura, AXN e Animax veicularão um vídeo sobre a iniciativa de colher assinaturas virtuais para a aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia no país. O filme publicitário, assinado pela agência de propaganda Giacometti, de São Paulo foi cedido ao Grupo Arco-Íris.

A Campanha Não Homofobia - criada pela Indústria Nacional Design - ganha mais uma ferramenta para sua divulgação: o youtube. O vídeo tem 30 segundos e tem como gancho o alfabeto brasileiro para se falar dos iguais. Acesse, divulgue e dissemine:

MUSIC FOR MEN...



mas que vai agradar as meninas! CD novo do Gossip. Está excelente!

O Móbile: admiração




Acabei de assistir o curta de Lilian Werneck e recomendo. Pena que o "curta é curto", pois dava para explorar bem mais a situação.

Fica aí a dica. Para assistir, basta baixar do site do filme: http://omobile.blogspot.com/

Férias



Coisas chatas de se estar no armário e de férias. A namorada fica trabalhando a quilômetros de distância e você não viaja e fica na casa dos pais, bem longe dela... Saco! Aí ela vai entrar de férias e as coisas vão se inverter. Ela longe e você, trabalhando e sozinha em casa.
Mas o dia em que tudo isso vai mudar, espero eu, chegará. Aí poderemos tirar nossas férias juntas e viajar por aí ou quando as férias forem incompatíveis, ficar em casa com o almoço e a janta prontinhas e bem cheirosinha para quando a linda chegar cansadinha em casa... sem ninguém achar isso estranho.

OBS: A imagem é apenas ilustrativa... Vou ficar na praia, mas em casa mesmo.

Americano ganha na Justiça direito de ficar no Brasil por manter união gay


Fonte: G1


Um americano ganhou na Justiça o direito de permanecer legalmente no Brasil por manter uma união estável homoafetiva com um mato-grossense. Normalmente, o visto de permanência é concedido a estrangeiros casados com brasileiros, mas numa relação heterossexual.

A relação de Christopher Woodward Bohlander, 48, e Zemir Moreira Magalhães, 38, já dura 11 anos. Primeiro, eles precisaram comprovar que formavam um casal, o que foi reconhecido pela Justiça de Goiás em maio de 2008. O passo seguinte foi entrar com uma ação na Justiça Federal para garantir a permanência de Bohlander no país. Atualmente, o casal vive em Goiânia.

A sentença favorável, emitida pelo juiz Emilson da Silva Nery, da 8ª Vara da Seção Judiciária do estado de Goiás, saiu no final de junho. Com isso, o americano poderá viver legalmente no país. A União ainda pode recorrer da decisão.

Magalhães contou ao G1 que ele conheceu o parceiro em janeiro de 1998. Após um ano e meio de namoro, foram morar em Chicago (EUA). “Como o meu visto expirou, decidimos voltar ao Brasil porque achávamos que aqui seria possível obter o visto permanente para ele”, lembra Magalhães.

Chegaram de volta ao país em 2006, mas demoraram para encontrar um advogado que pegasse a sua causa. “Na verdade, todos os profissionais com quem conversávamos nos diziam que não sabiam que seria possível. Depois de muito tempo, encontramos um advogado que se dispôs a nos ajudar.”

“Resolvi apostar numa decisão que levasse também em consideração a união entre duas pessoas do mesmo sexo”, afirma advogado Yuri de Oliveira Pinheiro Valente, de 28 anos. Em maio de 2008, veio o reconhecimento na Justiça, mas o americano ainda estava ilegal e corria o risco de pagar multa e ser até expulso do país.

“Nesse período em que o Christopher ficou ilegal, foi muito estressante. Eu precisava até dirigir o carro para ele porque ele não tinha carteira de motorista. Ele também precisou fazer uma cirurgia e nem pude ficar com ele. Foi muito difícil”, conta Magalhães.

