Momento fofoca



Luiza Possi e Maria Gadú passeiam juntas no Rio

Cantoras levaram um cachorrinho para dar uma volta pelas ruas do Leblon, Zona Sul da cidade.

Momentinho fofoca. Há alguns meses saiu a notícia de que Maria Gadu e Luiza Possi tiveram um final de semana romântico em Ilha Grande, com direito a jantar à luz de velas.
Dia 22 do corrente mês, a Ego divulgou a notícia de que as duas novamente foram vista em passeio noturno no Leblon, Rio de Janeiro, no dia 21 de dezembro, levando um cachorrinho para passear.
E aí? É namoro ou só amizade? Torço para a primeira opção!

Pelo direito à indiferença

Adorei esse vídeo de Portugal! Simples, engraçado e diz tudo.

Casais gays oficializam união com contratos em cartórios




Fonte: Jornal A gazeta

Eles constituem família, mas não têm a garantia da Justiça e querem o reconhecimento dos seus direitos. A cada ano, o número de casais homossexuais à procura dos cartórios com o objetivo de estabelecer contratos de união homoafetiva cresce no Estado. Em Vitória, só no Cartório Amorim, localizado na Avenida Fernando Ferrari, foram cerca de 20 neste ano.

A Escritura Pública Declaratória de Relação de Fato em União Homoafetiva - como é chamada - é capaz de assegurar direitos como o de herança, pensão e também estabelecer obrigações ao casal. O integrante do Fórum Estadual em Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (LGBT), Cléber Teixeira de Oliveira, lembra que muitos ainda têm receio em expor a relação, mas a tendência é que essas decisões tenham cada vez mais respaldo.

“A formalização da união é uma maneira de se resguadar perante a Justiça. Mas sabemos que nem sempre essas decisões são aceitas, porque a lei ainda não reconhece a união entre homossexuais. Por isso, inclusive, muita gente nem chega a procurar por seus direitos”, afirma Cléber.

O tabelião do Cartório Amorim, Eduardo Amorim, explica que, para fazer uma escritura como essa, basta que o casal compareça ao cartório com documentos de identidade e CPF. “Nós possuímos um modelo de contrato que pode ser utilizado. Assim como em qualquer contrato, os direitos prescritos ali só são garantidos pelo juiz, mas o registro é um primeiro passo”, diz. O valor do contrato é de cerca de R$ 50,00.

O casal também pode optar por contratar um advogado que redija um contrato específico para o seu caso e que contenha tudo aquilo que desejam ver resguardado.

Apesar da crescente procura, muitos casais ainda preferem continuar no anonimato. A agente de prevenção X., 34 anos, vive há cinco com uma mulher e prefere não se identificar por causa dos filhos gêmeos, de 2 anos. No próximo ano, porém, as duas pretendem formalizar a união. “Queremos nos casar, assim como os heteros, e vemos no contrato uma segurança. Já estamos procurando nos informar sobre os tipos de contratos”, diz.

Eles querem garantir a segurança do seu patrimônio
Os cabeleireiros Carlos Roberto Miranda, 22 anos, e Lécio Oliveira dos Anjos, 27, conheceram-se há cerca de seis meses e, em pouco tempo, já sabiam que queriam viver juntos para sempre. O primeiro passo para a consolidação do sonho foi morar na mesma casa. Logo depois, em setembro deste ano, eles se casaram no candomblé, numa cerimônia religiosa que contou com a presença de todos os parentes e amigos.

“Agora, queremos assinar um contrato que nos dê segurança. É um desejo dos dois, de formalizar nossa união e dar garantias ao outro caso algum de nós venha a faltar”, explica Lécio.

Os dois também pretendem realizar outro sonho: o de construir um salão. “Estamos nos planejando para isso e, depois, vamos fazer o contrato. Talvez a gente espere completar um ano do casamento no religioso para assinar os papéis. Assim podemos comemorar em dobro”, diz Lécio.

Projeto de 1995 ainda aguarda tramitação
“Os projetos de lei esbarram sempre na resistência”, diz o integrante do Fórum Estadual LGBT, Cléber Teixeira de Oliveira, sobre as propostas que aguardam votação. As principais são o PL 580, de 2007 - que busca assegurar o reconhecimento dos contratos de união homoafetiva - e o PL 1.151 - que disciplina a parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo e tramita desde 1995. No entanto algumas religiões realizam celebrações de reconhecimento da união. O coordenador do Fórum Estadual em Defesa dos Direitos LGBT, Carlos Dy Cabral, já celebrou duas, no candomblé. “O casal compromete-se a ser fiel, a respeitar o outro, assim como fazem os casais heterossexuais.”

Entenda a união homoafetiva
O contrato não garante os direitos, mas é o primeiro passo

As garantias legais
União. A união civil homossexual não é garantida pela legislação brasileira. A Constituição Federal, no Artigo 226, estabelece que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”

Família. A Constituição também não reconhece a constituição de família entre pessoas do mesmo sexo. O Artigo 1º da Lei 9.278/96 define: “É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família”

Relação homoafetiva. Os casais homossexuais que desejam formalizar a união podem fazer uma Escritura Pública Declaratória de Relação de Fato em União Homoafetiva, no cartório. A escritura resguarda alguns direitos do casal, assim como num contrato de união estável feito por casais heterosssexuais

Direitos.
Entre os direitos resguardados estão a inclusão do parceiro como beneficiário no INSS e a constituição de uma esfera patrimonial comum. Ou seja, os bens adquiridos em nome de ambos podem ser divididos em caso de separação

Deveres. Também são estabelecidos alguns deveres do casal, como a divisão de todas as despesas relativas a pagamentos de impostos, taxas e contas de telefone, energia e outros

Como registrar a união homoafetiva

Primeiro passo. Em primeiro lugar, é preciso procurar um advogado que possa redigir a escritura. Depois, é preciso registrá-lo em cartório

No cartório.O contrato também pode ser feito no próprio cartório, mas, nesses casos, costuma-se utilizar um modelo padrão

Validade. A união homoafetiva não é prevista pela constituição, e o documento pode ou não ser aceito pelo Judiciário. Mas o contrato é mais uma prova de que houve a convivência, e facilita a concessão de direitos ao casal, incluindo o de herança

Como registrar a sociedade

Requisitos. Outra opção é registrar a união como sociedade de fato. Nesse caso, também é preciso que seja redigido um documento e que ele seja registrado em cartório

Bens garantidos. A sociedade é uma figura comercial, em que as partes se unem com o objetivo de obter lucros, conjuntamente. Ou seja, a união homoafetiva não é explicitada no documento. Ele serve apenas para resguardar os dois da garantia de divisão de bens, por exemplo

Sem herança.
Esse tipo de parceria não prevê direitos enquanto casal, mas enquanto sócios. Portanto, o direito de herança não está previsto

Não ao preconceito
Maria Berenice Dias
Desembargadora aposentada e advogada especializada em Direito Homoafetivo

“Não dá pra fingir que a união homoafetiva não existe”

Há um ano atuando como advogada especializada em Direito Homoafetivo no Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias já realizou mais de 30 uniões de casais homossexuais. A advogada é desembargadora aposentada e foi a primeira a abrir um escritório especializado em direito homoafetivo no Brasil. Recentemente, contabilizou a existência de mais de 700 decisões judiciais em todo o país reconhecendo algum tipo de direito aos homossexuais. No Espírito Santo, identificou sete, sendo dois de concessão de pensão por morte e apenas um de reconhecimento de sociedade de fato.

Como o casal homossexual pode garantir seus direitos?
O que está se fazendo hoje é o estabelecimento de um pacto de união homoafetiva, perante um tabelião, registrado em cartório. Esse contrato delibera a respeito de várias questões, como os direitos, as obrigações, o regime de bens e o que mais eles desejarem formalizar.

Mas esse contrato não reconhece a união estável...
Não, porque ela só é permitida para casais hetero. Por isso a gente faz a escritura de união homoafetiva. Com ela, ninguém pode dizer que a união do casal homossexual não existe, porque está lá no contrato, assinado por eles e por testemunhas.

Com o contrato os direitos estão automaticamente garantidos?
Não, porque o reconhecimento da união depende da Justiça. O que o contrato faz é servir de prova de que essa união existe, porque, muitas vezes, a garantia dos direitos na Justiça tropeça justamente na ausência de provas. A família nega, as pessoas negam, e isso dificulta o processo. Estabelecer o contrato antes torna o processo mais fácil, já que ele se constitui como prova.

A Justiça tem reconhecido esses contratos?
A quantidade de decisões favoráveis é uma surpresa. Se a gente pensar que a Justiça levou mais de 60 anos para reconhecer as uniões extramatrimoniais, o concubinato, podemos dizer que avançamos muito em uma década. Claro que não é o que queremos, mas estamos caminhando. Mesmo sem lei que assegure a união homoafetiva, não dá pra fingir que ela não existe.

E no âmbito da advocacia, como estão os avanços?
Temos feito reuniões em vários Estados - inclusive queremos fazer uma com os advogados do Espírito Santo - para criarmos perante a Ordem dos Advogados uma comissão de diversidade que garanta os atendimentos. As pessoas também precisam saber em que portas bater para ir atrás dos seus direitos, já que tanta gente ainda tem preconceitos.

Que motivos são alegados para não reconhecer a união homoafetiva?
Alega-se de tudo: que a Constituição Federal diz que a união estável só existe entre um homem e uma mulher, que o casamento é contra a natureza, que a Bíblia diz que não pode. Ou seja, muitos argumentos nem são jurídicos, são morais, mas lança-se mão deles ainda assim.

O que é preciso para que esses contratos sejam convertidos em casamento?
É preciso acabar com o preconceito. Nem a lei diz o que casamento precisa ter diversidade de sexos. Já houve dois pedidos de conversão de união em casamento, aqui no Brasil, mas a Justiça negou.

DOTZ






Hoje entrei no site DOTZ para efetuar a compra do DVD novo da Ana Carolina (N9ve+1) e aproveitar e ganhar uns pontinhos. Eis que me deparo com a foto acima na propaganda de abertura do site.
O que acham? Mensagem subliminar? Flor, a troca de olhar das duas...

Parada Gay atrai 20 mil pessoas a Cariacica




Fonte: Jornal A Gazeta

Fantasiados, drag-queens, casais e simpatizantes não se importaram com o forte calor deste domingo (29) e participaram da festa com muita animação.

Uma mistura heterogênea de pessoas tomou conta das ruas d0 bairro Campo Grande em Cariacica, durante a sétima edição do Manifesto de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do município.

Segundo a presidente da Associação Arco-íris Espíritossantense, Hellen Biazzart, Cariacica ficou um período sem receber um manifesto LGBT porque não havia grupos interessados em assumir a organização de um evento de grande porte. Segundo ela, a intenção e reforçar movimentos do gênero.

"O município de Cariacica é o que agrega o maior público em paradas e manifestos gays. Estamos realizando essa caminhada com muito orgulho. Já está começando o movimento muito bonito, muito colorido, vamos resgatar nossa cidadania, o respeito. Queremos que a sociedade diga não ao preconceito e à discriminação", ressaltou Hellen.

Entre os participantes homossexuais, muitos não escondiam o clima de romance. É o caso de Leonardo e Fábio, que apesar de uma diferença de idade de 17 anos, foram ao manifesto vestidos de policial e prisioneiro.

"Desde o primeiro dia nos sentimos presos um ao outro. A gente veio aqui para levantar nossa bandeira, nosso orgulho, e mostrar a todo mundo que o mundo é muito mais colorido que as pessoas pensam", afirmou Leonardo.

Apesar de assumirem o romance no Manifesto, o casal prefere esconder sua condição em público, fora do evento. "Por ora, a gente está se conhecendo, tem que ser uma coisa mais tranquila, mais normal. A gente não pode agredir a sociedade. Aqui é um movimento para a gente se sentir livre e bem, mas lá fora a gente tem que ser mais reservado. No momento certo, demonstramos nosso carinho", explicou Fábio.

O secretário de Cidadania e Trabalho de Cariacica, Jorge Davel, que foi ao 7º Manifesto LGBT representando o prefeito Helder Salomão, afirmou que o público pode esperar o apoio da administração pública em novos eventos, além de ações de apoio aos homossexuais.

Para garantir a segurança do público, a Polícia Militar marcou presença com três viaturas e 60 homens fardados. Durante as dez horas do evento, o público pôde conferir muita música, shows e apresentações que enalteceram a presença homossexual em Cariacica.

Juízes ignoram a lei e beneficiam os gays




Fonte: Jornal A Gazeta

No Brasil, se depender das leis, direitos civis específicos dos homossexuais são inexistentes. Mas juízes e tribunais de todo país vêm fazendo uma revolução silenciosa ao legitimar, quase que diariamente, relações homoafetivas, com decisões vanguardistas e pouco difundidas. A Justiça Federal tem sido a mais ousada, mas ganham destaque ações da Justiça de alguns Estados, como a do Rio de Janeiro e a do Rio Grande do Sul. A Justiça paulista é considerada uma das mais conservadoras.

Exemplo de uma decisão avançada e pouco difundida é um despacho de 12 de dezembro de 2008, do juiz Cairo Roberto Rodrigues Madruga, de Porto Alegre, que permitiu a duas crianças terem estampados em seus documentos o nome de duas mães – um direito nunca reconhecido por lei.

Empenhada em difundir essas decisões, a advogada Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada do TJ gaúcho, criou um portal na internet com despachos de juízes e de tribunais de todo o país sobre o direito homossexuais.

São mais de 700 decisões nas quais o Judiciário confere direitos civis básicos. Figuram entre essas conquistas a união estável, a partilha de bens após a separação, pensão por morte do companheiro, adoção de crianças, visto de permanência no Brasil a estrangeiros que tenham companheiro do mesmo sexo, dependência em planos de saúde e mudança de nome e de gênero em documentos.

Em contrapartida, há no site decisões que negam esses direitos. Também há casos de indenização para compensar danos morais causados por preconceito.

Parada gay espera levar 40 mil a Cariacica



Fonte: Jornal A Gazeta

Sob o tema 'Diversidade Sexual e Cidadania', no dia 29 de novembro, a Associação Arco Íris Espirito Santense realiza o 7º Manifesto de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) de Cariacica. Segundo a organização, o manifesto é considerado o maior do Estado pela quantidade de público que recebe. Para este ano, a estimativa é de 40 mil pessoas.

A parada gay vai partir às 13h da Avenida Expedito Garcia, no centro de Campo Grande, em direção à Rua Alice Coutinho, próxima à Câmara Municipal. O evento vai contar com trio elétrico, dj's, gogoboys e shows de drag queens. A festa está programada para acabar às 22hs.

Para a presidente da Associação Arco Íris Espirito Santense, Hellen Brizzat, o objetivo da parada é cobrar do governo políticas públicas para a comunidade LGBT. "Queremos ter o direito de estudar, de se capacitar profissionalmente e de sermos inseridos no mercado de trabalho. O manifesto leva o lema de dizer não ao preconceito e discriminação, e sim à liberdade sexual".

Durante a festa, a organização do evento também informou que irá distribuir preservativos, além de conscientizar o público sobre as doenças sexualmente transmissíveis.

Obrigada pela informação, Maiara!

Companheira de servidora pode receber pensão




Fonte: Jornal A Gazeta

O Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro (IPAJM), do Governo do Estado, foi condenado a reconhecer a união homoafetiva de uma servidora já falecida e pagar pensão à mulher que viveu com ela por 20 anos. A decisão - a terceira em desfavor da autarquia - abre precedente para que outros casais homossexuais requeiram na Justiça o direito de herança em caso de morte de um dos cônjuges.

Das outras duas ações que já condenaram o Estado a reconhecer os direitos de um cônjuge homossexual, esta é a primeira que determina a inclusão imediata do repasse do beneficiário na folha de pagamento, mesmo com a possibilidade de recurso por parte do Estado. Caso o IPAJM descumpra esta determinação, fica sujeito a multa no valor de R$ 1 mil por dia, além de sanções criminais e civis.

As duas mulheres, que terão os nomes preservados, chegaram a declarar a união homoafetiva por meio de uma escritura pública lavrada em cartório, que depois veio a servir como prova no processo judicial. Em 2006, a servidora do Estado faleceu, vítima de um câncer no intestino.

De acordo com o advogado Rodolpho Randow, que fez a defesa da parceira da servidora, a decisão teve que levar em consideração mais que relatos de testemunhas e provas.

"A Constituição diz que a união entre homem e mulher é reconhecida. Mas a interpretação que temos que fazer é que não há distinção entre direitos do homem e da mulher. Isso não quer dizer que eu só possa reconhecer a união entre um homem e uma mulher, ou seja, se uma pessoa tem um ente querido que vem a falecer, essa pessoa tem que ter seu direito previdenciário reconhecido", explica.

Após a morte da servidora do IPAJM, a companheira enfrentou problemas financeiros e, sem alternativa para quitar as dívidas, surgidas durante o tratamento contra o câncer, foi buscar oportunidades em Portugal. De volta ao Brasil, ainda não havia conseguido pagar, segundo ela, nem as despesas do funeral.

Instituto diz que vai recorrer da decisão

O presidente-executivo do IPAJM, Osvaldo Hulle, disse que a autarquia vai recorrer da decisão. Ele destacou, ainda, que o corpo jurídico do instituto fará um estudo sobre as alegações apresentadas a fim de convencer o Poder Judiciário de que o caso deve ser reavaliado. "Nós já cumprimos a determinação judicial e incluímos o nome desta pessoa em nossa folha de benefícios, mas há outros aspectos que devem ser observados para conservar a manutenção previdenciária".

Multa de R$ 32 mil para casa noturna que barrou travestis

Fonte: Jornal A Gazeta



O fato de três travestis terem sido barrados na porta da casa noturna Casa Clube, na madrugada do dia 8 de agosto, deste ano, começou a render punições para a empresa. O Procon de Vitória multou o estabelecimento em R$ 31.649,16, alegando que nenhuma empresa pode escolher a quem oferecer um produto ou um serviço.
Segundo Eliézer Tavares, o secretário Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Vitória, órgão ao qual o Procon está ligado, A atitude feriu o Código de Defesa do Consumidor, e isso justifica a multa.
O valor foi estipulado de acordo com uma estimativa do faturamento da empresa. A multa é de R$ 10.549,72, por cada um dos barrados. Cabe à Casa Clube recorrer da decisão. "No Procon há uma segunda instância. Se a decisão for confirmada lá, a empresa ainda pode recorrer ao Ministério Público Estadual, que possui uma vara especializada em consumidor", esclarece o secretário.
O dinheiro da multa não será destinado aos reclamantes. O valor recolhido segue para o Fundo Municipal do Procon e terá a finalidade de bancar ações para esclarecer à população sobre os direitos do consumidor.
Daniela Dshamps, um dos travestis barrados na madrugada do dia 8 de agosto, acredita que a decisão do Procon é o primeiro sinal de que está sendo feita justiça. "Estão nos dando razão. Nada que eles tiverem que pagar vai desmanchar a vergonha que passamos naquele dia", desabafa.