Em outubro de 2008, entraram com o pedido de permanência com base na união estável. Uma decisão liminar foi concedida e Bohlander pôde aguardar legalmente no país até sair a sentença, o que aconteceu no final de junho.

“Foi uma grande vitória. Nós estávamos assistindo ao jogo de futebol entre Brasil e Estados Unidos quando o advogado nos ligou para contar. Nem acreditamos. Demorou até cair a nossa ficha”, afirma. “As nossas famílias estão comemorando muito. E quisemos contar a nossa história justamente para servir de exemplo para outros casais na nossa situação.”

Para o advogado do casal, a decisão é inédita e representa um avanço muito grande. “O Judiciário está dando provas de que a legislação precisa acompanhar as mudanças da sociedade.”

Esperança para casais gays garantirem seus direitos




Fonte: A Gazeta (04/07/2009)
http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=519589

A possibilidade de que a união civil entre homossexuais possa ser reconhecida por meio de uma decisão do Supremo Tribunal Federal encheu de expectativas ativistas e organizações capixabas ligadas aos direitos de gays, lésbicas e transgêneros. Na última quinta-feira, o Ministério Público Federal pediu ao STF que torne obrigatório o reconhecimento de tais uniões como famílias e que se dê a elas os mesmos direitos dos relacionamentos estáveis entre heterossexuais.

"Acredito que há mais chance de o Supremo decidir pelo reconhecimento. É a segunda ação nesse sentido. É uma questão de bom senso", afirma a coordenadora-geral do Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (Gold), Vanilly Borghi.

Ela lembra ainda que, fora do judiciário, o direito dos casais de gays e lésbicas já vêm sendo reconhecidos. "Exemplos são os casos da Caixa Econômica, onde já é possível financiar um imóvel com o companheiro e mesmo no INSS já vimos decisões semelhantes".

Membro do Grupo de Diversidade Sexual Plur@l, Luiz Cláudio Kleaim reconhece a iniciativa do MPF um avanço, mas lembra que os homossexuais também querem ter direito ao rito do casamento como os demais casais, o que é previsto na petição. "É um avanço, principalmente para uma sociedade tão vinculada à ideia de propriedade como a nossa. Mas ainda não se fala em casamento, algo que tem muito mais a ver com a ideia de casal".

O MPF propôs ao Supremo uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), um instrumento específico do direito, usado quando direitos fundamentais são violados e não há recurso dentro do Direito que permita reverter a situação. Se for aceito, o pedido pode conceder aos casais homossexuais o direito a pensão alimentícia, e a fazer declaração conjunta de Imposto de Renda, por exemplo.

"Se as igrejas não reconhecem nenhuma união fora do casamento entre homem e mulher, não se vai discutir nenhum direito que venha dessas uniões homossexuais"
Enoque de Catro, Pastor

Igrejas não aceitam equiparar união gay ao casamento

Se por um lado o judiciário tende a corrigir as lacunas na legislação em relação aos direitos dos homossexuais, a postura das igrejas tende a caminhar no sentido oposto.

Para o presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, Enoque de Castro Pereira, as igrejas evangélicas dificilmente deixarão de se posicionar de forma contrária ao reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo, tendo como base, para isso, os princípios bíblicos.

"Preservamos a família, que se forma com a união de um homem e uma mulher. É uma questão polêmica, mas no meio evangélico, posso dizer que as pessoas são 100% contra", afirma.

O bispo Antônio Augusto Dias Duarte, da Comissão para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse ver com reservas a ação da procuradoria. Ele afirmou que a Igreja não se opõe ao reconhecimento da união civil entre homossexuais para a garantia de direitos civis. No entanto, se disse preocupado com a possibilidade de a decisão equiparar esse tipo de relação ao casamento. "Não se pode privar duas pessoas que vivem juntas dos seus direitos sociais. Por outro lado, a Igreja não concorda em se equiparar qualquer união afetiva ao casamento".