Luta pessoal
O travesti assume temer voltar ao local com medo de represálias "Não queremos mas ir lá, e estamos lutando, também, para que outras pessoas não passem pelo mesmo constrangimento", diz.
Além da ação que corre no Procon, as travestis aguardam, ainda, o resultado de um processo por danos morais que corre na Justiça comum. "Nós estamos pedindo indenização. A empresa já tentou acordo mas nós não aceitamos. Segundo o nosso advogado, a primeira audiência deve acontecer ainda este mês", relata.
A direção da Casa Clube foi procurada para comentar a polêmica envolvendo a denúncia e se posicionar a respeito da multa proferida pelo Procon, em outubro, relacionada aos fato de os três travestis terem afirmado que foram barrados na porta da casa noturna em agosto. Guilherme Baião Tavares, um dos sócios da casa noturna, informou por meio de uma nota que a primeira decisão foi contestada e a empresa está aguardando, agora, nova avaliação dos fatos pela Justiça.

'É necessária uma lei que puna quem cometa ofensas homofóbicas'




Victor R. S. Orellana* - O Estado de S.Paulo

- A essência do Estado de Direito é garantir equilíbrio, meios de vida e direitos para cada cidadão. Para viver em sociedade é necessário respeitar o próximo e seus direitos. A Constituição assevera que o Estado não pode discriminar seus cidadãos. É dever do Estado impedir que supremacistas brancos inferiorizem negros e afrodescendentes. Da mesma forma, é necessária uma lei que puna quem cometa ofensas discriminatórias, sejam elas sexistas, racistas, homofóbicas, xenofóbicas. O Estado deve estar ao lado dos direitos humanos e contra posturas retrógradas de setores da sociedade que tentam sabotar um projeto de lei destinado a promover a convivência pacífica e coexistencial. Falo do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006. É cristão fazer o possível para que um gay não seja humilhado ou agredido por ser diferente. Isso é amor ao próximo, e é também dever cristão estar ao lado dos direitos humanos e da justiça social. Perguntaria aos evangélicos e indivíduos que se mobilizam contra o PLC 122 se acaso é cristão um gay ser assassinado por compartilhar a vida com alguém. Se é cristão sabotar uma lei que impede que mais atrocidades sejam cometidas contra minorias sexuais. Pode o Estado fazer prevalecer a opinião religiosa de alguns sobre toda a sociedade? Não pode.

Amo a Bíblia. Ela me ensina que Jesus se preocupava com o bem-estar do próximo. Não compreendo como pessoas podem interpretá-la longe desse princípio. A Bíblia é a favor do bem comum e coloca a dignidade do ser humano como o mais importante, porque conceitos, opiniões, doutrinas passam, mas sempre teremos nosso próximo para nos relacionar e em quem vemos a face de Deus.

*Victor R. S. Orellana é teólogo e pastor da Igreja Acalanto. Para conhecer mais sobre ele, clique aqui.

Ellen DeGeneres e Portia de Rossi entrevistadas por Oprah



Fonte: GNT

No The Oprah Winfrey Show desta segunda-feira (23), às 20h, as atrizes Ellen DeGeneres e Portia de Rossi, que começaram a namorar em 2004 e se casaram em 2008, dão uma entrevista juntas pela primeira vez. Elas contam como se apaixonaram e como foi o casamento.

Assistam:

Adiada votação de projeto que criminaliza preconceito contra idosos, deficientes e homossexuais



Fonte: Agência Senado

Foi concedido pedido de vista coletiva ao substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A expectativa é que a proposição entre novamente em pauta na reunião da próxima semana.

O projeto divide opiniões: os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES), por exemplo, temem que os religiosos possam ser punidos por ensinar a seus filhos que a homossexualidade é um pecado, de acordo com valores religiosos. Malta afirma temer que se crie uma "casta" ao proteger pessoas que, segundo afirma, já tem direitos como cidadãos garantidos na Constituição.

Já a relatora da proposta, senadora Fátima Cleide, salienta que a sociedade brasileira "não pode mais continuar se omitindo" diante da violência, física e psicológica, a que são submetidos os homossexuais. O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou que o projeto já não se trata mais de homofobia, mas sim de "sociofobias".

A CDH deverá realizar uma audiência pública para discutir o tema.

OBS: Vamos votar na enquete do Senado gente!!!

Maurício de Sousa cria personagem gay na revista “Tina”




Fonte: Universo Mix

A revista “Tina“, da editora Panini, surpreendeu quando sua 6ª edição trouxe, na história de capa, o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da fantástica Turma da Mônica.

O melhor amigo de Tina, chamado Caio, confirma ter um “compromisso” com outro rapaz. Para defender o amigo, Tina discursa contra preconceito em geral.

De acordo com a assessoria de Maurício de Sousa, é a primeira vez que o assunto é abordado abertamente nas histórias. Na Turma da Mônica Jovem, no entanto, a personagem Denise utiliza-se de várias gírias adotadas – também – pelos gays. O próprio Maurício afirmou que Denise poderia ter um amigo gay e assimilado o vocabulário dele.

Tina é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e agora é estudante de jornalismo e suas histórias são voltadas para um público mais adolescente.

PLC 122/06 - APROVADO NA CAS




Fonte: Agencia Senado

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta terça-feira (10), projeto de lei que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A proposta (PLC 122/06), de autoria da então deputada Iara Bernardi, foi aprovada na forma de substitutivo oferecido pela relatora, senadora Fátima Cleide (PT-RO). A matéria agora será examinada pelas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de seguir para votação em Plenário. Como recebeu alteração no Senado, o projeto voltará à Câmara dos Deputados.

A senadora ressaltou que o projeto foi amplamente discutido em várias audiências públicas, com a participação de diversos segmentos sociais, nos dois anos em que tramita no Senado. Com a apresentação do substitutivo à proposta, Fátima Cleide solicitou cancelamento de audiência prevista para debater mais uma vez o assunto na CAS.

A proposta original incluiu a punição de atos discriminatórios por sexo, gênero ou orientação sexual na lei que pune a discriminação por racismo, religião ou local de nascença (lei 7.716/89). O substitutivo da senadora Fátima Cleide ampliou o rol dos beneficiários da lei para punir também a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

- A homofobia é a principal causa da discriminação e da violência que se pratica contra homossexuais e transgêneros. São milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas de preconceitos, discriminações, chacotas - ressaltou a senadora.

Fátima Cleide disse que o substitutivo está embasado em princípios fundamentais da Constituição, que não admite qualquer forma de discriminação.

Na avaliação da presidente da CAS, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), O Brasil é "um país livre e as pessoas devem ter seus direitos respeitados". A senadora lembrou a agressão que sofreu a estudante universitária Geysi Arruda, da Universidade Bandeirante (Uniban), por ter ido à aula com vestido curto. Rosalba alertou que situações como essa podem gerar todo tipo de violência.

Enquete está momentaneamente fora do ar



Deu pau na enquete sobre a PLC 122/2006. Saiu no site do Senado ontem (6/11/2009)

"Com participação recorde de internautas, a enquete colocada no ar pela Agência Senado e pela Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública (Sepop) saiu do ar, momentaneamente, por problemas técnicos. Até o final da manhã desta sexta-feira (6), a pergunta "Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o preconceito contra homossexuais? " já tinha recebido mais de 500 mil respostas. Desde o início das votações, as opções "sim" e "não" se revezaram na dianteira, e a enquete segue equilibrada.

A enquete voltará ao ar ainda hoje, com aprimoramento do sistema de segurança. Os técnicos da Sepop investigam a possibilidade de burla no sistema. O resultado final será conhecido no fim do mês de novembro. As enquetes pela internet não utilizam métodos científicos, apenas colocam os temas em debate."

Até agora, a enquete ainda não voltou...

PLC 122/2006 - Enquete do Senado



Esta ocorrendo uma enquete no site do Senado Federal referente ao Projeto de Lei 122/2006 (, sobre homofobia.
Até o presente momento, o resultado apresentado é de 37% pelo SIM e 63% pelo NÃO.
Que tal revertermos isso?
Entrem e votem!

Alegria geral - Rio é eleito na internet o melhor destino gay do mundo


Fonte: A Gazeta


O Rio de Janeiro, que foi eleita a cidade mais feliz do mundo, recebeu ontem outro título – o de melhor destino gay do planeta. Depois de encabeçar a lista das dez cidades do mundo consideradas mais felizes, segundo uma relação divulgada em setembro pela revista econômica "Forbes", o Rio chegou na frente de outras cinco metrópoles – Barcelona, Buenos Aires, Londres, Montreal e Sydney –, numa eleição promovida pelo "Logo", um canal da MTV destinado ao público homossexual, através do site TripOutGayTravel.com. Num guia rápido das atrações, o site indica a Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, como a mais gay da cidade.

"A sociedade é bissexual"




Entrevista com Vagner de Almeida publicada no Jornal A Gazeta

Participem da enquete

Há quase 25 anos, Vagner de Almeida estuda questões de sexualidade e gênero no Brasil. Mais do que falar sobre isso, Vagner se propôs a dar voz a homossexuais e travestis em seus filmes. A violência contra quem tem coragem de fazer opções diferentes é tema recorrente em todas as suas obras. Violência essa gerada pela intolerância, pelo preconceito e pela hipocrisia. Para ele, grande parte da sociedade é bissexual e se recusa a admitir, muitas vezes para esconder a homossexualidade. "Se a gente aceitar que há outras opções além da relação homem e mulher e desistir de julgar as pessoas pela aparência, vai ficar muito mais fácil viver nesse mundo", ensina.

De onde veio a motivação para fazer filmes sobre homossexuais?
Há anos venho trabalhando com questões de gênero, direitos humanos e saúde. E desde então vinha fazendo muita coisa, como documentários e vídeos educativos para homens HSH (Homens que fazem Sexo com Homens). A ideia era fazer uma trilogia. O primeiro foi o "Borboletas da Vida", que mostra a transformação de jovens em travestis, seguido por "Basta um Dia", que mostra o cotidiano dos travestis já assumidos. Mas, quando estava me preparando para fazer o último - hoje em faze de finalização, "Sou Mulher, sou Brasileira, sou Lésbica" -, vi que quase todas as protagonistas dos dois primeiros tinham sido assassinadas. Foi aí que surgiu "Sexualidade e Crimes de Ódio", para mostrar essa realidade tão bruta vivida pelos travetis.

A gente se acostumou com uma imagem do gay glamourizado e você denuncia a violência. Como essas duas realidades se encontram?
A violência contra o gay existe em todas as esferas. A sociedade é homofóbica e intolerante e, por isso, as pessoas preferem, por autodefesa, continuar em seus casulos. Tem a violência que gera mortes, mas tem também a violência cotidiana, de xingamentos, de olhares enviesado. Os travestis ainda sofrem com a violência do sistema educacional, da comunidade onde vivem, de tudo o que eles têm que abandonar para se assumir. E tem a violência da própria comunidade GLBT, onde também há discriminação. O que se vê nas paradas gays incentiva essa glamourização. A tal ponto que o maior símbolo das paradas são as Drag Queens, que nem necessariamente gays são. Mas, no fundo, há uma grande desunião, incapaz de mobilizar. Tanto que mesmo com todas essas paradas, até hoje o abaixo-assinado do site Não Homofobia, não tem 1 milhão de assinaturas para movimentar o projeto de lei que criminaliza a homofobia.

Você está terminando um filme sobre lésbicas. A violência é maior contra elas?
Há muita violência física contra o homem gay, noticiada pelos jornais, inclusive. Mas, no caso das lésbicas, é pior, pois essa violência é velada. Ela começa dentro de casa. O menino afeminado é cobrado para ser macho pelos pais, mas a mulher é achacada, xingada, colocada para fora e tachada de "vergonha da casa". Por isso, a mulher lésbica está muito mais dentro do armário do que os homens homossexuais. O homem assumido é glamourizado, ele vira cabeleireiro, melhor amigo das mulheres. A mulher que é visivelmente percebida como lésbica não tem a mesma aceitação. Mesmo quando desenvolve atividades tipicamente masculinas.

Ela sofre também pelo simples fato de ser mulher...
Exatamente. Em primeiro lugar porque a mulher é mais frágil fisicamente, o que já dá vantagem ao homem. Em segundo lugar, por causa da sociedade em que vivemos, machista, patriarcal, que obriga mulheres a arrumar a casa enquanto o irmão pode sair para jogar bola. A mulher sofre com muitos estigmas, tem salários menores, obrigação de casar, de obedecer, de procriar mesmo quando é lésbica. A cobrança é maior, e a violência consequente dela também.

O homossexual masculino é mais aceito que a lésbica?
De certa forma, sim. O homem vira cabeleireiro, e a mulher, tem que virar estivadora? Aos poucos, essa mentalidade vai mudando. Assim como a mulher de uma forma geral vem lutando ao longo das últimas décadas para conseguir um lugar ao lado do homem na sociedade, as lésbicas começam agora essa luta pelo reconhecimento. Para elas, é mais difícil sair do armário. Tanto que as lésbicas mais novas não se masculinizam, fazem o tipo mais básico, com calça jeans, chapéus. Mas, no filme, as lésbicas destacam uma coisa: elas não querem ser aceitas, querem apenas respeito, como qualquer outra pessoa.

A aparência choca mais do que a opção sexual?
Nem todo mundo é igual, nem todo gay é afetado, nem toda travesti é briguenta. Da mesma forma, as lésbicas também podem ser femininas. Algumas pessoas, às vezes, exageram nas roupas, no comportamento. Mas você não tem o direito de julgar ninguém por isso, desde que elas não te agridam nem invadam seu espaço privado. Se todo mundo seguisse essa lógica, seria muito mais fácil viver nesse planeta. Nos grandes centros, um pouco mais tolerantes, aceita-se a criação de guetos para esses públicos, mas, no interior, os homossexuais não têm espaço. A gente vive nas capitais, glamourizando as paradas, acha que é tudo muito normal, mas o resto do Brasil não está preparado para respeitar essa diversidade.

Afinal, o que é ser homossexual no Brasil?
Essa é a pergunta que norteia o documentário sobre as lésbicas. Nas histórias, surge sempre a relação de parceria com outras mulheres, as drogas, a bebida, a obesidade e até a AIDS, pois elas também são infectadas, apesar de não se sentirem vulneráveis. Mas ser lésbica difere muito de acordo com o segmento social. A classe social influencia muito o fato de a mulher se assumir ou não. Porque elas perdem trabalho, amigos, vários direitos quando são "descobertas". A classe média e principalmente a classe alta são as mais segregadas. Muitas delas não conseguem pronunciar a palavra "lésbica". Se recusam a se colocar nesse contexto. Apenas as ativistas e as mulheres das camadas mais populares toparam aparecer no vídeo, por exemplo.

Muita gente, para não assumir, se esconde na bissexualidade, que parece até estar na moda...
Verdade, e, muitas vezes, essa postura é criticada dentro do próprio movimento GLBT. É uma situação impressionante, mas não chega a ser um fenômeno. É apenas uma coisa que está vindo à tona agora. Com a luta de vanguarda dos homossexuais, os "bi" começaram a se sentir mais confortáveis em se assumir. Nos anos 1990, teve um momento em que a bissexualidade foi muito contestada, porque todo homossexual masculino, quando ainda não podia assumir a experiência com outro homem, se desculpava dizendo que apenas "comia" os homens, que era o ativo, só para não deixar a oportunidade passar.

Hipocrisia misturada com preconceito...
A nossa sociedade, na verdade, é completamente bissexual. Não é homossexual, nem travesti, nem lésbica, principalmente se levarmos em conta o número de homens casados que transam com outros homens ou com travestis. A diferença é que, amparados no estereótipo do macho, do "comedor", eles multiplicam ainda mais os preconceitos, as piadinhas contra gays. Isso, pelo menos até o primeiro gole de bebida alcoólica, quando todos se revelam. Só que, para a comunidade GLBT, se você, em qualquer momento da sua vida, beijou ou teve relações com alguém do mesmo sexo, você é gay. Eu particularmente discordo. O fato de uma mulher ter beijado uma outra mulher uma vez ou duas não quer dizer que ela seja lésbica. Afinal, você vive num campo de sexualidade em que os desejos afloram e você tem o direito de experimentar e, no futuro, seja de curto ou longo prazo, escolher aquilo que te interessa mais.

A bissexualidade seria apenas uma transição?
A bissexualidade, para mim, é uma ponte, em que você transita de um lado para outro. Mas existe sim a bissexualidade em que você se sente atraído e excitado por ambos os sexos. Mas tem também as pessoas que se escondem na bissexualidade para não assumir 100% o lado homossexual. Muitos escondem para não atingir os filhos de um casamento heterossexual. Mas criança não é preconceituosa. Nós, sociedade, é que fazemos com que ela cresça assim. Nós ainda criamos nossos filhos dentro da heteronormatividade. E aí qualquer coisa que fuja desse padrão vai continuar sendo vista como errada, mesmo que, quando crescer, a pessoa sinta essa atração diferente, o que causa muitos conflitos. Não dá para pensar que o homem nasceu para a mulher, vice-versa e pronto. Pois há sim opções. O desejo pode ser sufocado, mas não vai ser morto, nem por psicólogos, nem por religiões.

Quem é ele
Representação. Vagner de Almeida tem 52 anos e é coordenador do Projeto Juventude e Diversidade Sexual da ABIA - Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS - no Rio de Janeiro

Ações. Faz parte da equipe do Programa de Gênero, Sexualidade e Saúde Sexual nas Comunidades Latinas da Mailman School of Public Health, na Universidade de Columbia, Estados Unidos

Trabalho. Diretor de filmes e teatro, ativista, escritor, ator e crítico de teatro, foca seu trabalho nas questões de gênero e sexualidade e a relação entre a exclusão social e saúde (www.vagnerdealmeida.com)

O beijo de Claire & Gretchen em Heroes




Bem, o episódio com o tal beijo entre Claire e Gretchen já está disponível na rede. Na tentativa de alavancar a audiência da série a NBC decidiu "atiçar a libido dos homens" (Blog na TV) (só dos homens??? rs).

Esperar para ver se o casal continua ou se foi só um beijinho mesmo.

Campanha Ficha Limpa: Vamos divulgar?

A Campanha Ficha Limpa é um projeto de lei de iniciativa popular para tentar limpar a política brasileira. Assistam o vídeo e divulguem!

Parada Gay leva milhares de pessoas, entre gays e heterossexuais, para Praia de Camburi



Fonte: Folha Vitória

Muita alegria e diversão, sem violência, atraíram famílias, crianças e adolescentes de todas as idades e orientações sexuais à Praia de Camburi, na tarde deste domingo (11), durante o IV Manifesto do Orgulho LGBT de Vitória. O evento, que segundo organizadores reuniu mais de 20 mil pessoas, tinha o objetivo de visibilidade social e política à diversidade sexual e contribuir para a diminuição da homofobia.

A manifestação reuniu lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e também heterossexuais. A concentração foi no Píer de Iemanjá, a partir das 13h30. De lá, ao som de muita música eletrônica e axé, um trio elétrico acompanhou os participantes até em frente ao Clube dos Oficiais, onde havia um palco montado.

Entre as personalidades presentes, a Miss Gay Espírito Santo, Aba Simões; e a deputada federal Iriny Lopes (PT), que discursou contra a homofobia, que foi tema do evento neste ano. A homofobia é o preconceito, declarado ou não, contra pessoas que se relacionam afetivamente com outras do mesmo sexo.