Pouco preconceito nas adoções

Enquanto o direito dos casais de homossexuais não avançam no campo do legislativo, na Justiça, várias decisões têm aberto jurisprudência para que eles possam viver plenamente suas relações afetivas, inclusive tendo filhos adotivos.

Um dos casos mais recentes que encheu de expectativas ativistas ligados à causa gay foi a adoção autorizada pela Vara da Infância e Juventude do Recife, a um casal de homossexuais de Natal, no Rio Grande do Norte. O que mais chamou atenção nesse caso, foi o fato de os pais terem sido aprovados no cadastro comum. Dois homens adotaram duas irmãs, de 5 e 7 anos.

Casos de adoção por gays também ocorreram nos últimos anos na Justiça de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Em relação à Justiça desse Estado, a própria Procuradora-geral Deborah Duprat faz referência aos avanços, citando o órgão "já se pronunciou sobre a competência das varas de Família para julgamento das ações de dissolução de união entre pessoas do mesmo sexo e sobre a viabilidade de adoção."

Discussão lenta no Congresso

O fato de o reconhecimento da união civil entre homossexuais ter ido parar no STF também está ligado à morosidade e à polêmica que envolvem esse tema no Congresso Federal. Projetos de lei que tratam do mesmo assunto tramitam na Câmara de Deputados desde 1995 e até hoje, nenhum foi aprovado.

A primeira proposta neste sentido foi formulada pela ex-deputada e ex-ministra Marta Suplicy e visava a dar aos casais gays os mesmos direitos que têm os casais de heterossexuais que vivem relações estáveis, mesmo sem terem se casado oficialmente. A lei no entanto, não convertia as uniões em casamento.

A mais recente tentativa dos deputados de votar o assunto veio com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 4914/2009 que, além de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, prevê a adoção de crianças por casais homossexuais. Outro projeto de lei que beneficia os homossexuais é o 122, que tramita no Senado e propõe tornar crime a discriminação por orientação sexual.

Companheiros esperam benefícios

Membro do Grupo de Diversidade Sexual Plur@l, Luiz Cláudio Kleaim tem 29 anos, é professor da rede pública estadual e, como cidadão, também gostaria de ter a união com o seu parceiro reconhecida.

Luiz vive há três anos com o estudante Clair da Cunha Moura Júnior, 34, e conta que a ausência de direitos do casal já foi sentida em alguns momentos. "Chegamos a procurar um apartamento para financiar, mas nos informaram que não poderíamos fazer o negócio juntos. Esse não foi o único empecilho para o financiamento, mas é um exemplo de como as coisas funcionam", diz.

Se a união estável seria bem-vinda? "Claro que sim. Seria muito mais prático se tivéssemos direito a benefício previdenciário e se pudéssemos incluir o outro como dependente no plano de saúde, por exemplo. São direitos aos quais não temos acesso hoje, mas que representariam uma série de garantias para os dois", diz.

Luiz lembra que, hoje, os casais homossexuais que querem ter esses direitos garantidos precisam procurar a Justiça. "Você tem que questionar o status quo da sociedade e, ainda, correr o risco de dar errado". (Priscilla Thompson)

"O indivíduo heterossexual tem plena condição de formar a sua família... Ao homossexual, a mesma possibilidade é denegada, sem qualquer justificativa aceitável"

O que diz a procuradora-geral

"O Estado, contudo, não pode basear-se no discurso religioso para o exercício do seu poder temporal, sob pena de grave afronta à Constituição"

Casos reconhecidos no Judiciário

Rio Grande do Norte
Um casal de homens homossexuais do Rio Grande do Norte conseguiu adotar duas irmãs, de cinco e sete anos, por meio de inscrição no cadastro de adoção, em outubro do ano passado. O caso foi inédito por não ter se tratado de processo especial ou feito individualmente, na Segunda Vara da Infância e Adolescência do Recife

São Paulo
Em 2006, a Justiça de Catanduva, interior de São Paulo, garantiu ao casal Vasco Pereira da Gama Filho e Dorival Pereira de Carvalho a adoção da menina Teodora (juntos, na foto), que teve na sua certidão de nascimento o nome dos dois pais. Foi o primeiro caso no país

Rio Grande do Sul
Um parecer da Corregedoria Geral da Justiça do Estado, publicado em março de 2004, permitiu que cartórios gaúchos aceitassem pedidos de casais homossexuais para registrar em documento a existência do relacionamento.

Em abril de 2006, o Tribunal de Justiça do mesmo Estado concedeu a adoção de duas crianças a um casal de mulheres homossexuais, que viviam juntas desde 1998. Elas adotaram dois irmãos biológicos, de três e dois anos de idade

O que quer o MPF

Pedido. A Procuradoria-geral da República propôs ao Supremo que torne obrigatório no Brasil o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e que eles tenham os mesmos direitos dos casais de heterossexuais que têm relações estáveis

Argumento. O principal argumento utilizado pela Procuradora-geral Deborah Duprat foi de que não reconhecer as uniões entre homossexuais como relações civis estáveis é violar direitos fundamentais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade e a proibição de discriminações, todos previstos na Constituição

Liminar. O pedido também foi feito em caráter de liminar, tendo em vista que os casais homossexuais podem sofrer danos que não poderão ser reparados quando o mérito da ação for julgado, como por exemplo, não receber pensão alimentícia em caso de separação

Julgamento. A corte do Supremo Tribunal Federal, composta por 11 ministros é que vai julgar o pedido

País está mais perto de reconhecer união entre homossexuais




Fonte: A Gazeta (03 de julho de 2009)
http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=519397

A Procuradoria Geral da República pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que torne obrigatório o reconhecimento da união civil entre homossexuais. Na ação, a procuradora-geral interina Debora Duprah defende que a Corte estenda aos casais de gays e lésbicas os mesmos direitos e deveres existentes nas relações estáveis entre homens e mulheres. Se o pedido for aceito, esse tipo de união passará a ser reconhecido por todos os órgãos públicos do país, mesmo que o Congresso ainda não tenha regulamentado o assunto.

O Ministério Público Federal quer que os homossexuais tenham os mesmos direitos que os heterossexuais em temas como herança, divisão de bens e recebimento de pensão alimentícia e benefícios previdenciários. De acordo com o pedido, gays e lésbicas também poderiam receber visitas íntimas em presídios e fazer declarações conjuntas de Imposto de Renda à Receita Federal.

Na ação, a procuradora-geral interina afirma que o não reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo viola diversos princípios fundamentais da Constituição, como os da dignidade da pessoa humana, da igualdade, da liberdade e da proibição de discriminações odiosas, da igualdade.

"O indivíduo heterossexual tem plena condição de formar a sua família, seguindo as suas inclinações afetivas e sexuais. Pode não apenas se casar, como também constituir união estável, sob a proteção do Estado. Porém, ao homossexual, a mesma possibilidade é denegada, sem qualquer justificativa aceitável", escreveu Deborah.

Ainda de acordo com a procuradora, a situação atual compromete "a possibilidade de exercício de direitos fundamentais por pessoas homossexuais, que se veem impedidas de obter o reconhecimento oficial das suas uniões afetivas e de ter acesso a uma miríade de direitos (...) que são concedidos sem maiores dificuldades aos casais heterossexuais que vivem em união estável".

O MP pediu ainda que a causa seja julgada em conjunto com outra ação semelhante apresentada pelo Estado do Rio em fevereiro de 2008, que tem como relator o ministro Carlos Ayres Britto. O pedido do governador Sérgio Cabral tinha validade apenas para o território fluminense. A ação apresentada ontem também requer que o STF promova audiência pública sobre o tema e reconheça a união entre homossexuais em caráter liminar – ou seja, antes mesmo do julgamento em plenário. A expectativa é de que o tribunal julgue o caso neste segundo semestre.