As milhares de pessoas seguiram junto com o trio, segurando bandeiras e faixas. No palco principal, show de drag queens e da banda capixaba Black Set.

OBS: Tô puta por não ter ido! Namorada não quer ir p não dar na pinta e é claro que euzinha obedeço... Putz! Nunca fui PM de meu exmarido e agora sou PM de mulher... Foda!

Parada Gay deve reunir 20 mil pessoas em Vitória no próximo domingo

Fonte: Folha Vitória




A Praia de Camburi, em Vitória, vai ganhar um colorido especial no próximo domingo (11). É que acontece, a partir das 13h30, o IV Manifesto do Orgulho LGBT. Os organizadores da festa esperam reunir um público de até 20 mil pessoas na orla. A concentração acontece em frente ao Píer de Iemanjá.

De acordo com o membro do Fórum em Defesa da Cidadania LGBT de Vitória, Cléber Teixeira, o evento deste ano tem como tema “Por uma educação inclusiva e sem homofobia”. O objetivo, segundo ele, é dar mais visibilidade às ações do movimento e denunciar a violência contra os homossexuais.

Após o ato político, os manifestantes vão seguir em caminhada até o Clube dos Oficiais e lá, às 19 horas, haverá um grande show da banda Black Sete, além de apresentações de drag-queen.

Durante o percurso, no entanto, haverá um trio elétrico tocando músicas eletrônicas para animar o público que comparecer ao evento. Segundo Cleber, na Parada Gay serão distribuídos preservativos e panfletos de movimentos sociais.

11 de outubro: Dia de Sair do Armário



O grupo Estruturação - Grupo LGBT de Brasília passará a comemorar o Dia de Sair do Armário (11 de outubro).

Concurso nacional de fotografias relativas ao tema sair do armário com distribuição de prêmios, Orientações sobre como sair do armário, enfim, assumir-se como LGBT, Explicação sobre o termo a origem do termo sair do armário, Divulgação de como pessoas LGBT influentes e conhecidas enfrentaram o desafio de não mentir ou omitir a própria orientação sexual e/ou identidade de gênero são algumas das ações da campanha.

Para saber mais: http://paroutudo.com/noticias/category/armario2009/

Saudades de João Paulo



"as sociedades que estimulam modos alternativos de vida por causa de uma suposta diversidade corre o risco de desencadear consequências sociais que não são parte integrante do desenvolvimento humano" (Bento XVI em discurso de recepção à nova embaixatriz da Holanda na Santa Sé)

Não vou comentar...

Desabafo

Problemas de se estar dentro do armário. Hoje, comemorando 2 anos de namoro (que na verdade é amanhã, mas ela insiste em comemorar um dia antes) brigamos e ela está dormindo na sala de TV porque insiste que eu a troco pela minha família. Eu MORO com ela durante toda a semana e no final de semana só quero ver minha família, pois eles moram longe de mim. Vou, geralmente a cada 15 dias e se demoro um pouco mais ela fica fula! Não posso contar a eles que não posso ficar muito por causa dela porque ela não deixa eu sair do armário. Tô me sentindo sufocada e com vontade de chutar o balde. Por favor, se alguem lê esse blog me diz se estou errada. Trabalho no fim do mundo para ficar perto dela, poderia pedir transferencia para MINHA cidade, onde tenho APARTAMENTO e tudo mais. Estou errada em querer passar um final de semana por quinzena com minha família? Detalhe, ela, quando vem para nossa cidade, fica na casa dos pais e eu, na minha, sozinha (às vezes ela fica comigo, mas fica tensa porque tem que esconder o carro, blablablablabla!)

No mundo das lésbicas




Fonte: Revista Isto é

Nas baladas e eventos de mulheres homossexuais se constata que elas querem um espaço próprio, independente dos homens gays

A DJ Nina Lopes, 37 anos, toca todo sábado na primeira festa fixa voltada para lésbicas de São Paulo. "De um ano para cá, teve um boom de baladas para mulher. Temos eventos de sexta e sábado toda semana e outros esporádicos, uma vez por mês ou a cada 15 dias", conta. Alguns chegam a atrair 2,5 mil pessoas. Nas baladas para mulheres homossexuais, a paquera é sutil.
Em vez de abordagens agressivas, as meninas dançam coladas, lançam olhares, esperam uma resposta. Na Superdyke, festas homossexuais femininas, no UltraClub, onde Nina comanda o som, o público está na casa dos 20 anos. Se em lugares públicos namoradas nem sequer podem dar a mão despreocupadamente, lá, casais dão beijos apaixonados. Na pista, garotas dançam bem perto, encaixando os corpos, numa liberdade difícil de imaginar numa festa heterossexual. As atrações da pista são o ponto alto da noite, com shows de gogo dancers e strippers - moças se aglomeram ao redor do palco e gritam, assoviam. No lounge, casais namoram, conversam e dão risada, como se estivessem em bancos de parque, mas sob a proteção das quatro paredes da casa. As lésbicas querem um espaço só delas.
Em muitas coisas, as mulheres homossexuais querem ser iguais aos homens gays: nos direitos civis e na aceitação social conquistados, por exemplo. Em outras, querem que suas diferenças sejam respeitadas e valorizadas. O que se constata quando se mergulha no mundo das lésbicas é que elas não querem abrir mão de um espaço próprio. Ou seja, não querem ficar a reboque dos homossexuais masculinos. Para dar conta dessa necessidade, está surgindo um movimento silencioso, com eventos, produtos e serviços voltados para esse público. As baladas que se multiplicam são um exemplo. Mas o fermento dessa iniciativa é a internet. A escritora Karina Dias, 30 anos, começou com um blog e acaba de lançar o romance lésbico "Aquele Dia Junto ao Mar". "Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos", afirma Karina, que recebe dezenas de emails por dia de garotas que não sabem como lidar com a descoberta da sexualidade. "Eles vêm carregados de dúvidas e medos. Isso é um grande impulso para continuar escrevendo."
A DJ Nina Lopes, 37 anos, toca todo sábado na primeira festa fixa voltada para lésbicas de São Paulo. "De um ano para cá, teve um boom de baladas para mulher. Temos eventos de sexta e sábado toda semana e outros esporádicos, uma vez por mês ou a cada 15 dias", conta. Alguns chegam a atrair 2,5 mil pessoas. Nas baladas para mulheres homossexuais, a paquera é sutil.
Em vez de abordagens agressivas, as meninas dançam coladas, lançam olhares, esperam uma resposta. Na Superdyke, festas homossexuais femininas, no UltraClub, onde Nina comanda o som, o público está na casa dos 20 anos. Se em lugares públicos namoradas nem sequer podem dar a mão despreocupadamente, lá, casais dão beijos apaixonados. Na pista, garotas dançam bem perto, encaixando os corpos, numa liberdade difícil de imaginar numa festa heterossexual. As atrações da pista são o ponto alto da noite, com shows de gogo dancers e strippers - moças se aglomeram ao redor do palco e gritam, assoviam. No lounge, casais namoram, conversam e dão risada, como se estivessem em bancos de parque, mas sob a proteção das quatro paredes da casa. As lésbicas querem um espaço só delas.

"Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos"
Karina Dias, escritora


Em muitas coisas, as mulheres homossexuais querem ser iguais aos homens gays: nos direitos civis e na aceitação social conquistados, por exemplo. Em outras, querem que suas diferenças sejam respeitadas e valorizadas. O que se constata quando se mergulha no mundo das lésbicas é que elas não querem abrir mão de um espaço próprio. Ou seja, não querem ficar a reboque dos homossexuais masculinos. Para dar conta dessa necessidade, está surgindo um movimento silencioso, com eventos, produtos e serviços voltados para esse público. As baladas que se multiplicam são um exemplo. Mas o fermento dessa iniciativa é a internet. A escritora Karina Dias, 30 anos, começou com um blog e acaba de lançar o romance lésbico "Aquele Dia Junto ao Mar". "Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos", afirma Karina, que recebe dezenas de emails por dia de garotas que não sabem como lidar com a descoberta da sexualidade. "Eles vêm carregados de dúvidas e medos. Isso é um grande impulso para continuar escrevendo."
A internet mostrou que havia um público negligenciado até mesmo pela mídia gay. "Dentro de um mundo machista, as lésbicas são a minoria da minoria", diz Paco Llistó, editor do Dykerama (dyke é gíria para lésbica, em inglês), site voltado para lésbicas e bissexuais que existe há dois anos e chega a picos de um milhão de acessos por dia. "O machismo pauta até mesmo parte do movimento LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Não só na militância, mas de forma editorial e cultural", afirma Llistó. "Agora elas começam a ganhar espaço."
Mais recente, o site Parada Lésbica tem também uma rede social só para elas. A editora do site, Del Torres, 29 anos, apostou na diversificação de assuntos, sob a perspectiva homossexual feminina. "Lésbicas, acima de tudo, são mulheres e gostam de textos mais sensíveis", afirma Del. Outra ideia foi criar um ponto de encontro virtual para as meninas. Daí surgiu o Leskut, que tem hoje 19 mil perfis e recebecerca de 100 adesões por dia. "Chats de grandes portais estão cheios de heterossexuais e casais procurando alguém para transar. Como o Leskut é um ambiente mais controlado, elas se sentem confiantes."
A socióloga francesa Stéphanie Arc, autora de "As Lésbicas" (Ed. GLS), que acaba de ser lançado no Brasil, acredita que as homossexuais femininas estão certas em tentar afirmar sua identidade dentro do movimento gay. "Afinal, elas encontram dificuldades específicas na sociedade", reconhece. Mas essa participação é um fenômeno bastante recente. "Existia uma ideia forte de que as mulheres não militavam. E, da forma tradicional, não participavam mesmo", afirma a escritora Valéria Melki, 43 anos. Valéria enfatiza que é importante que a militância assimile as diferenças. "Sexualidade para os homens é um valor, para as mulheres é um horror. Uma mulher sexualmente livre é malvista, ao contrário do homem. Isso afeta a mulher lésbica." A escritora foi uma das criadoras do grupo Umas e Outras, que reunia lésbicas para saraus literários. Outra das criadoras, Laura Bacellar, comemorou um ano da primeira editora lésbica do Brasil, a Malagueta.
Laura fundou a editora junto com sua companheira, Hanna K. "Nos nossos romances, queremos protagonistas e visão homossexuais claras e assumidas", afirma Laura. Há duas gerações escrevendo atualmente: autoras mais velhas, entre 40 e 50 anos, que participaram da primeira fase do movimento gay, e uma nova geração, na casa dos 30 anos, que se formou na internet. "É um pouco mais fácil para elas do que foi para a geração anterior, as famílias aceitam com mais tranquilidade", diz Laura. "Elas são mais diretas em seus textos para falar o que acontece na cama, em detalhes, sem tanto pudor."
Outras editoras estão despertando para o nicho. O Grupo Editorial Summus tem o selo GLS, que só neste ano lançou seis títulos e cresceu 10% mais do que o resto do grupo. "As publicações voltadas para as lésbicas estão mais interessantes", reconhece Soraia Bini Cury, editora-executiva da Summus. "Mas não existia abertura para esses livros. De uns tempos para cá, elas estão assumindo junto com os gays a militância pelos direitos humanos", diz a editora. Os críticos desse movimento alertam para o perigo de as lésbicas quererem se fechar em guetos, justamente no momento em que os gays estão conseguindo mais espaço na sociedade. A semióloga Edith Modesto, que acaba de lançar "Entre Mulheres", de depoimentos homoafetivos, discorda. "Isso é preconceito", afirma. "Não se trata de se isolar. Pessoas com as mesmas características se sentem bem de ter um espaço próprio para discutir seus assuntos." Para Stéphanie Arc, a ideia de gueto também não se aplica. "Não é um conceito exato, porque o gueto é onde você está à força, contra a sua vontade. E isso jamais me ocorreu quando estou num bar para mulheres."