Tribunal na Índia derruba lei que proíbe sexo entre gays


Fonte: Terra



A Alta Corte da capital da Índia, Nova Délhi, decidiu que as relações sexuais consentidas entre adultos do mesmo sexo devem deixar de ser crime no país. A corte considerou a lei discriminatória e uma "violação dos direitos fundamentais".

A decisão reverte uma lei de 148 anos que havia sido herdada do tempo em que o país era uma colônia britânica e que qualificava sexo entre indivíduos do mesmo gênero como "um atentado contra a natureza".

Relações sexuais entre gays eram passíveis de multa ou uma punição de até dez anos de cadeia.

O correspondente da BBC na Índia, Soutik Biswas, disse, contudo, que a decisão judicial poderá ser contestada pois os valores sociais conservadores ainda são fortes no país.

Discurso

Gays estão sujeitos a ser discriminados e perseguidos diariamente na Índia. E a descriminação pode abrir caminho para uma mudança de discurso em um país onde sexo, de maneira geral, é assunto delicado. Segundo Biswas, até falar sobre o assunto pode ser um tabu.

Defensores dos direitos dos gays em todo o país saudaram a decisão do tribunal em Délhi e disseram que este é o "Stonewall da Índia", em uma referência a uma rebelião provocada por uma batida policial em 1969, no bar gay Stonewall, em Greenwich Village, Nova York, que marcou o lançamento do movimento pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos e no mundo.

"Eu acredito que o que vai acontecer agora é que poderemos reclamar muito dos direitos fundamentais e civis que nos foram negados", disse à BBC o advogado e ativista Aditya Bandopadhyay, acrescentando que a decisão restora a sua "fé no Judiciário".

Outro ativista destacado, Ashok Row Kavi, editor da primeira revista para gays do país, elogiou a decisão judicial mas disse que o preconceito contra homossexuais vai continuar.

"O estigma social vai persistir. É uma longa batalha. Mas a decisão vai ajudar na prevenção da propagação do vírus HIV (que causa a Aids). Agora homens gays podem ir ao médico e falar sobre os problemas deles. Vai ajudar a impedir intimidação em delegacias."

Igreja

Mas a reversão da antiga lei incomodou outros grupos. Segundo o correspondente da BBC em Nova Délhi Chris Morris, líderes religiosos hindus, muçulmanos e cristãos se disseram contra a legalização do sexo entre homossexuais.

Em 2004, o governo da Índia se opôs a uma petição legal que buscou legalizar o homossexualismo, mas o documento foi rejeitado pelo tribunal de Délhi.

Grupos de direitos de cidadãos e a Organização Nacional para o Controle da Aids (Naco, um órgão do governo da Índia) exigiram que o homossexualismo fosse legalizado.

Estima-se que mais de 8% dos homens homossexuais na Índia sejam portadores do vírus HIV, em comparação a menos de 1% na população do país.



Surpresas da Internet... Anyone but me, uma maravilhosa webserie sobre... jovens e suas dificuldades de se fazerem aceitos no mundo.
A primeira temporada tem 10 curtos episódios e tem como protagonistas Rachael Hip-Flores e a belíssima Nicole Pacent.

Sinopse:
Quando a adolescente de 16 anos, Vivian McMillan,mudouse de Nova Iorque para o suburbio, seus relacionamentos, passado e presente, são testados. E sua identidade passa por mudanças sísmicas. Filha de um bombeiro da cidade de NY, Vivian não tem outra alternativa a não ser deixar a cidade com seu pai depois dos problemas de saúde surgidos após o 11 de setembro tê-lo feito se aposentar. Esse novo drama divertido e relevante fala para todas as idades e corações seguindo a jornada de 6 jovens e os adultos que tentam entendê-los.