Protesto contra a Censura no Blogger

Por Mari no LESBOSFERA.

Lesblogueiras,

Vocês andam acompanhando a discussão sobre a censura indiscriminada aos blogs lésbicos pelo Blogger / Blogspot. Caso ainda não estejam inteiradas sobre o assunto, basta clicar aqui, aqui e aqui.

Estamos dando início a um abaixo-assinado protestando contra a exclusão e censura de nossos blogs, sem razões justificadas. Os blogs censurados não infringem a Política de Conteúdo do Blogger nem os Termos de Serviço do Blogger.

Nossos blogs são censurados porque falamos do amor entre mulheres? Por que colocamos fotos de mulheres se beijando ou se acarinhando? É essa a razão? E os blogs heteros? Fotos de casais heteros são permitidas? Contos, textos ficcionais e poesias homoeróticas também estão sendo censurados!!

Se assim fosse, o que seria de escritores como Anais Nin, Henry Miller, Hilda Hist, D. H. Lawrence, Vladimir Nabokov e outros que se consagraram com maravilhosos livros de literatura erótica?

Não somos contra a censura de blogs que promovem a Pedofilia, a Zoofilia, a Discriminação, a Violência, o Racismo, entre outros. Que não respeitam os direitos autorais e nem publicam as fontes utilizadas nos textos.

Porém toda e qualquer punição do Blogger é atribuída à reclamação de usuários. Reclamações que nunca foram feitas para as autoras dos blogs, pessoamente. A política do Blogger é a de excluir ou censurar um blog a partir do momento que ocorre uma reclamação? Não há contato com a autora do blog, uma mensagem de advertência, nada? Simplesmente, o blog em questão tem sorte se não é excluído prontamente. Perde-se todo o trabalho feito ao longo do tempo. Além dos contatos, links, widgets, etc.

O que queremos é que o Blogger / Blogspot não ceda à pressões / reclamações homofóbicas para tirar do ar, blogs com conteúdo lésbico, em um ato de discriminação e desrespeito a liberdade de expressão da homoafetividade.

Para participar da nossa campanha, clique aqui e assine o abaixo-assinado.

A seguir, coloque em seu blog o selo da campanha.

Divulgue por toda a internet!!





Atenção: o selo foi feito para adaptar-se a qualquer cor e fundo do blog. Quando for colocado, ele irá aparecer com a cor do fundo da sua página.

A url do abaixo-assinado é: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3338

Cole na sua página!!

Paradas Gay Espírito Santo 2009 (mudanças)

Pessoas, acabo de ler no Babado Certo que a Parada de Camburi não será hoje.
Novas datas:
04 de Outubro – Gay Day na Praça dos Namorados – 13hs

11 de Outubro – Parada Gay em Vitoria

08 de Novembro – Parada Gay em Itaparica em Vila Velha/ES (na Av. Santa Leopoldina) – 15hs.

Vamos ver se agora não muda novamente...

Símbolos e Dias

Você sabe por que o dia do orgulho lésbico é comemorado em 19 de agosto? Bem, se você sabe, parabéns, porque eu não sabia.
Um video interessante que encontrei no site Um Outro Olhar sobre algumas datas de manifestações famosas, incluindo-se aí Dia do Orgulho Gay e Dia do Orgulho Lésbico.

Assistam:

Homofobia aumenta número de casos de evasão escolar



Fonte: O Dia On Line

POR MAHOMED SAIGG, RIO DE JANEIRO

Cerca de 20% dos alunos gays acabam abandonando as salas de aula devido a preconceito. Discriminação também contribui para a violência

Rio - Fora da grade curricular, uma ‘disciplina’ reprovável vem excluindo alunos homossexuais das salas de aula no Rio: a homofobia. Alvos de preconceito por sua orientação sexual, estudantes gays, lésbicas e travestis estão deixando a escola por causa da discriminação. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), cerca de 20% dos alunos homossexuais que iniciam o ano letivo não suportam a perseguição e abandonam os estudos.

Condenada pelos educadores, a ‘matéria’ também gera outro grave problema no ambiente escolar: o aumento da violência. Cansados de provocações constantes de colegas e até de professores, muitos estudantes acabam perdendo o controle — e a razão — e partindo para a agressão.

Este foi o caso de Felipe Sanches, 18 anos. Aluno do 3º ano do Ensino Médio numa escola da rede pública, em Nova Iguaçu, ele conta que desde que assumiu sua homossexualidade, há dois anos, perdeu a conta de quantas vezes brigou na escola. “Nunca tinha discutido no colégio até assumir que era gay. Mas depois as provocações começaram. Na maioria das vezes até faço de conta que não é comigo. Mas às vezes o sangue ferve e aí fica impossível não reagir. Quando vejo já parti para briga”, confessa Felipe, que já pensou em abandonar a escola por causa do preconceito.

Menos tolerante que Felipe, o travesti Roberta, 26 anos, revela que largou a escola no 2º ano do Ensino Médio depois que um professor debochou do fato de ele ser homossexual durante uma aula. “Ele vivia jogando piadinhas, fazendo insinuações maldosas a respeito da sexualidade, mas nunca tinha sido direto. Certo dia me cansei e lhe perguntei o que tinha contra os gays. Ele se assustou, disse ‘nada’, mas começamos a discutir até que ele me mandou sair da sala. Envergonhada, saí e nunca mais voltei”, conta Roberta.

Diretora do Sepe, a professora Eliza Henriques Martins, 43 anos, que é lésbica, afirma que os professores no Rio não estão preparados para lidar com situações de conflito geradas pela homofobia. “É esse despreparo que permite que a homofobia siga agravando não só o problema da evasão escolar, como também o do aumento da violência nas escolas, que já está saindo do controle dos professores e diretores”, alerta Eliza.

O problema da homofobia nos colégios do Rio é tão grande que o Sepe criou a Secretaria de Gênero e Combate à Homofobia. “Através desta secretaria nós começamos o Seminário de Múltiplos Olhares, através do qual promovemos debates e reuniões para debater o problema da homofobia dentro das escolas”, explica a também diretora do Sepe Marize de Oliveira Pinto, 50 anos, que é heterossexual e condena a homofobia.

“Todos têm direito à educação, seja lá qual for a sua orientação sexual. Não podemos aceitar que jovens sejam obrigados a abandonar os estudos e tenham que usar a força física para que sejam respeitados”, ressalta.

Estado lançará projeto de combate a problema

Atenta aos problemas gerados pelo preconceito contra homossexuais, a Secretaria Estadual de Educação reconhece a gravidade da situação e anuncia o lançamento da Jornada de Educação e Cidadania LGBT e Combate à Homofobia. Voltado para a orientação de professores sobre como lidar com as diferenças nas salas de aula, o projeto será levado para todo o estado e deverá capacitar dois mil professores até o fim do ano.

“Nosso objetivo principal é sensibilizar a comunidade escolar para o tema. Precisamos valorizar a questão da diversidade para garantir a permanência de todos os nossos alunos até que eles concluam seus estudos”, destaca a coordenadora de Diversidade Educacional da Secretaria, Rita de Cássia Rodrigues.

“Negar a homofobia nas escolas é o mesmo que negar a existência dos homossexuais nas salas de aula”, afirma Rita, lembrando que os alunos não são os únicos que sofrem com a homofobia. “Também temos professores nessa situação. Alguns são homossexuais, mas não assumem sua orientação sexual por medo da reação dos alunos e dos próprios colegas de profissão. Isso precisa acabar”, decreta.

Preconceito se reflete no mercado de trabalho

A evasão escolar provocada pela homofobia nas salas de aula preocupa pesquisadores e militantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis). “Se entrar no mercado de trabalho hoje em dia já está difícil para quem estudou, imagine para quem não concluiu seus estudos?”, destaca a psicóloga Sílvia Ramos, que é Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec).

“É por isso que a maioria dos homossexuais é de cabeleireiros ou está ganhando a vida prostituindo o corpo”, completa o presidente da ONG Conexão G, Gilmar Santos.

Vítima do preconceito no mercado de trabalho, a transgênero Carla cursou a faculdade de Relações Internacionais e morou 14 anos na Europa, onde aprendeu a falar seis idiomas. “Ainda assim não consigo emprego aqui no Brasil. Envio meu currículo, mas, quando veem que sou homossexual, desistem de me contratar”.

Brasil é o país mais homofóbico

Em comunidades carentes, o preconceito contra homossexuais surge mais violento e mais intolerante. O DIA está mostrando, desde domingo, relatos de gays, lésbicas, transexuais e transgêneros vítimas da discriminação. A ONG Conexão G, que atua na Maré, contabiliza ao menos um caso de agressão contra gays por dia. O Brasil ainda detém um triste recorde: o de país mais homofóbico do mundo. Entre 2007 e 2008, foram 190 assassinatos — ou um homossexual morto a cada dois dias. Quando não são mortos, gays muitas vezes são obrigados a abandonar sua comunidade.

Paradas Gay Espírito Santo 2009

Notícia postada no Babado Certo:

Datas das Paradas Gays do ES:

13/09 (domingo) - Parada de Guarapari – Praia do Morro



Dia da Cidadania (Gay Day) – Vitória (Praça dos Desejos)

20/09 (domingo) - Parada de Vitória em Camburi



08/11 (domingo) - Parada de Vila Velha (Itaparica)

Entrevista com Rozângela Alves Justino na Veja




Acabo de ler a entrevista que a psicóloga Rozângela Alves Justino deu à Veja de 12 de agosto de 2009. Minha reação: rir. Gente, nunca ouvi tanta asneira e mania de conspiração juntas.

Para ela, somos um exercíto querendo mudar a sociedade e devemos ser combatidos, pois nos equiparamos aos nazistas (movimento gayzista?).

Quem acredita numa pessoa que se fantasia para dar entrevistas, pois diz-se ameaça, realmente necessita de tratamento psicológico, mas não para curar algo que não é uma doença.

Para quem ainda não leu, fica a dica de leitura.

Link

Igreja diz que relações gays estão na Bíblia

Fonte: A Gazeta

O que diz a Bíblia, de fato, sobre a homossexualidade? Se para a maioria das igrejas a resposta é simples e está ligada à condenação ou a pecado, outra denominação que já existe há dois anos em Vitória se propõe a mostrar uma nova visão - não menos polêmica - sobre este antigo tema. Para a Igreja da Comunidade Metropolitana de Vitória, que se propõe a acolher gays, lésbicas, travestis, bi e transsexuais, a homossexualidade não só não é condenada na Bíblia como lá estão vários exemplos de relações homoafetivas. "Davi e Jônatas, Rute e Noemi, o centurião romano e seu servo são exemplos. Davi era um homem de Deus, e lá está escrito que ele amava Jônatas mais que às mulheres", argumenta a pastora interina da igreja, Eliana Ferreira.

Para a pastora, que frequentava e era liderança antes numa tradicional igreja evangélica, a maioria das interpretações dos trechos da Bíblia que falam de homossexualidade baseiam-se em traduções e não no texto original. "A palavra homossexual apareceu no século XIX. As palavras em hebraico que aparecem não se referem ao homossexualismo em si", defende. Esses e outros argumentos serão postos em debate hoje, no seminário "Homossexualidade não é doença nem pecado", que acontece a partir das 15h, na capela ecumênica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Diferente

Não apenas por ter essa visão das sagradas escrituras, mas também por ser conhecida pela proposta de acolher homossexuais, a igreja desperta muita curiosidade. O rito, no entanto, é muito parecido com o de outras denominações. Seus onze membros - a maioria jovem - se reúnem aos domingos para louvar a Deus, conversar sobre a Bíblia e cear juntos.

"Temos muitos visitantes. A maioria é um público universitário. Muitos ficam curiosos sobre os encontros, mas não é nada de anormal, temos ritual de batismo, louvor. Somos uma igreja evangélica com uma proposta inclusiva, voltada para o público GLBTT", explica a pastora, que vai ser oficialmente ordenada em breve. Além de Vitória, a igreja, fundada no fim da década de 60 nos Estados Unidos, tem sedes em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Fortaleza.

Espaço para a espiritualidade sem preconceito

Membro da igreja, o administrador André Luis Santos, 32 anos, vai falar sobre a Teologia Queer (gay), durante o seminário. "Vou apresentar o assunto de uma forma mais simples. A teologia fala da inclusão de todas as pessoas", resume. Ele ressalta que os membros da igreja não querem se colocar em evidência, ou fazer um movimento em prol da causa homossexual, mas apenas ter a liberdade de culto respeitada, assim como sua orientação sexual. "Só queremos dizer que existe essa opção para as pessoas que querem viver sua espiritualidade. É só um espaço onde não se considera a homossexualidade um pecado", ressalta. Ex-estudante de colégio católico, André diz que chegou a se perguntar como iria sobreviver num mundo com visões tão excludentes em relação à sexualidade. "A sorte é que procurei me informar e estudar. Mas sempre há sofrimento".

Pronta para realizar até casamentos

Além de participar de todas as atividades, os membros da Igreja da Comunidade Metropolitana podem casar-se com pessoas do mesmo sexo, o que não seria possível nas igrejas que frequentavam antes. A igreja de Vitória ainda não realizou casamentos, mas está apta a fazer isso. "Já fui procurada por um casal de lésbicas, mas depois elas não voltaram. Basta apenas que eles ou elas tenham um relacionamento de mais de um ano", explica a pastora interina Eliana Ferreira.

A igreja também orienta que os interessados procurem oficializar a união em cartório, com um contrato civil. "Não basta ficar algumas vezes para poder casar", avisa. A mesma igreja em São Paulo já realizou casamentos coletivos.

A pastora lembra que igreja segue uma orientação teológica e uma hierarquia como as demais. "Não criamos uma igreja, não estamos isolados. Teologicamente está tudo amarrado. Boa parte da teologia cristã é aceita por nós. Não é uma igreja moralizante da cultura gay. Apenas está aberta aos que sentiram excluídos e não tiverem preconceito".

Faltou acolhida
Wanderley Pereira - Teólogo e professor da FTU

A existência de uma igreja voltada para o público gay é uma prova de que houve falha por parte das igrejas, que não souberam acolher as pessoas que têm essa orientação sexual. O surgimento dessa igreja é uma consequência do radicalismo que ainda existe. A sociedade é tão opressora, que eles tiveram que buscar uma forma de viver sua espiritualidade em outra denominação. Só fizeram isso porque não se sentiram acolhidas. Mas é preciso ter cuidado para que isso não se torne também um preconceito às avessas. Em relação à interpretação dos trechos que tratam da homossexualidade, a visão deles é mais uma interpretação. Assim como não se pode ser radical em relação a alguns trechos, também não se pode ter uma visão de estes são pontos centrais da Bíblia, para não correr o risco de se ver homossexualismo em tudo.

Projeto foi alterado - Comissão rejeita união estável entre casais gays

Notícia nada animadora... Quando isso tudo vai mudar? Quando irão desvincular Igreja de direitos civis no Brasil?

Fonte: O Globo

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou nesta quarta-feira uma nova versão do projeto de lei que regulamenta a união estável. O texto exclui do reconhecimento jurídico os casais homossexuais. A proposta ainda passará por duas outras comissões antes de ser votada em plenário e seguir para o Senado.

O projeto foi alterado pelo deputado José Linhares (PP-CE), que considera que a entidade familiar é necessariamente composta por um homem e uma mulher. Linhares, que é padre, avalia que a polêmica continuará, mas torce para que as relações homoafetivas fiquem fora da lei. Para ele, não há rejeição da realidade, mas a fixação de regras.

- Quem tem direitos adquiridos não irá perdê-los. Um homem que vive com seu companheiro, por exemplo, poderá continuar e será respeitado. Mas eles ficam lá, não teriam legitimidade jurídica - disse.

- Essas relações não constituem a célula natural de uma família. O ser humano depende da presença afetiva de uma mulher e um homem. O pai e a mãe são figuras basilares da nossa existência. Não existe um pai mulher ou uma mãe homem.

Linhares removeu do texto o conceito do "divórcio de fato" (separação por mais de cinco anos). A nova proposta revoga explicitamente a lei 8.971/94, que exige a convivência de cinco anos para o reconhecimento da relação, alvo de controvérsia jurídica.

Cresce no Supremo apoio à união estável entre homossexuais




Ministros podem unificar entendimento sobre o tema; estudo mostra que sentenças têm variado entre os Estados
Fonte: Estadão

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem sinalizado ser a favor de reconhecer a possibilidade de união estável entre homossexuais e todos os direitos dela decorrentes, como a concessão de pensão e a permissão para adotar crianças.

Há ministros que defendem que o STF deveria deixar claro que esses casais que convivem de forma contínua e duradoura formam uma família.

Atualmente, há falta de sintonia nas decisões dos tribunais estaduais e de juízes dos 26 Estados e do Distrito Federal - as sentenças são totalmente diferentes a respeito do tema. Por causa dessa disparidade, ministros do STF pensam em unificar o assunto editando uma súmula que deveria ser seguida por todo o Poder Judiciário.

A constatação de que não há uma posição clara da Justiça sobre o tema aparece em pesquisa ampla realizada nos tribunais de Justiça pelo relator de uma das ações no STF, o ministro Carlos Ayres Britto.

A reportagem do Estado teve acesso aos dados que integram a ação movida no Supremo pelo governo do Rio com o objetivo de obter do STF a declaração de que os mesmos direitos dados aos casais heterossexuais devem ser concedidos aos homossexuais em relação ao Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado. Ayres Britto pretende julgar a ação neste semestre.

Em julgamentos recentes, o STF já sinalizou que é a favor de ser reconhecida a união estável entre homossexuais. Em decisão administrativa, por exemplo, o tribunal autorizou a inclusão de parceiros homossexuais como dependentes no plano de saúde dos funcionários do STF.

Além do governo do Rio, a Procuradoria-Geral da República protocolou no Supremo, em julho, uma ação pedindo que o tribunal reconheça as uniões entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Relatada pela ministra Ellen Gracie, essa ação não tem data prevista de julgamento. Recentemente, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou manifestação ao STF defendendo a posição do governo, favorável ao reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Na manifestação, a AGU sustenta que a Constituição não impede a união estável entre pessoas do mesmo sexo porque não é discriminatória. A AGU ressalta que a Constituição protege a dignidade da pessoa humana, a privacidade, a intimidade e proíbe qualquer forma de discriminação. "Em interpretação sistemática da Constituição é possível verificar que o que se pretende é justamente proteger a liberdade de opção da pessoa", argumenta a AGU.

Um outro sinal de que a ideia está amadurecendo nas Cortes é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu em 2004 a existência da família homoafetiva.

O TSE é integrado por 7 ministros, dos quais 3 do STF. Mas a decisão, inédita e unânime, prejudicou uma candidata à prefeitura de Viseu (PA). A política mantinha relacionamento com a então prefeita, que tinha sido reeleita e estava no segundo mandato. Na ocasião, o tribunal baseou-se em dispositivo da Constituição que proíbe a perpetuação de grupos familiares no Poder Executivo.

Nos Estados, há decisões de vanguarda, que reconhecem a existência de famílias formadas por homossexuais. Por outro lado, há decisões concluindo que esses casais formam apenas sociedade de fato, com direito só à divisão do patrimônio adquirido com o esforço comum. O Judiciário do Rio Grande do Sul e o de Goiás são os mais adiantados no reconhecimento dos direitos dos casais homossexuais.

Manhã Transfigurada




Fonte: Wikipedia e MixBrasil

Manhã Transfigurada é um filme baseado no romance homônimo de Luíz Antonio de Assis Brasil e dirigido por Sérgio de Assis Brasil. No final do século XIX, época dominada por oligarquias e pela Igreja, a jovem Camila (Manuela do Monte) é forçada a casar-se com um rico fazendeiro para resgatar a posição social de sua família. Porém, na noite de núpcias, seu marido descobre que ela não é virgem.

Furioso, ele a mantém prisioneira em sua casa, vigiada pela sua dama de companhia e com permissão de receber visitas apenas do padre e do sacristão locais, enquanto aguarda a anulação do casamento. A partir daí, ela se envolve em um triângulo amoroso que questiona a relação entre fé e razão. Neste meio tempo, quem mais sofre é a empregada, que entre tanto sexo começa a se imaginar ela própria na cama da patroa!O filme foi rodado em 2002, e lançado em 2008.

Movimento gay dos Estados Unidos ameaça romper com governo Obama



Fonte: A Capa

Insatisfeitos com os rumos do governo Barack Obama no que diz respeito às políticas públicas LGBTs, o movimento gay norte-americano prepara para o dia 11 de outubro, Dia Nacional da Saída do Armário, uma manifestação em Washington. O recado é simples: querem ser respeitados e terem os seus direitos aprovados no âmbito federal. Líderes do movimento gay avisam: se não houver a aprovação da união civil e de outros direitos nos Estados Unidos como um todo, eles irão se divorciar do governo democrata representado hoje por Obama.

Está na capa da revista gay Advocate de setembro: "Nada? Ele era a nossa grande esperança, mas ainda falta cumprir as promessas". Atrás dessa chamada nada positiva está a foto do presidente, que foi eleito com forte apoio da comunidade e de ativistas gays dos Estados Unidos. Além da respeitada revista, reportagem assinada por Dan Dimaggio, repórter do jornal Alternativa Socialista, traz luz à situação de apoio e repúdio da comunidade homossexual frente ao governo Obama, que já é chamado de "traidor" por alguns setores da militância gay. Em ambas as reportagens o fator da discórdia é o mesmo: a Lei de Defesa do Casamento (DOMA), o "Don't Ask, Don't Tell" (que proíbe pessoas LGBT no Exército de assumir sua sexualidade abertamente) , a demora em aprovar a legislação federal de crimes de ódio e a Lei de Não-Discriminaçã o dos Empregados.

Tais restrições estavam entre as propostas do governo Obama a serem combatidas. Mas até agora essas propostas seguem o caminho inverso ao que a comunidade LGBT esperava: confiança, ou como dizia a campanha, "esperança". Em junho último o atual governo emitiu nota apoiando o DOMA, com isso, os estados podem legalmente negar casamentos onde a união gay é permitida.

Alguns ativistas já começam a se manifestar publicamente contra o governo Obama. É o exemplo de Jor Mirabella, líder do grupo LGBT "Join The Impact". "Eu não deveria ter ficado tão encantado com seus belos discursos e cartazes de campanha coloridos. Sr. presidente, você não é diferente do resto. Você usou nossa comunidade para chegar à Casa Branca e agora você nos deixou de lado. Desta vez é diferente, pois não vamos aturar isso mais!."

Na longa reportagem da revista Advocate, o jornalista Michael Joseph Gross relembra as primárias, quando o movimento gay apoiava Hillary Clinton. "Nós sabíamos que ela conhecia como o poder funciona, e queríamos alguém que pudesse ganhar. Olhamos para ela e viu-se a sua maneira de entreter, sem medo de sacrificar a integridade quando o jogo exigisse", alude o jornalista.

Em seguida ele diz: "As primárias escolheram Obama e ele fez mais do que qualquer candidato já havia feito até o momento. Ele nos nomeou." O jornalista vai direto ao ponto: "Após os seus primeiros 100 dias começamos a enxergar Obama diferente". Depois cita o questionamento de um colega de profissão, Robert Gibbs, da NBC, em relação às questões gays. "O que o Obama está fazendo? Por que não faz mais e mais rápido?".

Por conta de todo esse clima pessimista e de traição está marcado para outubro a Marcha Nacional pela Igualdade em Washington. O mote da manifestação é um só: plena igualdade perante a lei para todos/as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Além das críticas à morosidade do governo Obama, os organizadores da marcha também apontam os ativistas LGBTs ligados à liderança do Partido Democrata como parte da culpa por estarem em silêncio.

Cleve Jones, um dos líderes da manifestação do dia 11 de outubro, é enfático quanto à futura relação do movimento gay com a Casa Branca. "Precisamos de uma nova estratégia. Estamos cansados dessa luta estado a estado, condado a condado, cidade a cidade por frações de igualdade. Não existe fração de igualdade. Ou você é igual, ou não é", disse o ativista.

Jones diz também que os ativistas não devem "se preocupar com as supostas necessidades dos amigáveis políticos democratas, mas começar do ponto de vista das necessidades dos LGBTs". Como disse Dustin Lance Black, roteirista do filme "Milk", "nunca há um tempo conveniente para dar plenos e iguais direitos civis neste país."

À revista Advocate a ativista lésbica Kate Kendell, do Centro Nacional de Direitos Humanos para Lésbicas, faz uma análise crítica que muito lembra a realidade gay brasileira. Para ela é preciso mostrar a vida real dos gays à população norte-americana. "A maioria dos estadounidenses pensa que nós somos ricos, brancos e vivemos nas metrópoles. Mas a maioria dos homossexuais são da classe média e trabalhadores pobres. Um grande número de LGBT são de outras cores que não a branca e nós vivemos em regiões rurais e periféricas", disse.

O ativista Robin Tyler declarou ao jornalista Dan Dimaggio que com essa lerdeza o movimento gay irá se divorciar dos democratas. "Se o Partido Democrata Nacional, depois de 35 anos de promessas à nossa comunidade, não assegurar plenos direitos iguais neste país, o divórcio gay que vocês verão é o divórcio da comunidade gay do Partido Democrata. Somos um movimento pelos direitos civis. É hora de agir como um", alertou Tyler.

Em entrevista exclusiva ao A Capa, a prefeita travesti Stu Rasmussen declarou o mesmo descontentamento que assola boa parte da comunidade gay dos EUA. "Percebo que elegemos um governo que ignora o bem-estar da maioria em benefício da minoria. Eu votei em Obama como a melhor opção entre os dois candidatos, mas estou de fato desconfiada com a sua administração, que está tomando passos muito largos, sem se preocupar com as consequências" , disse.

No final de seu artigo, o jornalista Dan Dimaggio pontua alguns problemas que deveriam ser o foco do governo Obama, mas não são. Por exemplo, entre os jovens que se assumem para a família, 1 em cada 4 gays é obrigado a sair de casa. Estes jovens representam 1,6 milhão de adolescentes sem teto; nas escola a cada 10 estudantes, nove já foram alvo de homofobia e as taxas de suicídio entre os jovens LGBTs são estimadas em 4 vezes superiores aos dos jovens heterossexuais.

Já o jornalista da revista Advocate, Michael Joseph Gross, finaliza a sua reportagem de forma conciliatória. Pondera e diz que é preciso paciência com Obama. "Temos de agradecer a ele por ter quebrado o ódio (às minorias), para mostrar-nos que, sem o saber, estávamos prontos para fazer a coisa certa (votar em Obama). Agora é a nossa vez de retribuir o favor."